O exercício pode melhorar a função cerebral?

O Comprometimento Cognitivo Leve é uma síndrome caracterizada por alteração cognitiva, mas com as funções do dia-a-dia relativamente preservadas. Pode ser considerado, em alguns casos, uma transição entre a normalidade e demência, ou um estágio com poucos sintomas de doenças degenerativas, como a doença de Alzheimer.  Pode ocorrer comprometimento isolado da memória ou de várias funções cognitivas.

Estilo de vida saudável com atividades físicas, de leitura, palavras cruzadas, entre outras e de lazer regulares; bom engajamento social; aumento no consumo de peixes, redução no consumo de gorduras e açúcares; e controle dos fatores de risco vasculares, podem ter vantagens potenciais em retardar a demência.

Atividade física é amplamente indicada em idosos como estratégia para promoção de saúde, manutenção de capacidade funcional e como prevenção de várias doenças como hipertensão arterial, diabetes, osteoporose, osteoartrose, obesidade e depressão. O exercício físico aeróbio e de força muscular exercem efeitos positivos no desempenho cognitivo tanto em idosos, quanto em indivíduos com comprometimento cognitivo leve.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
Pediatra e Médica do Exercício e Esporte
Clínica Move

Já ouviu falar em Espondilite Anquilosante?

A Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que faz parte do grupo das espondiloartrites, ou seja, doenças em que há inflamação das articulações da coluna, mas que também pode afetar articulações fora da coluna, locais como o de ligação dos tendões nos ossos (“êntese”) e órgãos, como os olhos.

É uma doença de causa desconhecida, mas sabemos do papel fundamental da genética para o seu desenvolvimento. Por isso a importância do famoso HLA-B27. Ele não é obrigatório para fazermos o diagnóstico, mas está presente na maioria dos pacientes com EA.

Sinais de alerta para pensarmos em EA são:

  • Idade até 45 anos
  • Dor na parte baixa da coluna e/ou nas nádegas que melhora com exercício e piora com repouso (por exemplo, dor pior à noite por ficarmos muito tempo parados) com rigidez para movimentar a coluna pela manhã
  • Dor e inchaço na região do calcanhar (entesite do calcâneo)
  • Episódios de olho vermelho e dolorido (uveíte)
  • Dor e inchaço em articulações fora da coluna, como mãos, joelhos e tornozelos (artrite)
  • Dedo “em salsicha” na mão ou no pé (dactilite)
  • Familiares de primeiro grau com EA

Tão importante quanto o tratamento medicamentoso com anti-inflamatórios e imunobiológicos são as medidas comportamentais, como parar de fumar e praticar exercícios físicos com regularidade.

A principal causa de sequelas associadas à EA é o atraso no diagnóstico. Se você apresenta os sintomas acima, principalmente se tiver casos na família, procure um Reumatologista. Pacientes com EA podem levar uma vida funcional, sem dor e limitação.

Se você apresenta esses sinais e sintomas ou tem dúvida quanto ao seu diagnóstico, procure e converse com o Reumatologista.

Dra Taysa Moreira

Reumatologista da Clínica Move

Dor crônica, uma doença que compromete e limita a vida de quem a possui

A dor é uma resposta de defesa do nosso corpo, mas ela também pode funcionar de maneira errada, caracterizando uma doença: a dor crônica. Dor crônica é aquela dor que dura mais do que três meses. Quando isso ocorre, a dor deixa de ser um sintoma passageiro e passa a ser a própria doença. Ela pode ser causada por lesão ou inflamação em um nervo (como em acidentes de carro); músculos, tendões e articulações (como na artrose), ou simplesmente por alteração na maneira como o sistema nervoso interpreta a dor (como na fibromialgia).

Estima-se que há mais de 2 milhões de casos por ano no Brasil. Devemos lembrar que não é normal sentir dor constantemente!

Os principais exemplos de dor crônica são:

  • Fibromialgia
  • Síndrome miofascial
  • Dor lombar, dorsal e cervical
  • Artrose e artrite com dor não controlada
  • Neuropatia diabética dolorosa
  • Dor de cabeça
  • Neuralgia após lesões por herpes
  • Neuralgia do trigêmeo
  • Síndrome de dor complexa regional (distrofia simpático reflexa)

 

O quadro de Dor Crônica pode levar:

  • Alterações no sono
  • Distúrbios alimentares
  • Dependência de medicamentos
  • Mudanças no humor
  • Falta de prazer no dia a dia
  • Afastamento do trabalho
  • Alterações nos relacionamentos interpessoais

 

Lidar com a dor, muitas vezes, se torna um caminho difícil e longo. A Clínica Move possui uma equipe multidisciplinar composta por Fisiatras,  Acupunturistas, Especialistas em Dor, Reumatologistas, Médicos do Esporte, Geriatra, Nutricionistas, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional e Fisioterapeutas,

