Dor crônica, uma doença que compromete e limita a vida de quem a possui

A dor é uma resposta de defesa do nosso corpo, mas ela também pode funcionar de maneira errada, caracterizando uma doença: a dor crônica. Dor crônica é aquela dor que dura mais do que três meses. Quando isso ocorre, a dor deixa de ser um sintoma passageiro e passa a ser a própria doença. Ela pode ser causada por lesão ou inflamação em um nervo (como em acidentes de carro); músculos, tendões e articulações (como na artrose), ou simplesmente por alteração na maneira como o sistema nervoso interpreta a dor (como na fibromialgia).

Estima-se que há mais de 2 milhões de casos por ano no Brasil. Devemos lembrar que não é normal sentir dor constantemente!

Os principais exemplos de dor crônica são:

  • Fibromialgia
  • Síndrome miofascial
  • Dor lombar, dorsal e cervical
  • Artrose e artrite com dor não controlada
  • Neuropatia diabética dolorosa
  • Dor de cabeça
  • Neuralgia após lesões por herpes
  • Neuralgia do trigêmeo
  • Síndrome de dor complexa regional (distrofia simpático reflexa)

 

O quadro de Dor Crônica pode levar:

  • Alterações no sono
  • Distúrbios alimentares
  • Dependência de medicamentos
  • Mudanças no humor
  • Falta de prazer no dia a dia
  • Afastamento do trabalho
  • Alterações nos relacionamentos interpessoais

 

Lidar com a dor, muitas vezes, se torna um caminho difícil e longo. A Clínica Move possui uma equipe multidisciplinar composta por Fisiatras,  Acupunturistas, Especialistas em Dor, Reumatologistas, Médicos do Esporte, Geriatra, Nutricionistas, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional e Fisioterapeutas,

 

A Clínica Move dispõe de ampla estrutura e equipamentos modernos tanto para o diagnóstico como para oferecer o melhor tratamento desses pacientes com Dor Crônica, entre eles:

  • Acupuntura e eletro acupuntura
  • Agulhamento seco e com xylocaina
  • Avaliação Biomecânica
  • Diversas modalidades de fisioterapia para analgesia e cinesioterapia
  • Game Ready Recorvery e Hypervolt Recovery
  • Infiltrações periarticulares e intra-articulares
  • Kinesiotaping
  • Liberação Miofascial com Hypervolt
  • Orientações de atividade física e liberação miofascial
  • Órteses e palmilhas
  • Reeducação Postural Global e Pilates
  • Terapia com Ondas de Choque
  • Toxina Botulínica
  • Ultrassom Reumatológico diagnóstico e tratamento

Dr. Marco Pontes Filho
Clínico Geral e Reumatologista da Clínica Move

Qual a diferença entre o Reumatologista e o Ortopedista?

As duas especialidades têm muito em comum e em alguns casos andam juntos no acompanhamento dos pacientes. Por isso é compreensível a dúvida que surge diante de uma queixa como dor no punho ou joelho: “ Marco consulta com o Reumatologista ou com o Ortopedista?”⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O que as une é o fato de ambas tratarem doenças que envolvem as articulações, ossos, músculos e estruturas como tendões e bursas. Talvez a maior diferença se encontre na formação médica de cada um. Enquanto o Reumatologista é clínico, o Ortopedista é cirurgião.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O Reumatologista lida com doenças articulares e musculoesqueléticas geralmente de caráter crônico (como artrose, gota, osteoporose, fibromialgia), além de doenças associadas a alterações da imunidade (como lúpus, artrite reumatoide e esclerodermia).⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

De modo geral, o Ortopedista lida com deformidades anatômicas (como pé torto, escoliose, luxação congênita do quadril), fraturas, tumores ósseos, traumas e lesões associadas ao esporte.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Existem algumas condições que são comumente diagnosticadas e tratadas por ambos, como bursites, tendinites, síndrome do túnel do carpo e dores na coluna.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

As seguintes dicas são válidas na hora de tomar a decisão de com qual especialista passar:

  • Se a sua dor e/ou inchaço surgiu em uma articulação ou próximo a ela, principalmente após algum trauma (por exemplo, queda ou batida) e você suspeita de fratura, lesões ligamentares ou de menisco, procure um Ortopedista.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
  • Se a sua dor e/ou inchaço tem calor no local, começou há algum tempo, está presente em mais de uma articulação ou próximos a ela ou as dores são generalizadas, procure um Reumatologista⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Nos casos duvidosos, não há certo ou errado. Um bom profissional, independente da sua área de atuação, caso perceba que o problema está alem da sua expertise, encaminhará o paciente ao colega mais indicado e em alguns casos manterão acompanhamento conjunto. Reumatologista e Ortopedista não são concorrentes, mas sim especialistas complementares.

