O que devo saber sobre a minha tireóide?

A tireoide é um dos maiores órgãos endócrinos, pesando 15-20g em adultos e está localizada na parte anterior do pescoço. Ela é responsável pela produção e liberação de hormônios importantes para funcionalidade de diversos órgãos como: coração, intestino, músculos, cérebro e rins. Esses hormônios são produzidos a partir de moléculas de iodo e são denominados de T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina).

As funções da tireoide:

  • crescimentoe desenvolvimento de crianças e adolescentes
  • controle do peso
  • memória e concentração
  • regulação dos ciclos menstruais e fertilidade
  • humor e controle emocional

O mau funcionamento da tireoide envolve a produção insuficiente dos seus hormônios, denominado Hipotireoidismo, ou em excesso, denominado Hipertireoidismo. Nessas duas situações, o volume da glândula pode aumentar, o que é conhecido como bócio.

A ocorrência do Hipotireoidismo aumenta com a idade, e é mais comum em mulheres que em homens. Os fatores de risco são:

  • histórico familiar de doença tireoidiana
  • presença de outra doença autoimune
  • uso de alguns fármacos
  • deficiência ou excesso de iodo na dieta.

A deficiência dos hormônios tireoidianos podem causar:

  • fadiga e sonolência
  • alteração de pele (seca e fria), enfraquecimento de unhas e cabelos
  • perda de memória e depressão
  • ganho de peso (aqui lembrando que o hipotireoidismo não é uma causa isolada de obesidade, mas pode contribuir para um ganho ou dificuldade de perda de peso)
  • dores musculares e articulares
  • diminuição da frequência dos batimentos cardíacos
  • constipação
  • alterações no colesterol

Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo e para detectá-lo, é realizado o chamado Teste do Pezinho, realizado entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê.

No Hipertireoidismo ocorre o oposto, um excesso de produção hormonal levando ao aumento do metabolismo. Dessa forma, observamos:

  • emagrecimento
  • perda de massa óssea e muscular
  • palpitações e arritmias
  • tremores e fraqueza muscular
  • diarreia
  • agitação, irritabilidade, labilidade emocional
  • alterações oftalmológicas (exoftalmia)

Além de problemas na sua produção hormonal, pode ocorrer a presença de nódulos nesta glândula. Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida, no entanto, apenas 5% são malignos. O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida, por isso a palpação da glândula é fundamental.  

O iodo é essencial para o bom funcionamento da tireoide e sua ingesta deficiente ou excessiva pode causar disfunções tireoidianas. As recomendações de ingesta diária de iodo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são de 100-150 µg/dia para a população geral e 250 µg/dia para gestantes e lactantes. A solução de Lugol não deve ser prescrita com o objetivo de suplementar iodo em nenhuma situação. A solução de Lugol 5%, que é composta por iodeto de potássio (10%), iodo elementar inorgânico (5%) e água destilada, contem 2500 µg de iodo em cada gota, ou seja, mais que 10 vezes a recomendação da OMS.

Disfunções na tireoide podem aparecer em qualquer etapa da vida e podem ser diagnosticadas por meio de dosagens hormonais específicas e ultrassonografia. Fiquem atentos se apresentarem as alterações citadas acima. Para o diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas à tireoide procure um Médico Endocrinologista.

Dra. Mirela Miranda
Médica Endocrinologista da Clínica Move

O que é Artralgia?



A artralgia, também conhecida como dor na articulação, é caracterizada por dor ou incômodo em uma ou mais articulações.

 As articulações são compostas por algumas estruturas, tais como osso, cartilagem, membrana sinovial, ligamentos, tendões e ênteses. Assim, sempre que tivermos um quadro inflamatório nessas estruturas poderá ocasionar dor articular.

