Febre Amarela

Que doença é esta?

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda transmitida por mosquitos e causada por um vírus do gênero Flavivirus, não é uma doença contagiosa e não se transmite diretamente de uma pessoa para outra.

Existem dois tipos de Febre Amarela, a silvestre e a urbana, a diferença entre elas é que a silvestre é disseminada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que circulam em matas, ou seja eles picam macacos nas regiões de mata, se infectam e transmitem a doença através da picada para pessoas que se encontram nestes locais. Já a urbana é transmitida pelo Aedes aegypti que se infecta picando uma pessoa contaminada e transmite através da picada para outra. Ou seja, nas duas formas da doença a única forma de transmissão é pela picada de um mosquito infectado.

E os macacos?

Os macacos não transmitem a doença, são apenas hospedeiros, e ajudam a detectar novas epidemias, na medida em que ficam doentes e “avisam” da possibilidade de surto naquele local.

Desde quando temos essa doença no Brasil?

A Febre Amarela foi responsável por um grande número de mortes entre o século XVIII e o inicio do século XX, com repetidas epidemias nas regiões tropicais da América do Sul e África, assim como surtos isolados em áreas da América do Norte, Caribe, e Europa.

No inicio do século XX o médico sanitarista Oswaldo Cruz conseguiu fazer com que a doença praticamente desaparecesse no Rio de Janeiro com suas ações de controle do vetor Aedes aegypti. A introdução da vacina contra a Febre Amarela no Brasil em 1937, com imunização em massa e o intenso combate ao vetor levaram a eliminação da doença nas áreas urbanas do País. O registro dos últimos casos de Febre Amarela urbana no Brasil é de 1942, no Acre, e a partir desta data só foram registrados casos isolados e epidemias com transmissão silvestre.

O que favorece o aparecimento da Febre Amarela?

A maior parte dos casos ocorre entre dezembro e maio, quando o vírus encontra condições mais favoráveis para sua transmissão, com elevadas temperaturas, aumento de chuvas e alta densidade de vetores. Hospedeiros e indivíduos susceptíveis somados a baixa cobertura vacinal também facilitam o aparecimentos das epidemias.

E o que está acontecendo agora?

Nos dias de hoje a Febre Amarela silvestre é endêmica na região Amazônica, ou seja limitada e esperada neste local, enquanto que na região extra amazônica são registrados epidemias ocasionais, quando existe um aumento importante do número de casos em um local inesperado. No ano de 2016 e 2017 tivemos uma grande epidemia em Minas Gerais e a partir do final de 2017 um surto epidêmico na região Metropolitana de São Paulo, nos municípios ao norte da cidade de São Paulo e nos distritos da zona norte de São Paulo.

Durante um surto de Febre Amarela silvestre os maiores objetivos são oferecer assistência hospitalar aos pacientes graves e vacinar em curto espaço de tempo grande numero de pessoas nos locais da ocorrência da doença e assim controlar a infecção evitando a expansão para áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Quais são os sintomas?

A Febre Amarela é uma doença com grande potencial de gravidade, podendo ser letal de 20 a 60% dos casos. O Período de incubação (tempo entre a picada do mosquito e o aparecimento dos sintomas) varia de 3 até 15 dias e os principais sintomas são febre, dor de cabeça, náuseas e dor muscular generalizada com inicio na região lombar. Os casos mais graves podem apresentar icterícia (pele e mucosas amarelas), vômitos, urina escura, sangramentos espontâneos e sonolência com diminuição da consciência.

O diagnóstico da doença, principalmente em períodos de epidemia se baseia no quadro clínico com alguns exames de sangue que são de simples realização e podem ajudar na suspeição da doença. A confirmação definitiva da Febre Amarela ocorre com o exame de sangue especifico (sorologia e  detecção viral – PCR).

E a vacina? Devo tomar?

A vacinação é a melhor medida de proteção contra a Febre Amarela, e deve ser aplicada em todas as pessoas em área de risco que não tem contraindicação para a vacina, com idades entre 9 meses a 60 anos.

A Vacina está disponível em unidades básicas de saúde, ambulatórios de viajantes e clinicas privadas. Ela é eficaz e pode ser aplicada tanto na sua dose integral (0,5 ml), com validade para toda a vida, quanto na sua dose fracionada (0,1 ml), com validade de 8 anos.