Dra. Taysa Moreira
Reumatologista da Clínica Move

 

PLANT-BASED PROTEINS e qualidade nutricional: é possível ter boa qualidade proteica usando proteínas derivadas de vegetais?

A qualidade de uma proteína é avaliada pela quantidade e proporção dos aminoácidos essenciais ou seja, aqueles aminoácidos que nosso corpo não consegue fabricar, obrigando-o a obter através da dieta. Sabe-se que as proteínas de fontes animais (carne, ovo, leite, soro de leite, etc) têm um perfil amino acídico muito similar à proteína muscular humana e, portanto, fornecem com relativa facilidade os aminoácidos fundamentais para a síntese proteica de uma só vez. As proteínas vegetais, via de regra, não contém a mesma proporção de amino ácidos essenciais que as proteínas de fontes animais.

Nesse quesito um artigo publicado em agosto desse ano pelo grupo do Prof. Luc Van Loon, da Universidade de Maastrich, Holanda, comparou o teor de proteína  e de aminoácidos essenciais de várias fontes vegetais e animais (proteína isolada pronta para consumo humano ou animal) e encontrou resultados bem interessantes. Por exemplo, sabe-se que, para obter máximo perfil de aminoácidos para a síntese proteica muscular, deve-se ingerir 25g whey protein (proteína isolada do soro do leite, contendo 2,7g de leucina). A mesma quantidade de leucina pode ser atingida usando proteínas vegetais, tais como 20g proteína isolada de milho, 33g de proteína isolada de batata, 37g de proteína isolada de arroz integral ou 40g de proteína isolada de soja.  Nesse trabalho, ficou claro que a proteína isolada da batata apresenta um escore de aminoácidos ramificados e uma quantidade de proteína total bastante interessante quanto comparado a outras fontes proteicas como cânhamo, lúpulo, aveia e até mesmo a soja, em alguns aspectos (ver gráficos). E curiosamente, é uma forma de proteína que não se vê muito por aqui.

No entanto, boa parte dessas proteínas vegetais apresenta algum aminoácido essencial deficiente tais como metionina, no caso das leguminosas ou lisina, no caso dos cereais, possibilitando o uso de misturas (blends) nutricionais. Assim, aumentar a quantidade dessas proteínas em 2-4 vezes (o que pode não ser muito prático)  ou misturar proteínas isoladas de milho ou arroz com proteínas isoladas de soja ou ervilha ou microalgas (50% de cada) pode formar proteínas de ótima qualidade com boa sustentabilidade.  Os nutricionistas já sabem disso ao estudar o binômio arroz-com-feijão que caracteriza a alimentação brasileira e já se tornou um clássico!

Contudo, ainda faltam estudos que comprovem a eficácia de uma única dose desses blends na promoção de síntese proteica muscular. Mas, apesar disso, as misturas de proteína vegetal podem ter relevância no alcance das necessidades proteicas compatíveis com diferentes fases do ciclo de vida e treinamento, de forma mais sustentável.

Referência: Gorissen et al, 2018. Amino Acids.  http://doi.org/10.1007/s00726-018-2640-5

Sedentarismo em Idosos

Importante salientarmos que sedentarismo não é a ausência de atividade física, e sim um comportamento de baixo gasto energético. Ou seja, não adianta irmos na academia 3x/semana, mas passarmos o restante do tempo na posição sentada, seja no trânsito, em frente a televisão ou computador. É importante cultivar um comportamento ativo.

De forma geral consideramos sedentário aquele que realiza menos de 5000 passos por dia, sendo que a recomendação é que tenhamos a meta de 10000 passos/dia idealmente.

95 % dos idosos não alcançam esta recomendação. Estudos mostram que a população com mais de 65 anos passa em média cerca de 9 horas por dia sentada. Outro dado importante é que mais de 50% das pessoas idosas que iniciam uma atividade física abandonam dentro de 6 meses.