Algumas doenças que podem dar dor articular:

  • Osteoartrite
  • Doenças metabólicas com a gota
  • Doenças inflamatórias autoimunes com a artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, espondiloartrites
  • Doenças infecciosas virais como a hepatites, dengue, chikungunya e algumas doenças bacterianas
  • Alguns tipos de traumas na articulação

É importante que seja feito o diagnóstico o mais rápido possível, para que tratamento seja iniciado de forma especifica para cada doença, por isso, nos quadros de dores articulares é a Importante passar em consulta com o Médico Reumatologista.

 

Dra. Maria Ester Fonseca

Clínica Médica e Reumatologia da Clínica Move



Meu filho está crescendo adequadamente?

O crescimento do ser humano acontece em velocidades e ritmos diferentes durante as fases da vida, e para cada idade há uma faixa de normalidade e não uma altura ideal. Geralmente, os filhos atingem alturas semelhantes ao de seus pais, por isso cada criança tem um potencial de crescimento particular que deve ser reconhecido e respeitado.

O potencial genético de crescimento da criança é avaliado através do cálculo da estatura alvo, a partir da estatura dos pais. A estatura final pode variar 8cm pra mais ou para menos dessa altura alvo, denominado canal familiar.
Durante a vida uterina, a velocidade de crescimento varia de acordo com a idade gestacional. Doenças genéticas ou alterações ambientais e placentárias podem determinar restrições no crescimento intrauterino, levando ao nascimento de crianças pequenas para a idade gestacional; isso pode influenciar no crescimento pós-natal e na estatura final.

A partir do nascimento, o hormônio do crescimento, chamado GH (Grownth Hormone), passa a ter papel primordial no crescimento da criança. Nos primeiros 3 anos de vida elas tendem a apresentar crescimento variável com intuito de alcançar o percentil de crescimento do seu canal familiar, por isso é importante avaliar em qual percentil de crescimento a criança se encontra ao fim do 3o ano e se está compatível com o seu canal familiar.

No primeiro ano de vida as crianças crescem em média 25cm; no segundo, 12cm; no terceiro 8cm e após o 3o ano, ocorre uma redução gradual da velocidade de crescimento até atingir um patamar de 4 a 6cm ao ano. Quando a criança está prestes a entrar no estirão da puberdade pode haver uma desaceleração ainda maior do crescimento, causando apreensão dos pais. Na puberdade, a criança passa por um período de 2 anos de crescimento acelerado (8 a 12cm ao ano), chamado de estirão puberal. A idade óssea é o grande preditor de crescimento e deve ser avaliada sempre que houver dúvidas quanto ao crescimento e desenvolvimento. Após o estirão puberal a criança passa a crescer muito lentamente até atingir sua estatura final, que ocorre com a idade óssea de 16 anos nas meninas e de 18 anos nos meninos.

De um modo geral, deve-se investigar déficit de crescimento em casos de:

  • Crianças com estatura muito abaixo do esperado para idade e sexo (abaixo do percentil 2,5)
  • Crianças que apresentam queda no percentil da altura após os 3 anos de idade ou velocidade de crescimento muito abaixo do esperado para idade e sexo
  • Crianças com altura incompatível com o canal familiar.

Na maioria das vezes a baixa estatura ocorre devido seu canal familiar (pais baixos) ou por ter um crescimento mais lento (nesses casos a idade óssea também está atrasada e compatível com a estatura). Nessas situações, geralmente apenas se acompanha o crescimento, pois essas crianças atingirão sua estatura alvo. A garantia de uma alimentação variada e balanceada, sono em duração e horários adequados (mínimo 8 horas por noite), atividade física regular e exposição solar para produção de vitamina D são essenciais para o crescimento adequado das crianças.

