Workshops: Invista em Conhecimento

Aspectos Neurológicos Aplicados à Prática Ortopédica

Curso teórico-prático que abordará de forma funcional como o entendimento e aplicabilidade dos conceitos neurológicos influenciam de forma benéfica o tratamento dos pacientes com queixas musculoesqueléticas. O curso tem como foco mostrar como os aspectos de controle motor, deixados de lado no manejo de pacientes ortopédicos, possuem fundamental importância para a melhora destes pacientes.

Público – alvo: Fisioterapeutas, pós-graduandos e graduandos
Mínimo: 10 pessoas
Máximo: 20 pessoas

Programação

14/04 – Sábado

7h30 –  8h – Recepção
8h00 – 8h15 – Introdução
8h15 –  10h15 – Controle Motor Aplicado à ortopedia
10h15 – 10h30 – Pausa
10h30 – 12h30 – Controle Motor Aplicado à ortopedia
12h30 – 14h – Almoço
14h00 – 16h – Integração Sensorial e sua implicação terapêutica / aspectos do sistema somatos sensorial e a prática clínica
16h00 – 16h15 – Pausa
16h15 – 18h – Integração Sensorial e sua implicação terapêutica / aspectos do sistema vestibular e a prática clínica

15/04 – Domingo

8h00 10h – Abordagem neurológica na prática ortopédica: exercícios e conceitos
10h00 – 10h15 – Pausa
10h15 – 12h– Abordagem neurológica na prática ortopédica: exercícios e conceitos

Valor:
Público externo: R$400,00
Estudante (graduando/ pós-graduando) e colaboradores MOVE: R$320,00

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Inscrição:
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Biomecânica Funcional Aplicada a Prática Clínica

Curso teórico-prático que abordará o conceito de funcionalidade e ajudará, através do melhor entendimento sobre os princípios biomecânicos e de controle motor, a construção do raciocínio clínico para a abordagem terapêutica na reabilitação de pacientes ortopédicos.

Público – alvo: Fisioterapeutas, pós-graduandos e graduandos. Educadores físicos que trabalhem com reabilitação.
Mínimo: 10 pessoas
Máximo: 20 pessoas

Programação

02/06 – Sábado

8h30 –  9h – Recepção
9h00 – 9h15 – Introdução
9h15 –  10h15 – Exercício Funcional: definindo os conceitos
10h15 – 12h00 – Exercício Funcional x Fortalecimento: o que a literatura nos mostra
12h00 – 13h30 – Almoço
13h30 – 15h30 – Biomecânica Funcional: entendendo a causa central
15h30 – 15h45 – Pausa
15h45 – 18h – Construindo a linha de raciocínio para criação de exercícios funcionais

03/06 – Domingo

8h00  10h – Prática Clínica: tronco
10h00 – 10h15 – Pausa
10h15 – 12h– Prática Clínica: MMSS
12h00 – 13h30– Almoço
13h30 – 15h30- 
Prática Clínica: MMII

Valor:

Público externo: R$400,00
Estudante (graduando/ pós-graduando) e colaboradores MOVE: R$320,00

Ministrante: Juliana Thomé Gasparin

Fisioterapeuta graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em Reeducação Funcional da Postura e Movimento pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e mestranda pelo Programa de Neurociências e Comportamento do Instituto de Psicologia da USP. Atuou como supervisora responsável pelos ambulatórios de Neurologia, Reumatologia, Esporte, Urofuncional e Gastroenterologia dos cursos de especialização em fisioterapia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, sendo responsável pelas atividades acadêmcas vinculadas aos seus ambulatórios e aos cursos de Reeducação Funcional da Postura e Movimento, Gerontologia e Saúde da Mulher. Também atuou como supervisora da Liga de Reeducação Funcional da Postura e Movimento do HCFMUSP. Atualmente trabalha com avaliação biomecânica funcional e atendimento clínico de pacientes com queixas musculoesqueléticas.

