O que é Lúpus?

Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória crônica e autoimune que pode acometer diversos órgãos e sistemas,  a pele e as articulações são os mais acometidos.

Possui etiologia complexa, multifatorial, envolvendo fatores ambientais, hormonais e infecciosos. A doença é mais frequente em mulheres entre 15 e 40 anos.

Os sintomas mais comuns são:

  • Febre, fadiga, dor e inchaço nas articulações
  • Lesões de pele que pioram ou surgem com a exposição solar e rash cutâneo (vermelhidão em face), lesões na boca e nariz
  • Dores de cabeça, alterações na urina entre outros sintomas

O diagnóstico consiste na análise de alterações clínicas e laboratoriais, juntamente com a presença de anticorpos detectados pelos exames de sangue.

O Lúpus tem tratamento, e hoje em dia com uso das medições, suporte clínico e seguimento regular com o médico reumatologista a possibilidade da doença entrar em remissão é muito grande.

Procure sempre um especialista para o acompanhamento.

 

Dra. Maria Ester Fonseca
Clínica Médica e Reumatologia
Clínica Move

Para entender sua dor é importância avaliar seu movimento

Para entender sua dor é de extrema importância avaliar seu movimento. Para explicar melhor o por quê disso, resolvi pedir a ajuda de alguns colegas e falei para eles pegarem uma garrafinha que estava no chão, não disse mais nada, apenas filmei!

 

 

O que podemos ver, a partir das imagens, é que um mesmo movimento (neste caso, o de agachar) pode ser executado de MUITAS formas diferentes. Quer mais uma prova?! Observe algumas pessoas andando ou correndo no parque, cada uma possui um padrão. Isto acontece, pois, para o cérebro, o que importa é se você CUMPRIU A FUNÇÃO (neste caso, pegar a garrafa) e não a FORMA COMO você executou o movimento. O grande problema é que para o corpo, ou seja, para o músculo, articulação, osso (…), importa SIM a forma como executamos o movimento, pois dependendo da forma com que executamos o movimento podemos gerar mais ou menos sobrecarga para determinadas regiões do corpo.

Como o cérebro é quem manda, mesmo gerando sobrecarga, continuamos executando os movimentos da forma que estamos acostumados. Entender e identificar estas diferenças no movimento é bem fácil quando as alterações são grandes, por exemplo, é nítido identificar a diferença do agachamento entre as mulheres e o rapaz. É fácil de identificar e corrigir. Mas, o problema é quando essas diferenças e erros são sutis e imperceptíveis para olhos menos treinados (talvez nem todos enxerguem de primeira a diferença no agachamento entre estas mulheres). Um agachamento onde o paciente começa o movimento pela flexão de tronco, quadril ou joelho vai ditar se ele vai sentir mais dor na coluna, joelho ou se conseguirá realizar normalmente. Estes detalhes são extremamente importantes de serem corrigidos, mas poucos prestam atenção nisso ou tem a capacidade de identificar. Para de fato eliminarmos a sobrecarga e, por consequência, eliminar e/ou prevenir a dor é necessário ficar atento e entender o que está acontecendo, qual a forma com que o cérebro escolheu para se movimentar e quais músculos ele está recrutando, pois estes detalhes fazem toda a diferença.

Exercício é remédio – Mas qual é a dose certa?

O exercício físico tem sido preconizado como remédio pela American College of Sports Medicine por meio da campanha “Exercise is Medicine”.  Na verdade, com tantos benefícios que ele pode ocasionar desde a melhor disposição para execução das tarefas diárias, redução de fatores de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão, obesidade e dislipidemia até com benefícios comprovados no humor, podemos considerá-lo uma polipílula.

Mao que se entende por atividade física?

Podemos considerar atividade física, por definição, qualquer movimento corporal produzido pela musculatura e que tenha como resultado o gasto energético, como caminhar, lavar louça e subir escadas.

Qual a dose recomendada para obtenção dos inúmeros benefícios causados pela atividade física?

O American College of Sports Medicine e a American Heart Association, entidades especializadas em saúde do coração e medicina esportiva, recomendam a prática de atividade física aeróbica de moderada intensidade (caminhada, andar de bicicleta, nadar) por no mínimo 30 minutos, cinco vezes por semana, ou atividade aeróbica de maior intensidade (corrida, jogar tênis) por 20 minutos, três vezes por semana. Esses exercícios devem ainda ser complementados por exercícios que mantenham ou aumentem a força muscular duas vezes por semana.

