Prevenção de lesões esportivas em atletas mirins

Vários artigos científicos demonstram que atletas mirins e adolescentes que sofrem lesões na infância têm a tendência de largar o esporte antes da idade adulta.

Mas o que pode levar a essas lesões?

– Quanto mais precoce a especialização esportiva (escolha de apenas um esporte para treino de alto rendimento), maior risco de lesão. A prática de mais de um esporte na infância ajuda a criança a desenvolver habilidades motoras e neuromusculares, além de estimular o raciocínio para toda vida.

– Desalinhamentos musculares e desequilíbrios na aterrissagem do atleta após salto com apoio monopodálico (de um pé) estão relacionados a lesões principalmente nos joelhos.

Como prevenir lesões esportivas?

– Programas de prevenção de lesão como o FIFA 11+ que associam exercícios de treino de força, saltos, equilíbrio e flexibilidade ajudam a prevenir entre 28 e 80% das lesões principalmente em joelhos e tornozelos.

– Ter 2 dias de recuperação por semana previnem lesão, assim como uma boa noite de sono. Estudos demonstram que os adolescentes devem dormir pelo menos 8,5 a 9,5 h por noite o que também melhora a saúde, o comportamento, a capacidade de aprendizado e atenção, além da melhora na performance do atleta.

Baseado no consenso do Comitê Olímpico Internacional publicado em 2015 no Br J Sports Med. ( “International Olympic Committee consensus statement on youth athletic development”)

Dra. Karina Levy @karinalevyortopdoesporte

Ortopedista e Médica do Esporte da Clínica Move

O que é Distensão Muscular?

As Distensões Musculares estão entre as lesões esportivas mais comuns, e acontecem quando o músculo é esticado demais, gerando a ruptura de uma fibra, ou mesmo de até todo o músculo envolvido.

Normalmente, a distensão muscular ocorre quando é feito um esforço excessivo para realizar a contração muscular e pode acontecer durante uma corrida, jogos de futebol, vôlei, handebol ou qualquer outra modalidade esportiva. Também pode acontecer em pessoas que resolvem participar de uma atividade física no final de semana, ou mesmo durante atividades do dia a dia. Portanto, qualquer atividade que exija um esforço muscular pode provocar uma distensão muscular.

Vários são os fatores de risco, e entre eles: fadiga, técnica inadequada e falta de condicionamento físico. Os sintomas mais comuns são:
• dor no músculo acometido;
• fraqueza muscular;
• dificuldade de movimentar a região afetada;
• pode gerar hematoma e aumentar a temperatura local.

Nessas situações, o ideal é de imediato colocar gelo para reduzir a inflamação, e procurar serviço médico.
Embora as distensões musculares sejam muito incômodas, se der o tempo adequado para a cicatrização apropriada, essa lesão não deixa sequelas. Por isso, é importante iniciar a fisioterapia o mais precoce possível.
As sessões de fisioterapia são importantes para aliviar a dor, diminuir a inflamação (no início de lesão) e restabelecer a força e amplitude de movimento. São vários os métodos de tratamento utilizados, entre eles:
• liberação miofascial para a musculatura tensa ao redor da lesão;
• eletroterapia (para analgesia e cicatrização);
• reabilitação do local para restaurar a força e a amplitude do movimento.

Depois do diagnóstico, procure o fisioterapeuta para a realizar o tratamento da lesão e a orientação para o retorno das atividades físicas ou esportes.

Bárbara Hossni Espinhel – Fisioterapeuta da Clínica Move @fitfisio_360
Dra. Ana Lucia de Sá Pinto – Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move @analuciadesapinto

Saúde cardiovascular após contaminação por COVID-19

O impacto da COVID-19 na saúde cardiovascular é alvo de diversos estudos, entre eles o publicado pelo Journal of Development Research, que buscou descrever o grau de lesão miocárdica associada aos pacientes contaminados pelo vírus.

Foi constatado que a doença causa aumento no risco de aparecimento ou agravamento de doenças do sistema cardiovascular.

O especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e em Estimulação Cardíaca Artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Roberto Yano foi um dos responsáveis pela pesquisa.

Segundo ele, em divulgação do estudo, os casos mais graves da infecção geram uma possibilidade maior de sequelas cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O acometimento de lesão miocárdica é prevalente, entre os pacientes com COVID-19 e está associado a agravamentos posteriores no sistema cardiovascular.

A miocardite aguda também foi relacionada durante o estudo como uma das complicações mais associadas à doença.
Se você teve Covid-19 procure um médico para orientá-lo ao retorno das atividades físicas ou treinamento esportivo.