 

A Clínica Move dispõe de ampla estrutura e equipamentos modernos tanto para o diagnóstico como para oferecer o melhor tratamento desses pacientes com Dor Crônica, entre eles:

  • Acupuntura e eletro acupuntura
  • Agulhamento seco e com xylocaina
  • Avaliação Biomecânica
  • Diversas modalidades de fisioterapia para analgesia e cinesioterapia
  • Game Ready Recorvery e Hypervolt Recovery
  • Infiltrações periarticulares e intra-articulares
  • Kinesiotaping
  • Liberação Miofascial com Hypervolt
  • Orientações de atividade física e liberação miofascial
  • Órteses e palmilhas
  • Reeducação Postural Global e Pilates
  • Terapia com Ondas de Choque
  • Toxina Botulínica
  • Ultrassom Reumatológico diagnóstico e tratamento

Dr. Marco Pontes Filho
Clínico Geral e Reumatologista da Clínica Move

Qual a diferença entre o Reumatologista e o Ortopedista?

As duas especialidades têm muito em comum e em alguns casos andam juntos no acompanhamento dos pacientes. Por isso é compreensível a dúvida que surge diante de uma queixa como dor no punho ou joelho: “ Marco consulta com o Reumatologista ou com o Ortopedista?”⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O que as une é o fato de ambas tratarem doenças que envolvem as articulações, ossos, músculos e estruturas como tendões e bursas. Talvez a maior diferença se encontre na formação médica de cada um. Enquanto o Reumatologista é clínico, o Ortopedista é cirurgião.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O Reumatologista lida com doenças articulares e musculoesqueléticas geralmente de caráter crônico (como artrose, gota, osteoporose, fibromialgia), além de doenças associadas a alterações da imunidade (como lúpus, artrite reumatoide e esclerodermia).⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

De modo geral, o Ortopedista lida com deformidades anatômicas (como pé torto, escoliose, luxação congênita do quadril), fraturas, tumores ósseos, traumas e lesões associadas ao esporte.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Existem algumas condições que são comumente diagnosticadas e tratadas por ambos, como bursites, tendinites, síndrome do túnel do carpo e dores na coluna.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

As seguintes dicas são válidas na hora de tomar a decisão de com qual especialista passar:

  • Se a sua dor e/ou inchaço surgiu em uma articulação ou próximo a ela, principalmente após algum trauma (por exemplo, queda ou batida) e você suspeita de fratura, lesões ligamentares ou de menisco, procure um Ortopedista.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
  • Se a sua dor e/ou inchaço tem calor no local, começou há algum tempo, está presente em mais de uma articulação ou próximos a ela ou as dores são generalizadas, procure um Reumatologista⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Nos casos duvidosos, não há certo ou errado. Um bom profissional, independente da sua área de atuação, caso perceba que o problema está alem da sua expertise, encaminhará o paciente ao colega mais indicado e em alguns casos manterão acompanhamento conjunto. Reumatologista e Ortopedista não são concorrentes, mas sim especialistas complementares.

Dra. Taysa Moreira
Reumatologista da Clínica Move

 

Estou com dor no ombro, o que pode ser?

O ombro é a articulação que possibilita a maior variedade de movimentos.  Essa articulação é importante para um grande número de atividades do dia a dia e diversas práticas de atividade física.

Essa ampla gama de movimentos pode levar a uma lesão aguda ou a uma instabilidade articular, com impacto entre as estruturas ósseas e as partes moles, que incluem bursas, ligamentos, músculos e tendões, desencadeando dor ou dificuldade para movimentar o braço.

Por isso, são várias as patologias que podemos ter no ombro:

  • Bursites e tendinite
  • Lesões com rompimento parcial ou total dos tendões
  • Síndrome de Impacto
  • Instabilidade articular, com luxações ou subluxações
  • Osteoartrite, popularmente conhecida como artrose
  • Fraturas

Essas lesões, quando não tratadas adequadamente, podem acabar impedindo a movimentação normal do ombro como um mecanismo de defesa, podendo, em alguns casos,  acarretar no chamado “ombro congelado”, em que o paciente não consegue mais mover o braço de maneira adequada, com uma grande perda da amplitude do movimento.

A partir da história clínica do paciente, a característica da dor e o tipo de  atividade esportiva e do dia a dia, bem como  do exame fisico minuncioso, o médico suspeita das possíveis causas. A partir daí, são pedidos exames de imagem que ajudam a chegar no diagnóstico.