As gestantes, mães amamentando, pessoas com mais de 60 anos e crianças de 6 meses até 9 meses, em geral não devem tomar a vacina, mas em momentos de epidemia este grupo pode ter a vacinação liberada.

Por ser uma vacina feita com o vírus atenuado, pessoas que apresentam algum problema de saúde que leva a baixa da imunidade, ou que tomam medicamentos que levam a imunossupressão, na maioria das vezes não podem tomar a vacina, e devem conversar com o seu médico para juntos tomarem esta decisão. A vacina é contra indicada para pessoas que tem alergia ao ovo de galinha e para pessoas com imunossupressão importante (por exemplo doenças reumatológicas graves, câncer em  quimioterapia ou transplantes de órgãos).

Podem ocorrer efeitos adversos com a aplicação da vacina, mas normalmente  são leves como dor local, vermelhidão local, dor de cabeça, dor muscular leve e febre baixa. Em raríssimos casos pode ocorrer a doença da Febre Amarela devido a aplicação da vacina.

As pessoas que não podem ser vacinadas devem evitar as picadas e podem utilizar repelentes em toda a área corporal exposta (com as substâncias DEET, IR3535 ou Icaridina) e utilizar roupas compridas e claras.

E para os viajantes?

A vacina da Febre Amarela é exigida para o ingresso em alguns países. Ela deve ser feita em sua dose integral e pelo menos 10 dias antes da viagem. O certificado internacional de vacinação é disponibilizado nos postos credenciados da ANVISA, basta levar o comprovante de vacinação. Para o grupo que não pode tomar a vacina existe o certificado de isenção da vacina, formulário que se encontra no site da ANVISA e pode ser preenchido pelo medico titular da paciente.

Dra. Beatriz Perondi
Pediatra e Médica do Esporte

A importância de prevenir a obesidade infantil

A prevenção da obesidade infantil inicia-se mesmo antes da concepção da criança.   

A preocupação com a alimentação saudável da família e a prática de atividade física devem ser desenvolvidas pelo casal logo que almejam ter filhos.

O hábito familiar pode influenciar o desenvolvimento da obesidade infantil. Pais com comportamento nutricional não adequado, que tendem a escolher alimentos ricos em gorduras e açúcares, e que são sedentários, influenciam diretamente no comportamento de seus filhos, estimulando os hábitos alimentares inadequados e induzindo o desenvolvimento da obesidade infantil.

A obesidade infantil é um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. A obesidade expõe as crianças a um desajuste social como bullying e complicações metabólicas semelhantes as do adulto como as doenças  cardiovasculares, resistência a insulina e doenças musculoesqueléticas. Sem intervenção, a doença tende a perpetuar para adolescência e na fase adulta.

Os dados atuais são alarmantes, a Organização Mundial de Saúde (OMS)  estima que 41 milhões de crianças abaixo dos 5 anos estão obesas ou com sobrepeso. Se tal crescimento  continuar, estima-se que teremos 70 milhões de crianças obesas em 2025![1]

A prevenção da obesidade infantil é a melhor estratégia para  desacelerar tal epidemia. Sabemos que tratar a criança obesa é sempre mais trabalhoso e resistente.

Se a mãe estiver com sobrepeso ou obesa, deve procurar aconselhamento médico e nutricional, mudar o estilo de vida e iniciar uma gestação com peso adequado.

Sabe-se que mães obesas podem, por modificações epigenética, estimular o desenvolvimento da obesidade no filho. O diabete gestacional, mais frequente em gestantes obesas, também pode exercer influencia no desenvolvimento de bebes com maior peso e com risco de obesidade infantil.  

Existem dados na literatura que descrevem experimentos em camundongos geneticamente predisposto à obesidade. Tais estudos observaram que a obesidade durante a gestação poderia alterar, no feto, o desenvolvimento de circuitos neuronais centrais, reguladores da ingestão alimentar, gasto energético e armazenamento da energia.

Devemos ter em mente que podemos influenciar o peso dos nosso filhos mesmo antes de sua concepção. Iniciar uma gestação com peso adequado, não engordar excessivamente durante o período gestacional, amamentar exclusivamente com leite materno e manter uma alimentação saudável são ações importantes para prevenir a obesidade infantil.  