Dra. Marina Cecchini – Psicóloga da Clínica Move
Dra. Ana Lucia de Sá Pinto – Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move

Existe como treinar a atenção dos atletas recreativos e profissionais?

A atenção é uma das capacidades cognitivas e ela pode ser treinada.

Existem 4 tipos Essenciais de Atenções  que podem afetar a performance ou mesmo aumentar os riscos de lesões  ostemioarticular em atletas recreativos ou competitivos.

São elas:

Atenção Sustentada

Capacidade de manter a atenção durante a atividade continua. Exemplo: o atleta estar focado durante toda a explicação tática do técnico.

 

Atenção Seletiva

Possibilita realizar uma tarefa na presença de estímulos distratores. Exemplo: o atleta não se distrai com informações irrelevantes,  como a torcida.

 

Atenção Dividida

Capacidade de dividir o foco em estímulos simultâneos. Exemplo: o atleta presta atenção em mais de uma  informação, como um atacante driblando o adversário e procurando um parceiro para fazer o passe.

 

Atenção Alternada

Permite executar tarefas que exijam mudanças rápidas no repertorio de respostas. Exemplo: um jogador de vôlei prestando atenção ora nas jogadas do adversário, ora nos passes do seu time.

 

É evidente que para trabalhar com cada um dos aspectos apresentados relacionados com a atenção em uma determinada situação tempos que considerar o modo como cada atleta lida, e, assim, um panorama geral cognitivo é um diferencial para determinar exercícios mais direcionados e adequados. Existem métodos para esta avaliação da cognição e, particularmente, da atenção,  assim, conseguimos verificar se ela está diminuída ou adequada. Depois da avalição os  exercícios são propostos para aumentar a atenção, o e consequentemente melhorar a performance e diminuir o risco de lesões.

Dra. Marina Cecchini – Psicóloga da Clínica Move @marina_cecchini_psicologa

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto – Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move @analuciadesapinto

Osteoporose

A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela redução da massa óssea e deterioração da qualidade do tecido ósseo, levando à fragilidade do osso e maior risco de fraturas após mínimo trauma. Estima-se que 30% das mulheres e 20% dos homens acima de 50 anos terão fratura por osteoporose ao longo da vida.

É conhecida por ser uma doença silenciosa, que não causa sintomas até que ocorra uma fratura.  Os locais mais comuns de fratura são: vértebra, fêmur, antebraço, úmero e costela.

A presença de uma fratura osteoporótica aumenta o risco de novas fraturas, inclusive do fêmur. Além disso, confere também maior risco de mortalidade. A fratura de fêmur é responsável por 12% de mortalidade em 3 meses e 50% em 1 ano. 31% dos pacientes ficam restritos ao leito e até 50% ficam com alguma dependência física.

O diagnóstico é feito pelo exame de densitometria óssea, que mede a massa óssea, e pela presença de fatores clínicos de risco. Destes, os principais são: idade avançada, baixo peso, história de fratura prévia, raça branca ou asiática, história familiar de fratura, menopausa precoce (antes dos 45 anos), uso de anticonvulsivantes e corticosteroides, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, imobilização prolongada, dieta pobre em cálcio, deficiência de vitamina D e concomitância de doenças que induzem perda óssea (doença celíaca, hiperparatiroidismo, hipertireoidismo, mieloma múltiplo, etc).

Mulheres com 65 anos ou mais, homens acima de 70 anos ou pessoas mais jovens mas que tenham algum desses fatores de risco mencionados acima devem fazer uma densitometria óssea e ser avaliados por um médico.

O médico reumatologista é o especialista indicado para o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes com osteoporose. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para evitar a fratura.

 

Dr. Diogo Domiciano

Clínico Geral e Reumatologista da Clínica Move

Hipotireoidismo: o que é, fatores de risco e sintomas

O hipotireoidismo é a doença mais comum da tireoide e resulta da produção deficiente dos hormônios tireoidianos. Isso leva a lentificação dos processos metabólicos, que pode acarretar redução da performance física e mental do adulto. Apesar de poder acometer qualquer pessoa, é mais comum em mulheres e sua ocorrência aumenta com a idade.

A principal causa do hipotireoidismo é uma doença autoimune que afeta a tireoide, denominada Tireoidite de Hashimoto. Outras causas incluem o tratamento com iodo radioativo ou cirurgia da tireoide e causas mais raras como problemas na hipófise.