*Valor promocional para os dois workshops:

Público externo: R$600,00
Estudante (graduando/ pós-graduando) e colaboradores MOVE: R$500,00

Faça aqui o download das informações completas do Curso


Inscrição: 
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    Para que a inscrição seja efetuada é necessário preencher este formulário e enviar o comprovate do depóstio bancário para o e-mail: leo.maio@move.med.br. Caso seja estudante, anexar junto ao e-mail o comprovante:

    DADOS PARA O DEPÓSITO
    Apgar Serviços Médicos
    CPNJ: 01.804.612/0001-08
    Itaú | Agência: 0183 | Conta Corrente: 80461-6

    Nome Completo (obrigatório)

    CPF (Obrigatório)

    E-mail (obrigatório)

    Celular

    Incrição Para:

    Aspectos Neurológicos Aplicados à Prática OrtopédicaBiomecânica Funcional Aplicada a Prática ClínicaAmbos

    Nível de Estudo:

    Estudante (graduação) FisioterapiaEstudante (pós-graduação) FisioterapiaFisioterapeutaEducador FísicoEstudante (graduação) Educação FísicaEstudante (pós- graduação) Educação Física

    Descreva brevemente qual sua área de atuação e quais pacientes/caso costuma atender (idoso, adulto, atleta ...)

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    A obesidade e seus riscos para saúde

    A obesidade vem se tornando um problema de saúde púbica mundial. No Brasil, uma em cada cinco pessoas está acima do peso e a prevalência de obesidade passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. O crescimento da obesidade veio acompanhado do aumento da prevalência de diabetes (5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016) e hipertensão (de 22,5% para 25,7%).

    O ganho de peso está relacionado a um desequilíbrio entre o consumo e gasto de calorias, levando a um acúmulo enérgico, principalmente na forma de gordura. Além dos conhecidos fatores ambientais como hábito alimentar e sedentarismo, os fatores genéticos relacionados à maior predisposição a lipogênese (acúmulo de gordura) e a menor lipólise (quebra de gordura) também têm grande influência. Sendo assim, a obesidade deve ser encarada como uma doença crônica, a qual requer um acompanhamento contínuo a longo prazo.

     A obesidade é uma doença que aumenta o risco de desenvolvimento de dezenas de outras doenças crônicas, que causam prejuízo à qualidade de vida dos pacientes, além de serem potencialmente fatais. As doenças correlacionadas mais conhecidas são diabetes mellitus, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. Além dessas, o excesso de peso pode levar doenças do sistema respiratório, do sistema digestório e osteomusculares, sendo, também, fator de risco para o desenvolvimento para alguns tipos de cânceres como de mama, endométrio, próstata e cólon.

    Com o crescimento da epidemia de obesidade, têm surgido diversas propostas de tratamentos para perda de peso; infelizmente, nem todas têm sua eficácia cientificamente comprovada e algumas podem inclusive trazer riscos à saúde dos pacientes. Tem se tornado evidente que medidas drásticas de perda de peso e abordagens estreitas para o tratamento da obesidade raramente são eficazes e que uma estratégia mais ampla e multidisciplinar baseada em pequenas mudanças de estilo de vida é mais viável para os pacientes, produzindo resultados mais consistentes.

    Baseados nas mais atuais evidências científicas, nós da clínica MOVE acreditamos que os cuidados multidisciplinares voltados para abordagens práticas para a mudança de estilo de vida em pequenos passos  podem ser um meio eficaz de tratamento para muitos pacientes que necessitam perder de peso. Por isso, oferecemos acompanhamento com um time de especialistas compostos por endocrinologistas, nutricionistas, educadores físicos e terapeuta comportamental, trazendo um conjunto único de habilidades para atender às necessidades do paciente.                Os médicos abordam problemas médicos que podem afetar a perda de peso e outras doenças associadas (diabetes, hipertensão…) além de ajudarem os pacientes a estabelecer suas metas, enquanto os nutricionistas ajudam os pacientes a aprenderem gradualmente a comer menos e a incorporar alimentos saudáveis ​​em suas dietas. Os educadores físicos ensinam formas práticas de inserir, de forma adequada, a atividade física no dia a dia e os terapeutas comportamentais ajudam os pacientes a se prepararem mentalmente para o processo de mudança de estilo de vida e abordam as barreiras à mudança.