Todas as crianças devem ser acompanhadas periodicamente quanto à sua curva de crescimento pelo pediatra. Os pais devem ficar atentos a sinais de alterações comportamentais, aparecimento precoce de caracteres sexuais ( Diversas doenças metabólicas e hormonais podem afetar o crescimento infantil como hipotireoidismo, obesidade, erros alimentares, puberdade precoce, síndromes genéticas, doenças crônicas e uso de medicações. O diagnóstico precoce possibilita um melhor resultado, e quando a investigação mostra que a baixa estatura resulta de alguma doença, ela deve ser tratada.

O tratamento consiste na correção das doenças de bases e na reposição do GH em casos selecionados. É sempre importante a avaliação do pediatra e de um endocrinologista na investigação e tratamento dessas crianças e adolescentes!

Dra. Mirela Miranda
Endocrinologista da Clínica Move

Por que o excesso de ansiedade prejudica nosso desempenho?

Frequentemente nos deparamos com situações que desencadeiam ansiedade, seja no trabalho, na nossa vida familiar ou social, e até mesmo quando praticamos uma atividade física. A ansiedade é o nome dado à experiência emocional que temos ao encontrar eventos que podem nos levar a sentir algum tipo de dor. Na verdade, a ansiedade é vivenciada quando não sabemos ao certo o que está por vir.  

 A maioria dos atletas e praticantes de atividade física experimentam no seu dia-a-dia algum tipo de ansiedade. Ela pode vir antes e durante um treino ou então pode estar relacionada a uma prova ou competição. Isso acontece porque, mesmo que essas pessoas estejam treinando e seguindo à risca as orientações recebidas, ainda assim, não podem prever exatamente como será seu desempenho. Portanto, sentir-se ansioso faz parte da rotina.

Observamos que, no contexto esportivo, frequentemente, atribui-se um mau desempenho ao excesso de ansiedade.

Algumas vezes essa afirmação é correta. Entretanto, nem sempre que um atleta apresenta um mau desempenho, podemos afirmar que a culpa é da ansiedade.

Por que o excesso de ansiedade e tensão interferem no desempenho esportivo? Existem basicamente quatro razões que examinaremos a seguir.

O excesso de ansiedade interfere na qualidade da atenção e concentração do atleta. Quando um atleta está muito ansioso, sua atenção fica estreita durante um longo período de tempo: ou ele fica focado unicamente no estímulo externo que apresenta perigo ou então no pensamento que detona essa ansiedade, e assim deixa de perceber outros estímulos importantes à sua volta. Muitas vezes o pensamento do atleta antes e durante uma competição é o grande responsável por esse excesso de ansiedade. Por exemplo, um maratonista que fica repetindo para si mesmo que não vai aguentar chegar ao final da prova, experimenta excesso de ansiedade e tensão. Sabemos também que um atleta com a atenção prejudicada também será mais suscetível a lesões.

O excesso de ansiedade também consome energia e esse consumo extra pode ser problemático em provas de resistência. Ou seja, uma maratonista, um triatleta ou um nadador podem ter seu rendimento prejudicado por esse consumo extra de energia.

Outro efeito é o aumento de adrenalina, que faz com que o atleta se precipite em seus movimentos durante uma rotina que domina bem e acabe perdendo o ritmo.

O efeito final é que essa ansiedade experimentada é um estímulo novo, ao qual o atleta não está acostumado e que provavelmente interferirá no seu rendimento. Isso explica por que muitos atletas treinam bem e não conseguem repetir essa “performance” nas competições. 

O primeiro passo para aprender a controlar a ansiedade é entendê-la e ser capaz de identificar quando e como ela se manifesta.

No próximo artigo examinaremos algumas dicas que podem auxiliar nesse controle.

 

Dra. Sâmia Hallage
Psicóloga Clínica e Esportiva
Clínica MOVE e Comitê Olímpico Brasileiro

Risco de Lesões em Crianças em Treinamento Esportivo

Hoje em dia muitas crianças e adolescentes praticam modalidades esportivas de 3 a 4 horas por dia e até 6 vezes por semana. Sistematicamente notamos que exercícios de fortalecimento muscular, de flexibilidade, treino neuro-motor e propriocepção não fazem parte do treinamento da modalidade esportiva. A falta desses treinamentos específicos associados a outros fatores de risco como dieta e equipamentos inadequados; alterações biomecânicas (alterações posturais, escoliose, hiperlordose) fazem com que o risco de lesões nos músculos, ossos e articulações nessa população seja aumentado.