A maioria das lesões melhoram com tratamento clínico, e  várias medidas precisam ser tomadas:

Retirar os fatores que desencadeam ou pioram a dor

Analgésicos e antiinflamátorios não hormonais

Medicações intra-articulares

Fisioterapia (analgesia)

Cinesioterapia (fortalecimento muscular)

Acupuntura

Avaliação biomecânica

Uma das especialidades capacitadas para o diagnóstico da causa da dor, seu tratamento e prevenção é o medico Reumatologista.

Dra Gabriela Daffre
Médica Reumatologista da Clínica Move

O que é Tratamento com Toxina Botulínica?

A Síndrome miofascial é uma causa frequente de dor crônica e caracteriza-se por uma contratura muscular sustentada, com a presença de pontos musculares dolorosos à palpação, chamados de pontos gatilhos.

Geralmente ocorre pelo estresse excessivo sobre os músculos como: movimentos repetitivos; erros de postura; falta de condicionamento físico; distensão muscular; sobrecarga mecânica e estresse emocional. É muito comum nos dias de hoje pelo tempo excessivo nos computadores ou smartphones, e por práticas de atividade esportivas incorretas.

A base do tratamento é a correção postural e um trabalho de força e resistência muscular adequados, porém, muitas vezes as medidas medicamentosas  e procedimentos médicos (como o agulhamento) também são necessários.

A primeira escolha no tratamento da Síndrome  Miofascial  é o agulhamento do ponto gatilho. Esse é um procedimento feito exclusivamente pelo médico, rápido e seguro, realizado no consultório e extremamente efetivo. Trata-se da quebra mecânica da contratura muscular com a ação da agulha e traz a vantagem do menor uso de medicações orais.

Outro recurso no tratamento desta síndrome dolorosa é a aplicação da toxina botulínica.  A toxina botulínica é uma boa opção terapêutica, reduzindo a hiperatividade muscular e interrompendo o ciclo espasmo-dor. Estudos recentes, sugeriram que a neurotoxina pode agir de duas formas: primeiro, com suas ações neuromusculares, inibindo a liberação de acetilcolina o que reduz as contrações musculares; segundo, com a supressão da secreção de agentes pró-inflamatórios que modulam diretamente a transmissão da dor. Também realizado em consultório, sem a necessidade de nenhum preparo prévio, é um procedimento relativamente simples porém de indicação precisa e técnica especializada, também feito exclusivamente pelo médico.

Dra. Milene Ferreira
Fisiatra e Geriatra da Clínica Move

O que é Ventosaterapia?

A ventosaterapia é uma técnica milenar de medicina alternativa que emprega ventosas. A técnica consiste em acender líquido inflamável dentro de copos redondos de vidro. Uma vez que a chama se apaga, forma-se um vácuo parcial no interior do copo. A diferença entre a pressão interior e exterior acaba por gerar uma força de sucção, estimulando o fluxo sanguíneo e deixando os círculos vermelhos, que desaparecem entre três e quatro dias.

Não existe um consenso na literatura sobre o beneficio dessa técnica, mas os atletas recreativos e competitivos relatam melhora das dores musculares e recuperação da fadiga pós treino  e competições.

 

Daniela Imoto
Fisioterapeuta da Clínica Move

O que é RED-S?

Saiba como essa síndrome pode afetar a performance e saúde de um atleta

A tríade da atleta feminina é uma síndrome conhecida pelos  Médicos do Esporte e técnicos, e se caracteriza por uma combinação de baixo aporte energético, ausência de menstruação e enfraquecimento do tecido ósseo, que pode levar a osteoporose. No entanto, de acordo com um consenso médico mais recente,  a tríade hoje é considerada apenas uma pequena parte de um problema maior, conhecido no meio científico como RED-S.

Relative Energy Deficiency in SportRED-S é o desequilíbrio  entre o aporte calórico necessário e o gasto energético durante a prática de esporte.

Essa síndrome não distingue gênero feminino ou masculino, e acontece porque muitas vezes o atleta acredita que vai melhorar a sua performance se conseguir baixar o seu peso, por meio de uma restrição alimentar aliada  a aumento no volume de treino.  Esse padrão acaba gerando um efeito oposto, já que a  RED-S provoca um comprometimento da saúde e performance a curto e  longo-prazo. Atletas que tem baixa disponibilidade energética podem desenvolver:

  • deficiências nutricionais
  • alterações hormonais (como a ausência de menstruação)
  • fadiga crônica
  • maior risco de infecções
  • diminuição da capacidade aeróbia e força muscular
  • redução da coordenação motora do gesto motor
  • alterações do sono

A manutenção crônica dessa deficiência energética implica também em alterações tardias no sistema cardiovascular (por alteração dos lípides e disfunção do endotélio – a parede dos vasos), na redução da síntese proteica, osteoporose e lesões nos tendões e músculos