    Com a atuação de todos os membros da equipe multidisciplinar aliados ao compromisso contínuo dos pacientes, traçamos objetivos práticos e, a pequenos passos, podemos chegar a grandes resultados no alcance da perda de peso saudável e duradoura.           

    Dra. Mirela Miranda
    Endocrinologista da Clínica Move

    Volta às aulas – O que levar de lanche?

    A volta às aulas sempre traz a necessidade de planejar o que mandar na lancheira dos filhos. A vida agitada de hoje requer alimentos práticos; porém, nem sempre o mais prático é o mais saudável.

    Muitos produtos comuns nos lanches dos pequenos na verdade são considerados alimentos ultraprocessados, ou seja, alimentos que lembram muito pouco o alimento de origem e que contém altas quantidades de açúcar, sal, conservantes, etc. Um bom exemplo disso é o suco de frutas “de caixinha”, ou as famosas bolachas recheadas, todos ricos em açúcar e calorias. Então, como escolher melhor esses itens sem deixar de lado a praticidade? Aqui vão alguns exemplos:

    No final de semana, reserve um tempo com seus filhos e faça com eles uma receita de cookies caseiros, que podem até ser feitos com farinha de trigo integral ou mistura de farinhas (amêndoa, coco, linhaça) para os que não toleram glúten. Geralmente, as crianças apreciam muito esse tempo com os pais e se divertem cozinhando seus próprios lanches. O mesmo vale para um bolo simples, que pode ser adicionado de fibras, de pedaços de chocolate amargo, aveia, nibs de coco etc. É possível achar muitas receitas interessantes na internet ou em livros de culinária. Essas preparações costumam durar alguns dias fora da geladeira e certamente serão melhores que qualquer produto industrializado similar.

    Uma outra dica para as bebidas é preparar suco natural de frutas (laranja, melão, morango) e levar em garrafinhas apropriadas.  Na falta de frutas, usar os sucos de fruta concentrados sem açúcar  (atenção: evite o néctar ou refresco, cheios de açúcar) ou polpas congeladas pode ser uma opção, com a vantagem de se controlar o tipo e a quantidade de açúcar utilizado. Açúcar demerara, orgânico, ou adoçantes naturais podem ser usados, a depender do caso.

    Há também nas lojas de produtos naturais e empórios uma linha de snacks saudáveis como chips de couve, de beterraba, de batata doce, que são feitos com menos sal e com vegetais liofilizados ou assados, o que mantém a crocância e conferem um valor nutricional superior.

    Por fim, frutas desidratadas e castanhas, nozes, sementes, podem ser interessantes em forma de mix. Outra opção seria enviar alguns queijos, ovo cozido, barras de proteínas ou de cereais caseiras.  Sobre esses dois últimos, é possível encontrar nessas lojas algumas marcas com poucos ingredientes, entretanto o preço ainda é alto. Vale a pena preparar essas receitas em casa. Enfim, com um pouco de criatividade e tempo, podemos melhorar a qualidade dos lanches das crianças e contribuir para a qualidade alimentar e a saúde dos nossos filhos.

    Profa. Dra. Patrícia Campos-Ferraz
    Nutricionista da Clínica MOVE

    A seguir uma receita para fazer com seus filhos

    Brownie

    • 200g purê de maçã
    • 250g cacau em pó
    • 3 ovos
    • ½  xic de açúcar demerara, mascavo ou orgânico (se necessário)
    • 1,5 xicara de farinha de trigo (aqui podemos colocar metade farinha branca e metade integral ou uma mistura em partes iguais de farinha de amêndoa + farinha de coco + farinha de linhaça)
    • 1 colher de sobremesa de fermento em pó

    Aquecer o forno a 180 graus.  Untar e enfarinhar uma forma retangular. Bater os ovos com açúcar até formar um creme.  Misturar à parte o cacau e o purê de maçã, depois juntá-los à mistura de açúcar e ovos.  Juntar a farinha e o fermento  à massa e misturar delicadamente, apenas para incorporar a farinha. Despejar a massa na forma untada e levar ao forno por 15 a 20 minutos.