É importante levar em consideração as queixas de dores de maneira geral ou que se tornam persistentes, pois podem sugerir indícios de lesões mais sérias e, portanto devem ser investigadas.

Tais lesões precisam ter um diagnóstico preciso com orientações adequadas com relação: à mudança ou mesmo retirada dos treinamentos esportivos, orientação dos equipamentos e nutrição adequada de acordo com cada faixa etária e quantidade de exercícios, e ainda prescrição correta de fisioterapia para a recuperação completa da lesão. Nesses casos, a melhor conduta é fazer uma reunião com familiares, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e técnicos para discutirem qual é a melhor conduta para cada criança.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
Pediatra e Médica do Exercício e Esporte
Clínica Move

Workshops: Invista em Conhecimento

Aspectos Neurológicos Aplicados à Prática Ortopédica

Curso teórico-prático que abordará de forma funcional como o entendimento e aplicabilidade dos conceitos neurológicos influenciam de forma benéfica o tratamento dos pacientes com queixas musculoesqueléticas. O curso tem como foco mostrar como os aspectos de controle motor, deixados de lado no manejo de pacientes ortopédicos, possuem fundamental importância para a melhora destes pacientes.

Público – alvo: Fisioterapeutas, pós-graduandos e graduandos
Mínimo: 10 pessoas
Máximo: 20 pessoas

Programação

14/04 – Sábado

7h30 –  8h – Recepção
8h00 – 8h15 – Introdução
8h15 –  10h15 – Controle Motor Aplicado à ortopedia
10h15 – 10h30 – Pausa
10h30 – 12h30 – Controle Motor Aplicado à ortopedia
12h30 – 14h – Almoço
14h00 – 16h – Integração Sensorial e sua implicação terapêutica / aspectos do sistema somatos sensorial e a prática clínica
16h00 – 16h15 – Pausa
16h15 – 18h – Integração Sensorial e sua implicação terapêutica / aspectos do sistema vestibular e a prática clínica

15/04 – Domingo

8h00 10h – Abordagem neurológica na prática ortopédica: exercícios e conceitos
10h00 – 10h15 – Pausa
10h15 – 12h– Abordagem neurológica na prática ortopédica: exercícios e conceitos

Valor:
Público externo: R$400,00
Estudante (graduando/ pós-graduando) e colaboradores MOVE: R$320,00

Download informações do Curso
Inscrição:
Preencha o formulário abaixo.

 

Biomecânica Funcional Aplicada a Prática Clínica

Curso teórico-prático que abordará o conceito de funcionalidade e ajudará, através do melhor entendimento sobre os princípios biomecânicos e de controle motor, a construção do raciocínio clínico para a abordagem terapêutica na reabilitação de pacientes ortopédicos.

Público – alvo: Fisioterapeutas, pós-graduandos e graduandos. Educadores físicos que trabalhem com reabilitação.
Mínimo: 10 pessoas
Máximo: 20 pessoas

Programação

02/06 – Sábado

8h30 –  9h – Recepção
9h00 – 9h15 – Introdução
9h15 –  10h15 – Exercício Funcional: definindo os conceitos
10h15 – 12h00 – Exercício Funcional x Fortalecimento: o que a literatura nos mostra
12h00 – 13h30 – Almoço
13h30 – 15h30 – Biomecânica Funcional: entendendo a causa central
15h30 – 15h45 – Pausa
15h45 – 18h – Construindo a linha de raciocínio para criação de exercícios funcionais