[1] http://www.who.int/end-childhood-obesity/en/

Dra Sandra Mara F Villares
Médica endocrinologista
Clinica Move

 

Osteoporose e Densitometria Óssea

A osteoporose é uma doença metabólica sistêmica que acomete todos os ossos do corpo. Eles vão se tornando mais porosos e frágeis (ou seja, ficam com maior tendência a fraturas). Os ossos mais comumente fraturados são os do quadril, os da coluna vertebral e os dos punhos.

A perda de massa óssea, na maioria das vezes, é silenciosa e contínua. Não leva a sintomas que são facilmente identificáveis. O primeiro sinal de osteoporose pode ser uma fratura. Em alguns casos, pode-se encontrar também uma perda da altura como o único sinal de que uma pessoa tenha osteoporose (e apresenta fratura nos ossos da coluna vertebral). A doença pode acontecer em qualquer idade ou sexo, mas é mais comum em mulheres com mais idade.

Como é considerada uma doença silenciosa, os médicos devem orientar medidas para a prevenção e solicitar exames para o seu diagnóstico (quanto mais precoce, melhor). Fundamentada nos valores da densidade mineral óssea (DMO), a Organização Mundial de Saúde define osteoporose como T-score na DMO abaixo de 2,5 desvios-padrão (DP).

 

CATEGORIA DEFINIÇÃO
Normalidade T-score > – 1 DP
Osteopenia -1 > T-score > – 2,5 DP
Osteoporose T-score ≤ – 2,5 DP
Osteoporose Estabelecida T-score ≤ – 2,5 DP e pelo menos 1 fratura porfragilidade óssea

 

A densitometria óssea é o exame mais importante para diagnóstico, seguimento e investigação dos pacientes. Este exame utiliza um aparelho com a técnica dedupla emissão com fonte de raios X (conhecida como DXA), onde a massa óssea é descrita em valor absoluto (em g/cm2), T-score e Z-score. O T-score é utilizado para avaliar o risco de fratura em mulheres na pós-menopausa e em homens com mais de 50 anos. Já em crianças e adolescentes, nas mulheres na pré-menopausa e em homens até 50 anos é usado o Z-score.

É um teste rápido (em torno de 15 minutos) e indolor. É importante lembrar que mulheres com suspeita de gravidez ou grávidas não podem fazer o exame. Os locais geralmente avaliados são a coluna lombar total e a região proximal do quadril (tanto o colo do fêmur, como o fêmur total).

Densitometria Óssea

As indicações clássicas para realização da densitometria óssea são:

  • mulheres com 65 anos ou mais
  • homens com 70 anos ou mais
  • mulheres na pós-menopausa abaixo dos 65 anos
  • homens de 50 a 70 anos com fatores de risco
  • adultos com fraturas de fragilidade
  • adultos com doença associada à perda de massa óssea
  • adultos em uso de medicações associadas com perda de massa óssea
  • pacientes onde o início ou a troca da terapia farmacológica esteja sendo considerada
  • pacientes em tratamento, a fim de monitorar a eficácia da terapêutica.

Por isso é importante procurar o seu médico para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível.

Dr. Marco Antonio Gonçalves Pontes Filho
Clínica Médica e Reumatologia
Clínica Move

 

 

Estímulo da prática de Atividade Física nas Crianças

Atualmente, a grande maioria das crianças e adolescentes não cumpre o mínimo de atividade física preconizado pelo Organização Mundial de Saúde, que são 2 horas por dia até 4 anos de idade e 1 hora por dia de 5 a 17 anos.

O aumento do risco de doenças coronarianas, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e outras doenças crônicas que acometem os adultos hoje já sabemos que se deve em grande parte ao estilo de vida sedentário.

Muitas destas doenças têm seu início na infância, e o primeiro passo para a prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas no futuro é o estimulo à atividade física (que consiste em qualquer movimento que resulte em gasto energético) e de exercícios físicos (uma sequência planejada de movimentos repetidos sistematicamente) com o objetivo de melhorar a capacidade aeróbia, a força muscular, a massa óssea, diminuir a porcentagem de gordura corporal, prevenir as doenças crônicas, alguns tipos de câncer e melhorar a capacidade de aprendizado.

