O cálcio e o risco cardiovascular

Com o envelhecimento da população hoje em dia, está cada vez mais frequente observarmos pacientes com osteopenia ou osteoporose, ou seja, que apresentam um enfraquecimento dos ossos tornando-os mais porosos e mais propensos a fraturas. Sabemos que para a manutenção do osso, os níveis de cálcio e de vitamina D devem estar adequados, fornecendo assim a matéria prima necessária para a formação óssea.
Muito se fala sobre os benefícios da vitamina D, com grande debate sobre qual seria o seu nível ideal no sangue. Mas, e sobre o cálcio? Ele é mesmo o vilão das dietas e aumenta o risco de morte?

Bom, não é bem assim…

O cálcio possui diversas funções no organismo sendo fundamental:

  1. para contração e vasodilação vascular
  2. função muscular
  3. transmissões nervosas
  4. liberações hormonais

No entanto, 1% dele é necessário nessas funções metabólicas. Os outros 99% estão presentes em ossos, e dentes e são responsáveis diretamente pela sustentação dessas estruturas. O osso está constantemente sendo reabsorvido e formado, e para que isso ocorra, é necessário que se tenha disponível a sua principal matéria prima: o Cálcio.

Muitos estudos avaliaram a relação do aumento do risco cardiovascular e o consumo de cálcio, seja ele por ingestão pelos alimentos, seja por suplementação, e a grande maioria não foi capaz de comprová-la. Então, por que o alarde na imprensa sobre o risco da suplementação e consumo de Cálcio?
Isso ocorreu pela publicação de um estudo Sueco que relacionou a ingestão do cálcio com maior risco de morte, porém somente naqueles em que o consumo foi superior a 1400mg/dia e naqueles em que foi inferior a 600mg/dia. Isso demonstra que, em doses adequadas (1000 a 1200mg/dia), o cálcio não levaria a um aumento do risco cardiovascular, sendo aventada a hipótese de que ele na verdade reduziria o risco por diminuir a absorção intestinal de gorduras, aumentar a excreção lipídica e reduzir os níveis de colesterol no sangue.

O consumo de cálcio, portanto, é extremamente importante para muitas funções do organismo e, principalmente, para evitar que haja um aumento da fragilidade óssea e maior risco de fraturas. Essa ingestão deve ser preferencialmente proveniente da dieta, através do consumo de leite e seus derivados, o brócolis, e cereais fortificados. É fundamental, porém, seguirmos a recomendação de consumo de cerca de 1000mg a 1200mg de cálcio ao dia e, caso não possa ser advinda somente da dieta nos casos de intolerâncias, alergias ou hábitos de vida, a suplementação deve ser feita sim, trazendo muito mais benefícios do que malefícios à saúde.

O médico Reumatologista é o especialista indicado para orienta-lo sobre a osteopenia e a osteoporose, incluindo seus riscos e tratamentos.

Dra. Gabriela Daffre
Médica Reumatologista da Clínica Move

Preciso passar em consulta com o Fisiologista do Exercício?

A Fisiologia do Exercício pode ser definida como uma área do conhecimento científico que estuda como o organismo se adapta fisiologicamente ao estresse agudo do exercício físico e ao estresse crônico do treinamento físico.
Antes de pensar em como montar um programa de treinamento físico para seu aluno, ou buscar as particularidades entre realizar diferentes tipos de treinamento tanto de predominância aeróbia como anaeróbia, precisamos compreender o funcionamento do organismo como um todo.
Neste contexto, a realização da ergoespirometria torna-se uma ferramenta imprescindível para estabelecer os domínios metabólicos adequados para uma maior eficácia do treinamento físico aeróbio. Por exemplo, para indivíduos que objetivam perder peso a ergoespirometria mensura a chamada máxima taxa de oxidação de gordura durante o exercício físico, dessa forma potencializa os efeitos do treinamento físico aeróbio na perda ponderal.
Não é possível planejar um treinamento físico visando um objetivo, se não entendermos as respostas fisiológicas e metabólicas do organismo. Por isso, é importante passar em consulta com o fisiologista, ele vai analisar os parâmetros fisiológicos obtidos pela ergoespirometria de forma a estabelecer o planejamento de um programa de treinamento físico com base nas características e necessidades fisiológicas de indivíduos com diferentes níveis de aptidão física.

Prof. Dr. Danilo Marcelo do Prado
Fisiologista da Clínica Move

Dor por disfunção da articulação sacroilíaca

Você sabia que dor na articulação sacroiliaca é causa importante de lombalgia no atleta?

A articulação sacroiliaca conecta a coluna lombar ao osso da bacia. Ela depende bastante dos seus ligamentos para exercer a sua função. Cerca de 10 a 30% de todas as dores lombares são geradas por alterações nessa articulação.

Os atletas que executam movimentos de repetição no quadril, com cargas assimétricas, como chutar ou girar com uma perna só, são mais susceptíveis a esse tipo de lesão. São esses o futebol, as ginásticas, o basquete, o golfe, o levantamento de peso e mesmo na academia de ginástica, os usuários de máquinas de elíptico ou escadas.

O sintoma principal causado por essa disfunção é, em geral, dor na parte mais baixa da coluna, na região do glúteo, o que dificulta o paciente em se manter em uma posição confortável. A dor sacroiliaca pode ser confirmada quando o médico executa alguns testes específicos durante o exame físico. Esses testes são mais sensíveis que os exames de imagem. Estes últimos servem mais para afastar outros diagnósticos, como infecção, reumatismo e tumor. Em alguns casos, é feita a injeção intra-articular de anestésico para se confirmar que o foco da dor é a articulação sacroiliaca.

O tratamento consiste em uma combinação que implica em uso de medicamentos e uma reabilitação fisioterápica bem direcionada. Em geral os atletas com disfunção sacroilíaca apresentam muita contratura nos músculos responsáveis pela rotação do quadril e uma fraqueza nos músculos responsáveis pela extensão da coxa. Esses desbalanços musculares precisam ser corrigidos no processo da reabilitação. É fundamental fortalecer os músculos estabilizadores do tronco. Além disso, é fundamental que o médico do esporte identifique erros no gesto esportivo ou na biomecânica no atleta que possam estar promovendo a manutenção da lesão. É muito raro estes atletas precisarem de cirurgia.

A liberação para voltar aos treinos acontece quando por volta de 75% da força e função muscular tenha sido recuperada.

Dra. Fernanda R. Lima
Reumatologista e Médica do Esporte

Dia Mundial Sem Tabaco: Por que parar de fumar?

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O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde como sendo a principal causa de morte evitável no mundo. Na fumaça do cigarro, encontram-se mais de 4700 substâncias tóxicas e estima-se que 47% dos homens e 12% das mulheres sejam fumantes mundialmente.
Nas primeiras horas sem fumar, já é possível observar redução da pressão arterial e frequência cardíaca e, com o tempo, os risco de doenças cardiovasculares e câncer causados pelo cigarro reduzem significativamente.
Há benefícios extraordinários: melhora da saúde, disposição, auto estima, vitalidade.
O auxílio médico é fundamental para que essa mudança seja efetiva e duradoura, aliado à prática de atividade física, aeróbia e de fortalecimento muscular.
Assim, deixar de fumar se torna mais fácil, e os benefícios na saúde e na qualidade de vida só aumentam.
Aproveite o Dia Mundial sem Tabaco e tome a iniciativa!
A Clínica Move pode ajudar você a parar de fumar!

Fonte: Dra. Daniele Bedin – Pneumologista da Clínica MOVE
e Portal Brasil

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