03/06 – Domingo

8h00  10h – Prática Clínica: tronco
10h00 – 10h15 – Pausa
10h15 – 12h– Prática Clínica: MMSS
12h00 – 13h30– Almoço
13h30 – 15h30- 
Prática Clínica: MMII

Valor:

Público externo: R$400,00
Estudante (graduando/ pós-graduando) e colaboradores MOVE: R$320,00

Ministrante: Juliana Thomé Gasparin

Fisioterapeuta graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em Reeducação Funcional da Postura e Movimento pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e mestranda pelo Programa de Neurociências e Comportamento do Instituto de Psicologia da USP. Atuou como supervisora responsável pelos ambulatórios de Neurologia, Reumatologia, Esporte, Urofuncional e Gastroenterologia dos cursos de especialização em fisioterapia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, sendo responsável pelas atividades acadêmcas vinculadas aos seus ambulatórios e aos cursos de Reeducação Funcional da Postura e Movimento, Gerontologia e Saúde da Mulher. Também atuou como supervisora da Liga de Reeducação Funcional da Postura e Movimento do HCFMUSP. Atualmente trabalha com avaliação biomecânica funcional e atendimento clínico de pacientes com queixas musculoesqueléticas.

*Valor promocional para os dois workshops:

Público externo: R$600,00
Estudante (graduando/ pós-graduando) e colaboradores MOVE: R$500,00

Faça aqui o download das informações completas do Curso


Inscrição: 
Preencha o formulário abaixo

    Para que a inscrição seja efetuada é necessário preencher este formulário e enviar o comprovate do depóstio bancário para o e-mail: leo.maio@move.med.br. Caso seja estudante, anexar junto ao e-mail o comprovante:

    DADOS PARA O DEPÓSITO
    Apgar Serviços Médicos
    CPNJ: 01.804.612/0001-08
    Itaú | Agência: 0183 | Conta Corrente: 80461-6

    Nome Completo (obrigatório)

    CPF (Obrigatório)

    E-mail (obrigatório)

    Celular

    Incrição Para:

    Aspectos Neurológicos Aplicados à Prática OrtopédicaBiomecânica Funcional Aplicada a Prática ClínicaAmbos

    Nível de Estudo:

    Estudante (graduação) FisioterapiaEstudante (pós-graduação) FisioterapiaFisioterapeutaEducador FísicoEstudante (graduação) Educação FísicaEstudante (pós- graduação) Educação Física

    Descreva brevemente qual sua área de atuação e quais pacientes/caso costuma atender (idoso, adulto, atleta ...)

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    Reeducação Postural Global (RPG)

    A Reeducação Postural Global (RPG) pode corrigir ou reduzir  desvios posturais, que em alguns casos geram muita dor e prejudicam o dia-a-dia do indivíduo.

    A coluna vertebral divide-se em 4 regiões: cervical, composta de 7 vértebras; torácica, composta de 12 vértebras; lombar, composta de 5 vértebras e uma peça final chamada sacro-coccígea, .

    Além disso, a coluna vertebral apresenta curvaturas fisiológicas (curvaturas consideradas normais) mas, por causa de maus hábitos posturais essas mesmas curvas podem sofrer desvios causadores de dores nas costas.

    Posturas incorretas da coluna vertebral no trabalho, nas atividades de vida diária ou durante a prática de atividade física que acabam sobrecarregando outras regiões do corpo como ombros, braços, quadris, joelhos e pés. Isso ocorre porque o corpo, diante de um desequilíbrio postural, busca compensações para manter o indivíduo em equilíbrio o que gera contraturas musculares e diminuição de flexibilidade, e consequentemente dor.

    A RPG é uma técnica que oferece ótimos resultados para tratar dores tanto na região lombar, quanto na região cervical. A principal característica dessa técnica é oferecer ao paciente uma maior consciência corporal e  manter uma postura alinhada durante as suas atividades do dia-a-dia, além de ganhar alongamento e tonicidade em seus músculos.