  Não há dúvida que a infância e a adolescência são os períodos mais adequados para o início de atitudes e comportamentos saudáveis. Este é um período onde as crianças estão em processo de aprendizado constante, e, portanto, abertas a novos conceitos. É relevante que os pais, professores e pediatras que são as pessoas mais próximas delas tenham hábitos saudáveis de alimentação e atividade física, pois são modelos positivos e essenciais durante este processo de formação.

A prática de atividade física em família é prazerosa e um ótimo momento para estreitar os vínculos afetivos.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
Pediatra e Médica do Exercício e Esporte
Clínica Move  

E aí, já sentou errado hoje?

Muitas pessoas não acreditam, mas sentar errado é a causa de muitas dores! Entre as campeãs: coluna (cervical, lombar ou torácica e até o cóccix), ombro e cefaléia tensional. Manter uma postura adequada enquanto estamos sentados é fundamental para não gerarmos sobrecarga nestas regiões e melhorar/prevenir dores.

E precisamos prestar atenção que sentar errado não necessariamente é no escritório ou no ambiente de trabalho, sentar errado pode ser enquanto dirige, enquanto almoça, enquanto assiste TV no sofá. Pequenos detalhes podem fazer muita diferença nesta nossa jornada de “sentar corretamente”. Pequenas mudanças no ambiente (cadeira, altura, distância da mesa…), mudanças na forma em que adotamos a postura (existem algumas dicas para sentarmos na posição correta sem esforço) e prestar atenção se ao longo do dia não vamos escorregando e perdendo a posição inicial adotada.
O nosso primeiro erro é achar que a postura correta é aquela em que a coluna está reta ou não, para isso muitas vezes forçamos as costas pra trás, para poder alinhar. A consequência disso será dor e incômodo na região. O grande segredo está em nossa base, no caso da postura sentada, a pelve. A posição dela é que manda, quando ela está alinhada, o resto “entra no lugar”. E detalhe, quem “nos sustenta” na postura é o abdômen!

Quebra de tempo sedentário

Evidências científicas tem indicado que a inatividade física está  associada à mortalidade, obesidade, dislipidemia, depressão, demência, ansiedade e alterações do humor, maior incidência de queda e debilidade física em idosos.

Apesar dos riscos conhecidos, esse estado de inatividade é  considerado hoje uma pandemia global, pois 70% da população adulta não atinge os níveis mínimos recomendados de atividade física pelos consensos comumente utilizados! Em média hoje passamos 7 horas do dia sentados, alguns indivíduos passam até 15 horas sentados.

A comunidade científica até já cunhou o termo de “sitting disease” ou “sedentary death syndrome” para especificar a síndrome metabólica e o status inflamatório induzido pelo sedentarismo, que está associado  as doenças crônicas.

A boa notícia está no fato de que se você ficar em pé a cada 30 minutos, esse pequena mudança  pode inibir os efeitos deletérios da inatividade física. Portanto, mesmo que você não consiga fazer um exercício físico de moderada a alta intensidade várias vezes na semana, “quebrar” o seu tempo sentado durante as longas jornadas, já vai ter um efeito benéfico sobre sua saúde.

Dra. Fernanda Rodrigues Lima
Reumatologista e Médica do Esporte

Dietas do Verão

Com a proximidade do verão, muitas pessoas querem melhorar sua forma física; afinal, as roupas são mais curtas, vamos mais às praias e piscinas, etc. Os mais preocupados com a imagem certamente ficarão tentados a recorrer a alguma dieta da moda para acelerar o processo. E aí começam os problemas…

Dietas da moda, como o nome já diz, são as que mais frequentemente se comentam. Dieta da proteína, do jejum intermitente, cetogênica, dieta low carb, paleolítica, sem glúten sem lactose, etc, estão frequentemente citadas nas mídias sociais e na imprensa escrita. Qual a diferença entre elas?  Quais as indicações, os riscos? Quem pode se submeter a elas?

Primeiramente, qualquer dieta que resulte em déficit calórico vai provocar redução de peso. A diferença é que restringir esse ou aquele grupo alimentar pode acarretar em deficiências nutricionais específicas, que só um especialista pode avaliar.  Por lei, desde 1991, o planejamento dietético, avaliação e prescrição nutricionais devem ser feitos por um nutricionista habilitado. Só ele vai saber avaliar qual dieta é mais adequada às suas necessidades nutricionais, seu estilo de vida, sua carga de treino e objetivos, suas preferências alimentares e, finalmente, sua relação com os alimentos e o ato de comer.