E porque, mesmo sabendo da importância da prática de atividade física, muitos idosos não conseguem dar início à uma atividade regular ou não conseguem manter em sua rotina? 

As barreiras mais comuns à prática de atividade física para o idoso, são:

  • Dores
  • Alterações osteoarticulares e problema nos pés
  • Alterações clínicas
  • Dificuldade no equilíbrio
  • Alterações cognitivas
  • Antecedentes de lesões ao praticar atividade física
  • Nunca ter vivenciado modalidades de atividade física ou esportiva ao longo da vida
  • Falta de suporte social
  • Falta de entendimento sobre importância

Algumas dicas:

– faça a escolha certa: escolha gastar energia!!! Se pode subir de escadas, porque subir de elevador?

– se você tem medo de iniciar uma atividade física por questões clínicas, se sente dor ao fazer exercícios ou se tem histórico de lesões ao praticar atividade: não desista, procure seu médico!

 

Dra. Milene Silva Ferreira

Fisiatra e Geriatra Clínica Move

Estou com dor no ombro, o que pode ser?

O ombro é a articulação que possibilita a maior variedade de movimentos.  Essa articulação é importante para um grande número de atividades do dia a dia e diversas práticas de atividade física.

Essa ampla gama de movimentos pode levar a uma lesão aguda ou a uma instabilidade articular, com impacto entre as estruturas ósseas e as partes moles, que incluem bursas, ligamentos, músculos e tendões, desencadeando dor ou dificuldade para movimentar o braço.

Por isso, são várias as patologias que podemos ter no ombro:

  • Bursites e tendinite
  • Lesões com rompimento parcial ou total dos tendões
  • Síndrome de Impacto
  • Instabilidade articular, com luxações ou subluxações
  • Osteoartrite, popularmente conhecida como artrose
  • Fraturas

Essas lesões, quando não tratadas adequadamente, podem acabar impedindo a movimentação normal do ombro como um mecanismo de defesa, podendo, em alguns casos,  acarretar no chamado “ombro congelado”, em que o paciente não consegue mais mover o braço de maneira adequada, com uma grande perda da amplitude do movimento.

A partir da história clínica do paciente, a característica da dor e o tipo de  atividade esportiva e do dia a dia, bem como  do exame fisico minuncioso, o médico suspeita das possíveis causas. A partir daí, são pedidos exames de imagem que ajudam a chegar no diagnóstico.

A maioria das lesões melhoram com tratamento clínico, e  várias medidas precisam ser tomadas:

Retirar os fatores que desencadeam ou pioram a dor

Analgésicos e antiinflamátorios não hormonais

Medicações intra-articulares

Fisioterapia (analgesia)

Cinesioterapia (fortalecimento muscular)

Acupuntura

Avaliação biomecânica

Uma das especialidades capacitadas para o diagnóstico da causa da dor, seu tratamento e prevenção é o medico Reumatologista.

Dra Gabriela Daffre
Médica Reumatologista da Clínica Move

Vocês sabem o que é Algofobia e Cinesiofobia ?

A Algofobia é o medo da sensação de dor, e a Cinesiofobia é o medo de executar certos movimentos que são associados a dor.                  Os pacientes que sofrem de Algofobia ou Cinesiofobia ficam limitados em suas atividades e param de realizar muitas tarefas do dia a dia. Com isso acabam ficando mais tempo sentados ou deitados como uma forma de “se proteger” e o exercício físico se torna algo impossível de fazer.

O indivíduo entra em um ciclo vicioso, ele não se movimenta por dor e sente dor ao se movimentar, e como já sabemos quanto mais tempo sedentário mais dor o paciente vai sentir.

Os pacientes com dor crônica tem mais receio em realizar atividades e ele são mais sensíveis à dor, pois, acreditam que o movimento vai aumentar a dor ou reincidir alguma lesão.

Muitas vezes optam apenas por um tratamento medicamentoso, que para eles é considerado mais “seguro”, mas é fundamental adaptar este corpo ao movimento e se desprender do medo, uma vez que já está bem estabelecido a importância dos exercícios terapêuticos e físicos para o tratamento da dor.

Muitas vezes esses pacientes necessitam de acompanhamento psicológico para lidarem com essas fobias.