    Retirar, deixar esfriar, cortar em pedaços pequenos e montar os lanches.

    Mousse de Pêssego com Iogurte!

    Para aproveitar uma das frutas da época: Mousse de Pêssego com Iogurte! É só bater um pote de iogurte sem sabor, um pêssego (de preferência orgânico, use a casca!) com melado ou agave (opcional) no liquidificador. Leve à geladeira ou ao congelador. 

    O pêssego é uma fruta nativa da China, onde é considerado um símbolo de imortalidade e amizade. Tem baixo teor calórico, é rico em fibras, vitaminas e minerais (A, C, E, K, B3, ácido fólico, colina, ferro, potássio, magnésio, fósforo, selênio, manganês, zinco e cobre).  Melhora o funcionamento do intestino, fortalece o sistema imunológico, faz bem para a pele, tem função diurética e é rico em compostos antioxidantes!  Aproveitem!

    E aí, já sentou errado hoje?

    Muitas pessoas não acreditam, mas sentar errado é a causa de muitas dores! Entre as campeãs: coluna (cervical, lombar ou torácica e até o cóccix), ombro e cefaléia tensional. Manter uma postura adequada enquanto estamos sentados é fundamental para não gerarmos sobrecarga nestas regiões e melhorar/prevenir dores.

    E precisamos prestar atenção que sentar errado não necessariamente é no escritório ou no ambiente de trabalho, sentar errado pode ser enquanto dirige, enquanto almoça, enquanto assiste TV no sofá. Pequenos detalhes podem fazer muita diferença nesta nossa jornada de “sentar corretamente”. Pequenas mudanças no ambiente (cadeira, altura, distância da mesa…), mudanças na forma em que adotamos a postura (existem algumas dicas para sentarmos na posição correta sem esforço) e prestar atenção se ao longo do dia não vamos escorregando e perdendo a posição inicial adotada.
    O nosso primeiro erro é achar que a postura correta é aquela em que a coluna está reta ou não, para isso muitas vezes forçamos as costas pra trás, para poder alinhar. A consequência disso será dor e incômodo na região. O grande segredo está em nossa base, no caso da postura sentada, a pelve. A posição dela é que manda, quando ela está alinhada, o resto “entra no lugar”. E detalhe, quem “nos sustenta” na postura é o abdômen!

    Fitas Coloridas coladas pelo corpo? Para que servem?

    Se você aprecia esportes já deve ter observado essas fitas em muitos atletas.

    Essa técnica foi criada no Japão há 25 anos e consiste no uso de bandagens como forma de reabilitação de lesões musculares ou redução de edema. Essas bandagens são aplicadas nos músculos ou  nas articulações, sem limitar a amplitude de movimento.

    Os objetivos são:

    • reduzir a dor e a inflamação
    • relaxar os músculos fadigados pelo uso excessivo
    • dar suporte muscular em movimentos utilizados com freqüência, o que no caso dos atletas , contribui com uma melhora no desempenho.

    É indicada para:

    • desequilíbrios ou instabilidades dos ombros, cotovelos, joelhos e tornozelos
    • entorses, fascíte plantar, epicondilite
    • lombalgia

    A bandagem possui propriedades elásticas com capacidade de extensão em apenas um sentido longitudinal, tem espessura similar à pele humana, possui poros, permitindo a respiração da pele, podendo ser usada por vários dias.

    Apesar das pesquisas científicas não evidenciarem benefícios com a utilização da bandagem, os atletas recreativos e competitivos referem melhora da dor e maior estabilidade articular durante as atividades esportivas.

    Fernanda Lemucchi
    Fisioterapeuta Clínica Move

    “Crescimento sustentável” ou “desenvolvimento sustentável”

    Essas são expressões cada vez mais em moda nos últimos anos tanto no mundo corporativo como na nossa rotina pessoal.

    Significado: “O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais” – Relatório Brundtland.