    Fisioterapeuta Daniela Mayumi
    Clinica Move

    Volta às aulas – O que levar de lanche?

    A volta às aulas sempre traz a necessidade de planejar o que mandar na lancheira dos filhos. A vida agitada de hoje requer alimentos práticos; porém, nem sempre o mais prático é o mais saudável.

    Muitos produtos comuns nos lanches dos pequenos na verdade são considerados alimentos ultraprocessados, ou seja, alimentos que lembram muito pouco o alimento de origem e que contém altas quantidades de açúcar, sal, conservantes, etc. Um bom exemplo disso é o suco de frutas “de caixinha”, ou as famosas bolachas recheadas, todos ricos em açúcar e calorias. Então, como escolher melhor esses itens sem deixar de lado a praticidade? Aqui vão alguns exemplos:

    No final de semana, reserve um tempo com seus filhos e faça com eles uma receita de cookies caseiros, que podem até ser feitos com farinha de trigo integral ou mistura de farinhas (amêndoa, coco, linhaça) para os que não toleram glúten. Geralmente, as crianças apreciam muito esse tempo com os pais e se divertem cozinhando seus próprios lanches. O mesmo vale para um bolo simples, que pode ser adicionado de fibras, de pedaços de chocolate amargo, aveia, nibs de coco etc. É possível achar muitas receitas interessantes na internet ou em livros de culinária. Essas preparações costumam durar alguns dias fora da geladeira e certamente serão melhores que qualquer produto industrializado similar.

    Uma outra dica para as bebidas é preparar suco natural de frutas (laranja, melão, morango) e levar em garrafinhas apropriadas.  Na falta de frutas, usar os sucos de fruta concentrados sem açúcar  (atenção: evite o néctar ou refresco, cheios de açúcar) ou polpas congeladas pode ser uma opção, com a vantagem de se controlar o tipo e a quantidade de açúcar utilizado. Açúcar demerara, orgânico, ou adoçantes naturais podem ser usados, a depender do caso.

    Há também nas lojas de produtos naturais e empórios uma linha de snacks saudáveis como chips de couve, de beterraba, de batata doce, que são feitos com menos sal e com vegetais liofilizados ou assados, o que mantém a crocância e conferem um valor nutricional superior.

    Por fim, frutas desidratadas e castanhas, nozes, sementes, podem ser interessantes em forma de mix. Outra opção seria enviar alguns queijos, ovo cozido, barras de proteínas ou de cereais caseiras.  Sobre esses dois últimos, é possível encontrar nessas lojas algumas marcas com poucos ingredientes, entretanto o preço ainda é alto. Vale a pena preparar essas receitas em casa. Enfim, com um pouco de criatividade e tempo, podemos melhorar a qualidade dos lanches das crianças e contribuir para a qualidade alimentar e a saúde dos nossos filhos.

    Profa. Dra. Patrícia Campos-Ferraz
    Nutricionista da Clínica MOVE

    A seguir uma receita para fazer com seus filhos

    Brownie

    • 200g purê de maçã
    • 250g cacau em pó
    • 3 ovos
    • ½  xic de açúcar demerara, mascavo ou orgânico (se necessário)
    • 1,5 xicara de farinha de trigo (aqui podemos colocar metade farinha branca e metade integral ou uma mistura em partes iguais de farinha de amêndoa + farinha de coco + farinha de linhaça)
    • 1 colher de sobremesa de fermento em pó

    Aquecer o forno a 180 graus.  Untar e enfarinhar uma forma retangular. Bater os ovos com açúcar até formar um creme.  Misturar à parte o cacau e o purê de maçã, depois juntá-los à mistura de açúcar e ovos.  Juntar a farinha e o fermento  à massa e misturar delicadamente, apenas para incorporar a farinha. Despejar a massa na forma untada e levar ao forno por 15 a 20 minutos.