Parece muito, não é? Mas essas atividades não precisam ser executadas de forma continua. Se você realizá-las em blocos de 10 minutos também serão válidas para que não seja considerado sedentário e para que obtenha benefícios.

Outras estratégias úteis são aquelas capazes de tornar o seu dia a dia mais ativo. Vários estudos demonstraram que o tempo que permanecemos sentados, independente de sermos pessoas ativas, também é prejudicial e relacionado a doenças como diabetes e hipertensão arterial. Medidas simples como usar mais as escadas no lugar do elevador ou das escadas rolantes, utilizar menos o carro para pequenas distâncias  e até mesmo levantar-se por alguns minutos a cada hora sentada já podem ser contabilizadas a seu favor.

exercicio-e-remedio-mas-qual-a-dose-certa

Com todos esses benefícios e conhecimento por que é tão difícil sair do sedentarismo?

O sedentarismo está presente entre 45,9% da população brasileira, segundo o ministério do esporte, em pesquisa realizada no ano de 2013, com mais de 8.000 participantes. Isso representa 67 milhões de pessoas. E o que mais impressiona é que a grande maioria que não pratica tem consciência dos riscos da vida sedentária. Apenas 16.9% não sabem dos riscos. Os motivos para não realização variam desde a falta de tempo até o simples fato de não gostar.

Mas por que isso acontece? Quando falamos de atividade física estamos falando de comportamento. Mudar comportamento e hábitos envolve além do  conhecimento. É preciso estar disposto para a realização das mudanças.

Esses dados não devem ser motivo para desistirmos. Para que as mudanças possam acontecer devemos ser persistentes e iniciá-las com metas possíveis de serem alcançadas.

Aos médicos cabem medidas simples, como a abordagem a cada consulta e a prescrição do exercício em receituário, conscientizando o seu paciente de que o exercício deve ser encarado como um tratamento.

Aos indivíduos cabe a conscientização de que pequenas mudanças no dia a dia podem determinar a saúde que se pretende estar com o passar dos anos: várias pílulas para tratar doenças ou uma polipílula capaz de evitá-las!

Dra Luciana Janot
Cardiologista

Outubro Rosa na MOVE

No mês de outubro, convidamos a todos a refletirem sobre a prevenção do câncer de mama, um dos mais incidentes no Brasil e do mundo. Com medidas relativamente simples, podemos reduzir em 28% a ocorrência dessa patologia, que conta com fatores genéticos importantes, mas também com fatores ambientais para seu desenvolvimento. Só em 2016, as estatísticas projetaram a ocorrência de 57.900 casos novos de câncer de mama.

Com relação ao estilo de vida, órgãos internacionais e nacionais recomendam que, para prevenir o câncer, deve-se

  • Manter peso saudável, pois o excesso de gordura corporal altera a função de vários hormônios, sobretudo na pós-menopausa
  • Atividade Física regular, para evitar o ganho de peso e melhorar o funcionamento do sistema imunológico. As recomendações mínimas são de pelo menos 30 minutos de exercício moderado por dia, ou de 150 minutos de atividade moderada ou 75 min de atividade vigorosa por semana.
  • Evitar bebidas ricas em açúcar e alimentos ricos em gordura
  • Consumir diariamente frutas, legumes e verduras e grãos integrais, ricos em fibras e compostos bioativos com ação antioxidante
  • Limitar o consumo de carne vermelha a 500g por semana e evitar os embutidos e carnes processadas (salame, mortadela, salsicha, bacon, etc) pois estes últimos têm muitos conservantes e sódio, os quais aumentam o risco de câncer
  • Evitar bebida alcoólica, de todos os tipos e de sal, reduzindo de 9g (consumo médio do brasileiro) para 5g o consumo de sal por dia, ou 2g de sódio.
  • Aleitamento materno, protege as mães e evita o ganho de peso dos bebês na vida adulta
  • Manter alimentação saudável após o tratamento
  • Vitaminas e minerais devem vir preferencialmente de uma dieta equilibrada e variadas a fim de atingir as necessidades nutricionais. Excesso de vitaminas e minerais na forma de suplementos podem aumentar o risco de determinados tipos de câncer
  • Fazer o auto cuidado das mamas e manter visitas regulares ao seu médico

Nós, da Clínica MOVE, podemos ajudá-lo a ter um estilo de vida mais saudável e também a auxiliá-la na alimentação e na prática segura de exercícios físicos antes, durante e após o tratamento.

 

Patrícia L.Campos-Ferraz
Nutricionista Clínica e Esportiva