Nenhum indivíduo é igual ao outro, portanto a prescrição nutricional deve ser individualizada e levar em conta todos esses fatores. Além disso, estudos comprovam que qualquer dieta pode levar à recuperação de peso de 1 a 2 anos após sua interrupção, quando não há acompanhamento.  Acrescente-se o fato de que, quanto mais rígida a dieta, mais risco de comportamentos alimentares transtornados ela pode causar como, por exemplo, a compulsão alimentar.

Assim, ao invés de seguir a dieta da moda daquela blogueira fitness, ou de gastar em suplementos desnecessários sem a devida orientação, procure um nutricionista bem formado e sensato, para não comprometer sua saúde e seu equilíbrio. Nós, da Clínica MOVE, podemos auxiliá-lo a conseguir todas as suas metas de forma sensata e de acordo com sua história clínica e alimentar.

Patrícia L. Campos-Ferraz
Nutricionista da Clínica MOVE

A justificativa para passear com seu cachorro

Apesar da abundância de estratégias baseadas em evidência para implementar e reduzir a inatividade física, tem sido percebido um discreto aumento nos níveis de atividade física globalmente. De acordo com a organização mundial de saúde – OMS,  quase um quarto da população não alcançam o mínimo semanal de atividade física segundo as recomendações mais aceitas. Isso piora ainda mais quando analisamos a população com mais de 55anos. A promoção de atividade física requer uma mistura entre viabilidade e inovação.

Poderia uma coisa tão simples quanto passear com seu cachorro ser a resposta para o que precisamos???

Tradicionalmente, sabe-se que passeando com seu cachorro você promove a saúde dele e andando regularmente eles interagem com outros cachorros e outros donos, mostram-se com menos problemas de comportamento. Mas, é claro que também trará benefícios ao dono. Os cães parecem ser catalisadores da atividade física, proporcionando aos donos mais motivação para caminhar e se engajar ao exercício por mais longos períodos. Além disso, nossos “companheiros” proporcionam maior interação social aos donos também tendo impacto na saúde mental com a melhora do humor e o bem estar social.

Estudos há mais de um década mostram que pessoas que possuem cachorros são mais fisicamente ativas. Já um estudo desse ano na Inglaterra mostrou que idosos que possuem cães têm maior média de passos e ficam menos tempo parado (sentados). Dois fatores importantíssimos para aumentar saúde, qualidade de vida e bem estar geral. “Quer dizer adianta só fazer exercícios é tão importante quanto não ficar muito tempo parado.” O que é Ikigai e seu significado.

Outros achados ainda mais interessantes estão relacionados a fatores desfavoráveis a atividade física, como tempo ruim (em tempo chuvoso, por exemplo), o melhor amigo do homem ajuda a manter atividade mesmo em condições adversas como essas. Portanto, donos de cães demonstram menores diminuições dos números de passos em dias frios, chuvosos ou extremamente quentes. Agradeçam a eles, cachorros fazem bem a saúde…

Dr. Felipe Hardt
Médico do Esporte

Smoothie de Manga Proteico

O Whey Protein comprado em farmácias e lojas de suplementos facilita muito o dia a dia dos atletas. Mas sabemos que alimentos de verdade são sempre a melhor escolha para o organismo. Que tal aprender preparar uma bebida diferente, refrescante e ao mesmo tempo saudável e proteica?

Aprenda a fazer um Smoothie de Manga Proiteíco:

SMOOTHIE DE MANGA PROTEICO

  • 1 fatia de manga palmer cortada em pedaços médios.
  • 1 pote de iogurte natural desnatado
  • 1 banana ouro picada em rodelas
  • 1 colher (sopa) de mel (opcional)
  • sementes de 1 baga de cardamomo ou uma pitada de cardamomo em pó
  • 1 scoop de whey sem sabor ou sabor baunilha (opcional)

MODO DE PREPARO

  1. Lave a manga e corte uma fatia grossa, rente ao caroço. Descasque e corte em pedaços médios.
  2. Com uma faca para legumes, abra a baga de cardamomo ao meio. Despreze a baga e transfira as sementes para o pilão. Macere as sementes até virar pó (se preferir, pique bem fino com a faca).
  3. Bata no liquidificador : a manga: o iogurte, o mel, a banana, o whey protein e as sementes de cardamomo maceradas até formar um creme liso. Sirva a seguir.

