Já ouviu falar em Espondilite Anquilosante?

A Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que faz parte do grupo das espondiloartrites, ou seja, doenças em que há inflamação das articulações da coluna, mas que também pode afetar articulações fora da coluna, locais como o de ligação dos tendões nos ossos (“êntese”) e órgãos, como os olhos.

É uma doença de causa desconhecida, mas sabemos do papel fundamental da genética para o seu desenvolvimento. Por isso a importância do famoso HLA-B27. Ele não é obrigatório para fazermos o diagnóstico, mas está presente na maioria dos pacientes com EA.

Sinais de alerta para pensarmos em EA são:

  • Idade até 45 anos
  • Dor na parte baixa da coluna e/ou nas nádegas que melhora com exercício e piora com repouso (por exemplo, dor pior à noite por ficarmos muito tempo parados) com rigidez para movimentar a coluna pela manhã
  • Dor e inchaço na região do calcanhar (entesite do calcâneo)
  • Episódios de olho vermelho e dolorido (uveíte)
  • Dor e inchaço em articulações fora da coluna, como mãos, joelhos e tornozelos (artrite)
  • Dedo “em salsicha” na mão ou no pé (dactilite)
  • Familiares de primeiro grau com EA

Tão importante quanto o tratamento medicamentoso com anti-inflamatórios e imunobiológicos são as medidas comportamentais, como parar de fumar e praticar exercícios físicos com regularidade.

A principal causa de sequelas associadas à EA é o atraso no diagnóstico. Se você apresenta os sintomas acima, principalmente se tiver casos na família, procure um Reumatologista. Pacientes com EA podem levar uma vida funcional, sem dor e limitação.

Se você apresenta esses sinais e sintomas ou tem dúvida quanto ao seu diagnóstico, procure e converse com o Reumatologista.

Dra Taysa Moreira

Reumatologista da Clínica Move

Dor crônica, uma doença que compromete e limita a vida de quem a possui

A dor é uma resposta de defesa do nosso corpo, mas ela também pode funcionar de maneira errada, caracterizando uma doença: a dor crônica. Dor crônica é aquela dor que dura mais do que três meses. Quando isso ocorre, a dor deixa de ser um sintoma passageiro e passa a ser a própria doença. Ela pode ser causada por lesão ou inflamação em um nervo (como em acidentes de carro); músculos, tendões e articulações (como na artrose), ou simplesmente por alteração na maneira como o sistema nervoso interpreta a dor (como na fibromialgia).

Estima-se que há mais de 2 milhões de casos por ano no Brasil. Devemos lembrar que não é normal sentir dor constantemente!

Os principais exemplos de dor crônica são:

  • Fibromialgia
  • Síndrome miofascial
  • Dor lombar, dorsal e cervical
  • Artrose e artrite com dor não controlada
  • Neuropatia diabética dolorosa
  • Dor de cabeça
  • Neuralgia após lesões por herpes
  • Neuralgia do trigêmeo
  • Síndrome de dor complexa regional (distrofia simpático reflexa)

 

O quadro de Dor Crônica pode levar:

  • Alterações no sono
  • Distúrbios alimentares
  • Dependência de medicamentos
  • Mudanças no humor
  • Falta de prazer no dia a dia
  • Afastamento do trabalho
  • Alterações nos relacionamentos interpessoais

 

Lidar com a dor, muitas vezes, se torna um caminho difícil e longo. A Clínica Move possui uma equipe multidisciplinar composta por Fisiatras,  Acupunturistas, Especialistas em Dor, Reumatologistas, Médicos do Esporte, Geriatra, Nutricionistas, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional e Fisioterapeutas,

 

A Clínica Move dispõe de ampla estrutura e equipamentos modernos tanto para o diagnóstico como para oferecer o melhor tratamento desses pacientes com Dor Crônica, entre eles:

  • Acupuntura e eletro acupuntura
  • Agulhamento seco e com xylocaina
  • Avaliação Biomecânica
  • Diversas modalidades de fisioterapia para analgesia e cinesioterapia
  • Game Ready Recorvery e Hypervolt Recovery
  • Infiltrações periarticulares e intra-articulares
  • Kinesiotaping
  • Liberação Miofascial com Hypervolt
  • Orientações de atividade física e liberação miofascial
  • Órteses e palmilhas
  • Reeducação Postural Global e Pilates
  • Terapia com Ondas de Choque
  • Toxina Botulínica
  • Ultrassom Reumatológico diagnóstico e tratamento

Dr. Marco Pontes Filho
Clínico Geral e Reumatologista da Clínica Move

“No pain no gain”, isso é verdade?!

A dor tem sido difundida como um fator inerente ao esporte e ao ganho de resultado, seja massa muscular, performance ou qualquer outro aspecto físico, e até mesmo mental.

Várias pessoas usam a frase “no pain no gain” como um estímulo para os seus treinos. Entretanto, devemos ter muito cuidado com essa ideia difundida na cultura popular do esporte e das academias. Dor muscular tardia, uma condição fisiológica de desconforto muscular no dia seguinte ao treino é uma condição dolorosa normal e esperada após uma sessão mais intensa de treino ou retorno ao esporte/atividade física. No entanto, dor durante a execução do movimento ou dor persistente logo apos a atividade física liga um sinal de alerta!

Sabemos que o esporte de alto rendimento as vezes é deletério em alguns aspectos da saúde geral. Os atletas profissionais são forçados ao limite e o histórico de lesões pode deixar o atleta numa condição de ter sempre que superar a dor durante o decorrer da carreira. Mas não devemos generalizar isso para todos os praticantes de atividade física e esportistas. Se algo esta desconfortável durante a execução do movimento, uma analise mais individualizada deve ser feita. Correção de gesto esportivo, controle de carga, analise dos aspectos clínicos, nutricionais e fisiológicos, inúmeros aspectos passíveis de análise e correção, que podem ser gerenciados pelo Médico do Exercício e do Esporte e trabalhados em equipe.

Quando a dor se torna persistente, o que chamamos dor crônica, pode ser necessário uma intervenção. Para isso, há inúmeras ferramentas para otimizar a recuperação:

  • Eletroacupuntura
  • Agulhamento a seco
  • Terapia por ondas de choque
  • Infiltrações com técnicas e medicamentos variados, como a toxina botulínica

 

No final, tudo depende de uma boa analise inicial do Médico do Exercício e do Esporte e o trabalho em equipe com outros profissionais.

Então, “no pain no gain” não deve ser uma premissa levada a rigor. O que observamos é que muitos atletas, principalmente os amadores, tentam superar dores que seriam passíveis de correção caso houvesse uma analise mais detalhada da origem da dor e a orientação ou intervenção adequada. Mesmo para os atletas de alto rendimento e com histórico já crônico de lesões, também pode haver recurso para que o transcorrer da carreira não tenha que ser pautado somente na frase “no pain no gain”.

 

Dr. Marcelo Machado Arantes.

Médico do Exercício e do Esporte, com especializações em Dor e Acupuntura da Clínica Move

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