    Retirar, deixar esfriar, cortar em pedaços pequenos e montar os lanches.

    Preciso passar em consulta com o Fisiologista do Exercício?

    A Fisiologia do Exercício pode ser definida como uma área do conhecimento científico que estuda como o organismo se adapta fisiologicamente ao estresse agudo do exercício físico e ao estresse crônico do treinamento físico.
    Antes de pensar em como montar um programa de treinamento físico para seu aluno, ou buscar as particularidades entre realizar diferentes tipos de treinamento tanto de predominância aeróbia como anaeróbia, precisamos compreender o funcionamento do organismo como um todo.
    Neste contexto, a realização da ergoespirometria torna-se uma ferramenta imprescindível para estabelecer os domínios metabólicos adequados para uma maior eficácia do treinamento físico aeróbio. Por exemplo, para indivíduos que objetivam perder peso a ergoespirometria mensura a chamada máxima taxa de oxidação de gordura durante o exercício físico, dessa forma potencializa os efeitos do treinamento físico aeróbio na perda ponderal.
    Não é possível planejar um treinamento físico visando um objetivo, se não entendermos as respostas fisiológicas e metabólicas do organismo. Por isso, é importante passar em consulta com o fisiologista, ele vai analisar os parâmetros fisiológicos obtidos pela ergoespirometria de forma a estabelecer o planejamento de um programa de treinamento físico com base nas características e necessidades fisiológicas de indivíduos com diferentes níveis de aptidão física.

    Prof. Dr. Danilo Marcelo do Prado
    Fisiologista da Clínica Move

    Febre Amarela

    Que doença é esta?

    A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda transmitida por mosquitos e causada por um vírus do gênero Flavivirus, não é uma doença contagiosa e não se transmite diretamente de uma pessoa para outra.

    Existem dois tipos de Febre Amarela, a silvestre e a urbana, a diferença entre elas é que a silvestre é disseminada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que circulam em matas, ou seja eles picam macacos nas regiões de mata, se infectam e transmitem a doença através da picada para pessoas que se encontram nestes locais. Já a urbana é transmitida pelo Aedes aegypti que se infecta picando uma pessoa contaminada e transmite através da picada para outra. Ou seja, nas duas formas da doença a única forma de transmissão é pela picada de um mosquito infectado.

    E os macacos?

    Os macacos não transmitem a doença, são apenas hospedeiros, e ajudam a detectar novas epidemias, na medida em que ficam doentes e “avisam” da possibilidade de surto naquele local.

    Desde quando temos essa doença no Brasil?

    A Febre Amarela foi responsável por um grande número de mortes entre o século XVIII e o inicio do século XX, com repetidas epidemias nas regiões tropicais da América do Sul e África, assim como surtos isolados em áreas da América do Norte, Caribe, e Europa.

    No inicio do século XX o médico sanitarista Oswaldo Cruz conseguiu fazer com que a doença praticamente desaparecesse no Rio de Janeiro com suas ações de controle do vetor Aedes aegypti. A introdução da vacina contra a Febre Amarela no Brasil em 1937, com imunização em massa e o intenso combate ao vetor levaram a eliminação da doença nas áreas urbanas do País. O registro dos últimos casos de Febre Amarela urbana no Brasil é de 1942, no Acre, e a partir desta data só foram registrados casos isolados e epidemias com transmissão silvestre.

    O que favorece o aparecimento da Febre Amarela?

    A maior parte dos casos ocorre entre dezembro e maio, quando o vírus encontra condições mais favoráveis para sua transmissão, com elevadas temperaturas, aumento de chuvas e alta densidade de vetores. Hospedeiros e indivíduos susceptíveis somados a baixa cobertura vacinal também facilitam o aparecimentos das epidemias.

    E o que está acontecendo agora?