    Trazendo para a nossa realidade e para o contexto de praticantes de atividades físicas, vamos considerar nossos objetivos físicos como processos de “desenvolvimento sustentável”. É fato que a grande maioria de nós é movida a novos desafios, mas não custa nada lembrar que esses desafios são precedidos de muita dedicação, disciplina, conhecimento técnico e, porque não, humildade. Humildade sim, pois nem sempre reconhecemos nossos limites e traçamos objetivos que não são compatíveis com nossa capacidade atual.

    “Desenvolvimento sustentável” em atividade física é, na minha opinião, proporcionar condições para que nosso organismo evolua e acompanhe nossos objetivos físicos. Nosso corpo é uma “empresa” que, para crescer, precisa de capital (alimentação, sono, hidratação), infraestrutura (músculos fortes, ossos saudáveis, metabolismo físico e psíquico equilibrado), mão de obra qualificada (equipe multidisciplinar de treinamento) e uma excelência em gerenciamento (VOCÊ). Para que você tenha essa “empresa” sempre competitiva no mercado e gerando lucros, há a necessidade de planejamento e preocupação contínua nos conceitos acima.

    Posso fazer uma maratona ou um Ironman nesse ano? Minha rotina permite esse planejamento? Meu físico está pronto para receber essa carga de treinamento? Se não está, o que preciso fazer? Posso pular etapas? Tenho todos os fatores para obter esse “desenvolvimento sustentável”?

    Esse texto inicial serve como um incentivo para que conversemos mais, para que troquemos mais idéias e experiências (boas e ruins) e para que valorizemos nossa comunidade de praticantes de atividades físicas, corredores, ciclistas, nadadores, treinadores e profissionais parceiros (médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, educadores físicos, massoterapeutas).

    Um abraço a todos.

    Alexandre Ferrari
    Fisioterapeuta formado pela USP em 1996
    Especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP em 2000
    Ex-atleta de voleibol, corredor amador há 30 anos, triatleta amador há 9 anos, Ironman finisher.

    Para entender sua dor é importância avaliar seu movimento

    Para entender sua dor é de extrema importância avaliar seu movimento. Para explicar melhor o por quê disso, resolvi pedir a ajuda de alguns colegas e falei para eles pegarem uma garrafinha que estava no chão, não disse mais nada, apenas filmei!

     

     

    O que podemos ver, a partir das imagens, é que um mesmo movimento (neste caso, o de agachar) pode ser executado de MUITAS formas diferentes. Quer mais uma prova?! Observe algumas pessoas andando ou correndo no parque, cada uma possui um padrão. Isto acontece, pois, para o cérebro, o que importa é se você CUMPRIU A FUNÇÃO (neste caso, pegar a garrafa) e não a FORMA COMO você executou o movimento. O grande problema é que para o corpo, ou seja, para o músculo, articulação, osso (…), importa SIM a forma como executamos o movimento, pois dependendo da forma com que executamos o movimento podemos gerar mais ou menos sobrecarga para determinadas regiões do corpo.

    Como o cérebro é quem manda, mesmo gerando sobrecarga, continuamos executando os movimentos da forma que estamos acostumados. Entender e identificar estas diferenças no movimento é bem fácil quando as alterações são grandes, por exemplo, é nítido identificar a diferença do agachamento entre as mulheres e o rapaz. É fácil de identificar e corrigir. Mas, o problema é quando essas diferenças e erros são sutis e imperceptíveis para olhos menos treinados (talvez nem todos enxerguem de primeira a diferença no agachamento entre estas mulheres). Um agachamento onde o paciente começa o movimento pela flexão de tronco, quadril ou joelho vai ditar se ele vai sentir mais dor na coluna, joelho ou se conseguirá realizar normalmente. Estes detalhes são extremamente importantes de serem corrigidos, mas poucos prestam atenção nisso ou tem a capacidade de identificar. Para de fato eliminarmos a sobrecarga e, por consequência, eliminar e/ou prevenir a dor é necessário ficar atento e entender o que está acontecendo, qual a forma com que o cérebro escolheu para se movimentar e quais músculos ele está recrutando, pois estes detalhes fazem toda a diferença.