Verão e férias de fim de ano: saúde é o que interessa

O verão chegou e com ele o período das férias de fim de ano. Surge então, uma janela de oportunidade para experimentar novas maneiras de se exercitar sem deixar de gastar as calorias desejadas. Para os que treinaram duro o ano inteiro, a hora é de sair um pouco da rotina e das obrigações. Já para os sedentários, o momento é de descobrir o prazer de se movimentar e usufruir dos benefícios gerados.

Na prática esportiva, temos a ideia que “quanto mais, melhor”. Ou seja, os maiores ganhos vêm com os maiores esforços e, por isso, no treino nunca pode haver folgas. Mas, vejamos: se os maiores beneficiados com uma capacidade física ótima são os atletas profissionais, porque eles são os que mais valorizam este período de férias? Existe algo positivo em dar um tempo para o nosso corpo? Eles tem razão, é nesse momento que nos recuperamos plenamente de todo o esforço feito ao longo de um ciclo de treinamento ou do ano, e o mais importante, deixamos uma reserva para ser explorada na próxima temporada. Dessa forma, conseguimos atingir um desempenho melhor no futuro, prevenindo lesões, baixa no rendimento e o tão temido overtraining.

Alguns podem alegar que esta é uma situação que deve se restringir aos atletas profissionais apenas. O problema está exatamente nesta afirmação: atualmente o número de pessoas que treinam sério, com altos volumes e intensidades, vêm aumentando muito. Estes são chamados de “profissionais atletas” e enfrentam, além da dura rotina de treinos e de competições, uma jornada estressante no trabalho e ainda arrumam tempo para gerenciar a família e a casa. Em algum momento este atleta precisa descansar. E por que não nas férias de verão?

É nela que costumamos viajar e conhecer novos lugares junto aos nossos familiares. Momento ótimo para introduzir o hábito da prática esportiva aos seus filhos e, quem sabe, ao seu cônjuge. Ideal para aproveitar a estrutura local e diversificar.  Por exemplo, se você é um corredor, pode muito bem dar uma pausa na corrida e nadar na piscina de sua pousada ou no mar. Ao invés de se preocupar em repetir sua rotina de musculação na academia do hotel, convide seus parentes a fazer uma desafiante trilha na mata.

Esta mesma ideia também deve ser explorada para quem for ficar em casa. Os parques são de graça e aquela academia de lutas ou estúdio de Pilates perto de sua casa pode lhe oferecer um plano especial de uma ou duas semanas de uso.  A ideia é não parar de se exercitar, mas criar alternativas esportivas e poder compartilha-las com sua família.

Para os sedentários, o momento é melhor ainda. Aproveite este tempo para criar uma rotina de treino com os exercícios que mais lhe agradam. Aproveite, por exemplo, a quadra de tênis da pousada, do parque público ou de seu condomínio. Quem sabe surge ai um novo Gustavo Kuerten? E aquela bike com pneus murchos jogada na garagem? Estamos precisando de ídolos brasileiros no ciclismo! Uma vez iniciada a prática de algum esporte, os benefícios serão imediatos e te animarão a continuar treinando quando as férias acabarem e o frio chegar. Aproveite também para contagiar seus parentes com este novo habito. Lembre-se que crianças com um amplo repertório motor tem menor chance de se tornarem adultos obesos. Você não estará mudando apenas o seu futuro, mas o de sua família!

Não se preocupe tanto com colorias gastas, aumento de massa magra, potencia gerada, ritmo por quilometro ou qualquer outra medida que todo atleta, ou melhor, todo profissional atleta busca ao longo da temporada. Curta este período sem neuras, gere novos estímulos e tenha a família sempre ao seu lado.

Abraços e até a próxima…

Obs. Sedentários: procure um médico antes iniciar qualquer prática esportiva.

Prof. Rodrigo Ferraz
Professor de Educação Clinica Move