Durante o tratamento fisioterápico, para a quebra dessa fobia é necessário o acompanhamento de um fisioterapeuta com experiência em pacientes com dor crônica. Durante as sessões o fisioterapeuta precisa explicar a importância do fortalecimento muscular, dos exercícios de flexibilidade e da biomecânica para o sucesso do tratamento, e principalmente deixar claro o paciente que a progressão será lenta, para  deixa-lo seguro que ele não sentirá nenhum incômodo.

 

Bárbara Hossni Espinhel

Fisioterapeuta da Clínica Move

Correr aumenta o risco de ter osteoartrose?

Este ano, uma importante revista na área de Ortopedia e Fisioterapia, o JOSPT,  publicou um estudo baseado em uma revisão sistemática sobre o tema  prática de corrida e risco de desenvolver Osteoartrose (OA) nos quadris e nos joelhos.

A corrida é o exercício mais praticada no mundo. Isso decorre do seu baixo custo de execução, da facilidade do aprendizado e dos benefícios à saúde, como perda de peso, diminuição do colesterol, redução do estresse e condicionamento cardiovascular. Por ser altamente recomendada em diversas situações, surgiu a dúvida sobre o quanto essa atividade de impacto poderia acelerar um desgaste da cartilagem articular e assim desenvolver a osteoartrose.

Sabemos que o risco de OA no esporte está relacionado diretamente com lesões prévias na articulação, descarga de peso aplicada sobre essa articulação durante o gesto esportivo, intensidade de treinamento e nível competitivo. Especificamente no caso da corrida os resultados  ainda são contraditórios

Nesse sentido, esse estudo da JOSPT foi inovador pois analisou 17 trabalhos, com 114.829 indivíduos.  Os resultados mostraram que apenas 3,5% dos corredores recreativos tiveram osteoartrose do joelho ou quadril, independente do gênero. Indivíduos sedentários tiveram uma taxa de 10,2% de desenvolvimento de OA de quadril ou joelho. Indivíduos que praticaram a corrida de forma competitiva mostraram um risco 13,3.

Em síntese, o que esse estudo demostrou é que os corredores recreativos tem um risco menor de osteoartrose se comparados com corredores competitivos e indivíduos sedentários. Isso mostra que um estilo de vida mais sedentário ou uma longa exposição a corridas de alto volume e / ou de alta intensidade são associados à OA de quadril e joelho. É importante ressaltar que não foi possível determinar se essas associações foram causadoras ou confundidas por outros fatores de risco, como lesão anterior e IMC.

 

Fisioterapeuta Tiago Bozzo

Clínica Move

REFERÊNCIA: http://www.jospt.org/doi/pdf/10.2519/jospt.2017.7137

Em pdf: http://www.jospt.org/doi/pdf/10.2519/jospt.2017.0505

Workshop: Controle Motor Aplicado à Ortopedia

uma visão diferenciada para prática clínica

Curso teórico-prático que tem como foco mostrar como os aspectos de controle motor, deixados de lado no manejo de pacientes ortopédicos, possuem fundamental importância para a melhora destes pacientes.

O curso também abordará o conceito de funcionalidade e ajudará, através do melhor entendimento sobre os princípios biomecânicos e de controle motor, na construção do raciocínio clínico para a abordagem terapêutica na reabilitação de pacientes ortopédicos.

Data: 03, 04, 24 e 25 de Agosto
Horário: 8h-18h aos sábados e 8-12h aos domingos

PROGRAMA DO CURSO:

CONTROLE MOTOR APLICADO À ORTOPEDIA
– entendendo o movimento

INTEGRAÇÃO SENSORIAL  E SUA IMPLICAÇÃO TERAPÊUTICA
– aspectos do sistema somatossensorial e vestibular e a pática clínica

ABORDAGEM NEUROLÓGICA NA PRÁTICA ORTOPÉDICA
– exercícios e conceitos

EXERCÍCIO FUNCIONAL
– definindo os conceitos

EXERCÍCIO FUNCIONAL X FORTALECIMENTO
– o que a literatura nos mostra

BIOMECÂNICA FUNCIONAL
– entendendo a causa central

CONSTRUINDO A LINHA DE RACIOCÍNIO PARA CRIAÇÃO DE EXERCÍCIOS FUNCIONAIS

PRÁTICA CLÍNICA
– tronco
– MMSS
– MMII

Investimento: R$ 980,00
Estudante e colaboradores da Clínica Move: R$ 783,00

CLIQUE AQUI para fazer sua inscrição!