    Entrevista Dra. Milene Ferreira na Band

    Que tal dicas para ‘se manter no corpinho’ e ter mais qualidade de vida, no seu dia a dia? A Doutora Milene Ferreira participou do programa “Com que corpo eu vou” falando um pouco de escolhas e hábitos simples, que nos ajudam no bem-estar diário.

    Em um dos pontos mais interessantes da entrevista a Dra. Milene Ferreira fala do envelhecimento como um privilégio e o poder das escolhas simples para um envelhecimento com bem-estar como: a atividade física regular, a alimentação adequada, cuidados com os pés e com a postura.

    Confira a entrevista completa.

     

     

    Exercício é remédio – Mas qual é a dose certa?

    O exercício físico tem sido preconizado como remédio pela American College of Sports Medicine por meio da campanha “Exercise is Medicine”.  Na verdade, com tantos benefícios que ele pode ocasionar desde a melhor disposição para execução das tarefas diárias, redução de fatores de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão, obesidade e dislipidemia até com benefícios comprovados no humor, podemos considerá-lo uma polipílula.

    Mao que se entende por atividade física?

    Podemos considerar atividade física, por definição, qualquer movimento corporal produzido pela musculatura e que tenha como resultado o gasto energético, como caminhar, lavar louça e subir escadas.

    Qual a dose recomendada para obtenção dos inúmeros benefícios causados pela atividade física?

    O American College of Sports Medicine e a American Heart Association, entidades especializadas em saúde do coração e medicina esportiva, recomendam a prática de atividade física aeróbica de moderada intensidade (caminhada, andar de bicicleta, nadar) por no mínimo 30 minutos, cinco vezes por semana, ou atividade aeróbica de maior intensidade (corrida, jogar tênis) por 20 minutos, três vezes por semana. Esses exercícios devem ainda ser complementados por exercícios que mantenham ou aumentem a força muscular duas vezes por semana.

    Parece muito, não é? Mas essas atividades não precisam ser executadas de forma continua. Se você realizá-las em blocos de 10 minutos também serão válidas para que não seja considerado sedentário e para que obtenha benefícios.

    Outras estratégias úteis são aquelas capazes de tornar o seu dia a dia mais ativo. Vários estudos demonstraram que o tempo que permanecemos sentados, independente de sermos pessoas ativas, também é prejudicial e relacionado a doenças como diabetes e hipertensão arterial. Medidas simples como usar mais as escadas no lugar do elevador ou das escadas rolantes, utilizar menos o carro para pequenas distâncias  e até mesmo levantar-se por alguns minutos a cada hora sentada já podem ser contabilizadas a seu favor.

    exercicio-e-remedio-mas-qual-a-dose-certa

    Com todos esses benefícios e conhecimento por que é tão difícil sair do sedentarismo?

    O sedentarismo está presente entre 45,9% da população brasileira, segundo o ministério do esporte, em pesquisa realizada no ano de 2013, com mais de 8.000 participantes. Isso representa 67 milhões de pessoas. E o que mais impressiona é que a grande maioria que não pratica tem consciência dos riscos da vida sedentária. Apenas 16.9% não sabem dos riscos. Os motivos para não realização variam desde a falta de tempo até o simples fato de não gostar.

    Mas por que isso acontece? Quando falamos de atividade física estamos falando de comportamento. Mudar comportamento e hábitos envolve além do  conhecimento. É preciso estar disposto para a realização das mudanças.

    Esses dados não devem ser motivo para desistirmos. Para que as mudanças possam acontecer devemos ser persistentes e iniciá-las com metas possíveis de serem alcançadas.

    Aos médicos cabem medidas simples, como a abordagem a cada consulta e a prescrição do exercício em receituário, conscientizando o seu paciente de que o exercício deve ser encarado como um tratamento.

    Aos indivíduos cabe a conscientização de que pequenas mudanças no dia a dia podem determinar a saúde que se pretende estar com o passar dos anos: várias pílulas para tratar doenças ou uma polipílula capaz de evitá-las!

    Dra Luciana Janot
    Cardiologista