Portanto, alguns pontos devem ser bem claros para os atletas profissionais e recreativos para evitar o surgimento da RED-S:

  1. A falta da menstruação na atleta feminina NÃO é uma situação normal de treino, pode ser um primeiro sintoma da síndrome RED-S.
  2. Se o volume de treino aumenta durante a temporada, o aporte energético também deve subir, para se manter um balanço energético adequado.
  3. Atenção para treino exagerado e contínuo, sem fases regenerativas.
  4. Cuidado ao se perseguir um biótipo ideal para melhorar a performance. Muitas vezes o peso absoluto final não pode ser o principal fator determinante da performance. A perda de peso excessiva pode implicar em perda de força e, consequentemente, de performance.

Portanto, fique atento ou atenta se o seu rendimento começar a cair de forma inexplicada. Você pode estar iniciando uma Síndrome RED-S.

Saiba Mais, clique aqui e baixe o pdf: 

Dra. Fernanda Lima
Médica da Clínica Move

 

Quando poderei voltar a praticar o meu esporte?

Você já deve ter perguntado para algum médico ou fisioterapeuta: “Quando poderei voltar a jogar, correr ou a praticar o meu esporte?” Provavelmente, sim!!! Posso afirmar que essa resposta não é nada fácil de ser respondida. Ai, você pensa… Lá vem ele falar de um monte de informação e me confundir mais do que ajudar. Realmente, por ser uma resposta complexa temos muitos fatores envolvidos.

Em 2016 em uma conferencia mundial de reabilitação reuniram-se vários pesquisadores da área e criaram um consenso sobre essa decisão.

https://bjsm.bmj.com/content/bjsports/50/14/853.full.pdf

Nós estamos longe de ter todas as respostas, mas, já estamos organizando critérios claros para organizarmos o seu retorno. E a palavra “CRITÉRIO” é chave nessa decisão. Quando criamos critérios precisos conseguimos que o esportista e o atleta tenham noção em que fase estão e onde querem chegar.

Vamos agora entrar em um ambiente mais técnico da decisão de retorno ao esporte.
Muitas vezes a midia ou nos mesmos nos perguntamos em quanto tempo vamos voltar, e a melhor resposta é “ DEPENDE”. Depende literalmente de você:

  •  Qual o nível de condicionamento você está no momento da lesão?
  • Qual o nível você está no momento da reabilitação?
  • Qual o nível você deseja participar nos esportes?

Esse mesmo consenso traz algumas imagens interessantes para entender que retornar ao esporte é uma fase intermediaria a voltar a ter resultados. Para o médico/fisioterapeuta, para o atleta/esportista e para o treinador retornar pode ter diferentes significados. Você pode querer apenas jogar uma bola de qualquer jeito no final de semana, mas você também pode querer jogar bola e perder peso, melhorar sua força, condicionamento ou até mesmo sua técnica.

Retornar em um menor tempo parece traduzir que o tratamento foi excelente, pode até ser.
Mas hoje em dia temos que verificar se ao longo daquela temporada, que você esta voltando, você teve ou terá outras intercorrências que possam estar associadas a lesão inicial. E essa última dúvida tem uma resposta simples, “SIM” lesões novas ou “relesões” estão associadas as lesões prévias e a reabilitação moderna e de qualidade tenta relacionar tudo isso e minimizar a causa base ou inicial.

Por isso, retornar ao seu esporte para mim, e para a Medicina do Esporte, é aquele momento onde temos a convicção de que você esta apto a desempenhar seu esporte de maneira segura, com menor riscos possível, e se você treinar, se alimentar e descansar adequadamente em pouco tempo seus resultados virão. Boa sorte e bons treinos!

Dr. Felipe Hardt
Medico do Exercício e Esporte da Clínica Move

Cuidados com a saúde

A cardiologista da Clínica Move, Dra. Luciana Janot, participou do programa Canal Livre da Band na semana passada. Alguns dos assuntos abordados foram: a importância dos exercícios físicos e da alimentação para o controle de doenças cardiovasculares, a importância da medicina preventiva antes de iniciar exercícios físicos e problemas cardíacos em crianças.

Confira a entrevista:

Parte 1 – https://noticias.band.uol.com.br/canallivre/entrevista.asp?idS=61974&id=16597053&t=cuidados-com-a-saude-%E2%80%93-parte-1

Parte 2 – https://noticias.band.uol.com.br/canallivre/entrevista.asp?idS=61974&id=16597054&t=cuidados-com-a-saude-%E2%80%93-parte-2

Parte 3 – https://noticias.band.uol.com.br/canallivre/entrevista.asp?idS=61974&id=16597052&t=cuidados-com-a-saude-%E2%80%93-parte-3