    Nos dias de hoje a Febre Amarela silvestre é endêmica na região Amazônica, ou seja limitada e esperada neste local, enquanto que na região extra amazônica são registrados epidemias ocasionais, quando existe um aumento importante do número de casos em um local inesperado. No ano de 2016 e 2017 tivemos uma grande epidemia em Minas Gerais e a partir do final de 2017 um surto epidêmico na região Metropolitana de São Paulo, nos municípios ao norte da cidade de São Paulo e nos distritos da zona norte de São Paulo.

    Durante um surto de Febre Amarela silvestre os maiores objetivos são oferecer assistência hospitalar aos pacientes graves e vacinar em curto espaço de tempo grande numero de pessoas nos locais da ocorrência da doença e assim controlar a infecção evitando a expansão para áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

    Quais são os sintomas?

    A Febre Amarela é uma doença com grande potencial de gravidade, podendo ser letal de 20 a 60% dos casos. O Período de incubação (tempo entre a picada do mosquito e o aparecimento dos sintomas) varia de 3 até 15 dias e os principais sintomas são febre, dor de cabeça, náuseas e dor muscular generalizada com inicio na região lombar. Os casos mais graves podem apresentar icterícia (pele e mucosas amarelas), vômitos, urina escura, sangramentos espontâneos e sonolência com diminuição da consciência.

    O diagnóstico da doença, principalmente em períodos de epidemia se baseia no quadro clínico com alguns exames de sangue que são de simples realização e podem ajudar na suspeição da doença. A confirmação definitiva da Febre Amarela ocorre com o exame de sangue especifico (sorologia e  detecção viral – PCR).

    E a vacina? Devo tomar?

    A vacinação é a melhor medida de proteção contra a Febre Amarela, e deve ser aplicada em todas as pessoas em área de risco que não tem contraindicação para a vacina, com idades entre 9 meses a 60 anos.

    A Vacina está disponível em unidades básicas de saúde, ambulatórios de viajantes e clinicas privadas. Ela é eficaz e pode ser aplicada tanto na sua dose integral (0,5 ml), com validade para toda a vida, quanto na sua dose fracionada (0,1 ml), com validade de 8 anos.

    As gestantes, mães amamentando, pessoas com mais de 60 anos e crianças de 6 meses até 9 meses, em geral não devem tomar a vacina, mas em momentos de epidemia este grupo pode ter a vacinação liberada.

    Por ser uma vacina feita com o vírus atenuado, pessoas que apresentam algum problema de saúde que leva a baixa da imunidade, ou que tomam medicamentos que levam a imunossupressão, na maioria das vezes não podem tomar a vacina, e devem conversar com o seu médico para juntos tomarem esta decisão. A vacina é contra indicada para pessoas que tem alergia ao ovo de galinha e para pessoas com imunossupressão importante (por exemplo doenças reumatológicas graves, câncer em  quimioterapia ou transplantes de órgãos).

    Podem ocorrer efeitos adversos com a aplicação da vacina, mas normalmente  são leves como dor local, vermelhidão local, dor de cabeça, dor muscular leve e febre baixa. Em raríssimos casos pode ocorrer a doença da Febre Amarela devido a aplicação da vacina.

    As pessoas que não podem ser vacinadas devem evitar as picadas e podem utilizar repelentes em toda a área corporal exposta (com as substâncias DEET, IR3535 ou Icaridina) e utilizar roupas compridas e claras.

    E para os viajantes?

    A vacina da Febre Amarela é exigida para o ingresso em alguns países. Ela deve ser feita em sua dose integral e pelo menos 10 dias antes da viagem. O certificado internacional de vacinação é disponibilizado nos postos credenciados da ANVISA, basta levar o comprovante de vacinação. Para o grupo que não pode tomar a vacina existe o certificado de isenção da vacina, formulário que se encontra no site da ANVISA e pode ser preenchido pelo medico titular da paciente.

    Dra. Beatriz Perondi
    Pediatra e Médica do Esporte