Ministrante: Juliana Thomé Gasparin

Fisioterapeuta graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em Reeducação Funcional da Postura e Movimento pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Mestre em Ciências pelo Programa de Neurociências e Comportamento do Instituto de Psicologia da USP. Atuou como supervisora responsável pelos ambulatórios de Neurologia, Reumatologia, Esporte, Urofuncional e Gastroenterologia dos cursos de especialização em fisioterapia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, sendo responsável pelas atividades acadêmcas vinculadas aos seus ambulatórios e aos cursos de Reeducação Funcional da Postura e Movimento, Gerontologia e Saúde da Mulher. Também atuou como supervisora da Liga de Reeducação Funcional da Postura e Movimento do HCFMUSP. Atualmente trabalha com avaliação biomecânica funcional e atendimento clínico de pacientes com queixas musculoesqueléticas.

Para dúvidas e maiores informações escreva para juthome21@gmail.com

Você também pode baixar o PDF com todas as informações sobre o Workshop, basta clicar aqui!

Para se inscrever CLIQUE AQUI!

 

O que é Ventosaterapia?

A ventosaterapia é uma técnica milenar de medicina alternativa que emprega ventosas. A técnica consiste em acender líquido inflamável dentro de copos redondos de vidro. Uma vez que a chama se apaga, forma-se um vácuo parcial no interior do copo. A diferença entre a pressão interior e exterior acaba por gerar uma força de sucção, estimulando o fluxo sanguíneo e deixando os círculos vermelhos, que desaparecem entre três e quatro dias.

Não existe um consenso na literatura sobre o beneficio dessa técnica, mas os atletas recreativos e competitivos relatam melhora das dores musculares e recuperação da fadiga pós treino  e competições.

 

Daniela Imoto
Fisioterapeuta da Clínica Move

“No pain no gain”, isso é verdade?!

A dor tem sido difundida como um fator inerente ao esporte e ao ganho de resultado, seja massa muscular, performance ou qualquer outro aspecto físico, e até mesmo mental.

Várias pessoas usam a frase “no pain no gain” como um estímulo para os seus treinos. Entretanto, devemos ter muito cuidado com essa ideia difundida na cultura popular do esporte e das academias. Dor muscular tardia, uma condição fisiológica de desconforto muscular no dia seguinte ao treino é uma condição dolorosa normal e esperada após uma sessão mais intensa de treino ou retorno ao esporte/atividade física. No entanto, dor durante a execução do movimento ou dor persistente logo apos a atividade física liga um sinal de alerta!

Sabemos que o esporte de alto rendimento as vezes é deletério em alguns aspectos da saúde geral. Os atletas profissionais são forçados ao limite e o histórico de lesões pode deixar o atleta numa condição de ter sempre que superar a dor durante o decorrer da carreira. Mas não devemos generalizar isso para todos os praticantes de atividade física e esportistas. Se algo esta desconfortável durante a execução do movimento, uma analise mais individualizada deve ser feita. Correção de gesto esportivo, controle de carga, analise dos aspectos clínicos, nutricionais e fisiológicos, inúmeros aspectos passíveis de análise e correção, que podem ser gerenciados pelo Médico do Exercício e do Esporte e trabalhados em equipe.

Quando a dor se torna persistente, o que chamamos dor crônica, pode ser necessário uma intervenção. Para isso, há inúmeras ferramentas para otimizar a recuperação:

  • Eletroacupuntura
  • Agulhamento a seco
  • Terapia por ondas de choque
  • Infiltrações com técnicas e medicamentos variados, como a toxina botulínica

 

No final, tudo depende de uma boa analise inicial do Médico do Exercício e do Esporte e o trabalho em equipe com outros profissionais.

Então, “no pain no gain” não deve ser uma premissa levada a rigor. O que observamos é que muitos atletas, principalmente os amadores, tentam superar dores que seriam passíveis de correção caso houvesse uma analise mais detalhada da origem da dor e a orientação ou intervenção adequada. Mesmo para os atletas de alto rendimento e com histórico já crônico de lesões, também pode haver recurso para que o transcorrer da carreira não tenha que ser pautado somente na frase “no pain no gain”.

 

Dr. Marcelo Machado Arantes.

Médico do Exercício e do Esporte, com especializações em Dor e Acupuntura da Clínica Move