Os sintomas incluem: cansaço excessivo, sonolência, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, depressão, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso (de 2-4 kg), intolerância ao frio.
Esses sintomas não são exclusivos do hipotireoidismo, por isso a suspeita clínica deve ser confirmada com a dosagem de T4 livre (que estará baixo) e TSH (que estará alto).

Pessoas com hipotireoidismo leve podem não ter qualquer sintoma e atualmente a maioria dos pacientes com hipotireoidismo é diagnosticada com sintomas leves ou assintomáticos, através de exames de rotina.

Os principais fatores de risco para hipotireoidismo são: idade acima de 60 anos, histórico familiar de hipotireoidismo, histórico pessoal de doença autoimune, histórico pessoal de alterações na tireoide (cirurgia, radiação, tratamento para hipertireoidismo, tireoidite), síndrome de down e síndrome de Turner, presença de bócio, uso de algumas medicações como amiodarona e interferon.

A American Thyroid Association recomenda que a função tireoidiana seja avaliada pelo menos 1x a cada 5 anos em pacientes acima de 35 anos e naqueles com fatores de risco.

Se você apresenta algum dos sintomas descritos acima e/ou se possui algum fator de risco para desenvolver hipotireoidismo, converse com seu médico, procure um endocrinologista.
Importante: A biotina, muito utilizada para melhora dos cabelos e fâneros, pode alterar falsamente os exames da tireoide, se você colheu exames em uso de biotina, comunique seu médico, se ainda vai colher os exames, suspenda o uso 3 dias antes da coleta.

Dra. Mirela Miranda
Endocrinologista da Clínica Move

Fraturas Vertebrais por Osteoporose no Brasil

• A osteoporose causa fragilidade dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Esse tipo de fratura pode trazer dor, internação, necessidade de procedimentos cirúrgicos, incapacidade física e causa aumento do risco de morte.

• O estudo São Paulo Ageing & Health (SPAH), realizado na Faculdade de Medicina da USP, acompanha uma população de quase 1000 idosos > 65 anos residentes na comunidade do Butantã, em São Paulo, desde 2005.

• Nesse estudo, parte da minha tese de doutorado, verificamos a incidência e os principais fatores de risco para fratura vertebral radiográfica. 707 idosos (449 mulheres e 258 homens) foram avaliados com radiografias de coluna obtidas no início do estudo e após um seguimento médio de 4,3 anos.

• Este foi o primeiro estudo de base populacional a demonstrar a elevada frequência de fratura vertebral em idosos latinos americanos (40,3/1.000 pessoas-ano em mulheres e 30,6/1.000 em homens).

• Idade, fratura anterior, baixa massa óssea na densitometria e taxa de remodelação óssea aumentada foram os principais fatores de risco para fratura vertebral em idosos brasileiros
Esses dados são fundamentais para conhecermos a realidade da osteoporose na nossa população e pensarmos em estratégias de prevenção de fraturas.

Dr. Diogo Domiciano
Clínico Geral e Reumatologista da Clínica Move

Domiciano DS, Machado LG, Lopes JB, Figueiredo CP, Caparbo VF, Takayama L, Oliveira RM, Menezes PR, Pereira RM. Incidence and risk factors for osteoporotic vertebral fracture in low-income community-dwelling elderly: a population-based prospective cohort study in Brazil. The São Paulo Ageing & Health (SPAH) Study. Osteoporos Int. 2014;25(12):2805-15. doi: 10.1007/s00198-014-2821-3).

Consequências da pandemia para adolescentes com doenças crônicas

Um trabalho do Hospital das Clínicas estudou os hábitos alimentares e o comportamento sedentário em adolescentes portadores de doenças crônicas durante a pandemia de covid-19.
Foram avaliados mais de 347 adolescentes com diversas doenças crônicas que são acompanhados no complexo Hospitalar. Os adolescentes responderam a vários questionários específicos. Os primeiros dados que saíram referiram-se ao tempo sedentário. Abaixo alguns pontos que chamaram a atenção dos pesquisadores:
• Muitos adolescentes reportaram que faziam as suas refeições em frente à TV;
• 87% deles reportaram mais tempo de tela (TV, celulares ou tabletes);
• Mais de 55% relataram passar mais de 6 horas nessas atividades sedentárias.

Os pesquisadores alertaram que: “como esse grupo de pacientes requer distanciamento social mais restrito, é necessário que recebam orientação profissional sobre um estilo de vida saudável durante a pandemia, para que não sofram com uma piora da saúde geral”.

Esse grupo de pacientes com doenças crônicas, muitas vezes, apresenta um maior risco cardiovascular e de ganho de peso. Sendo assim, é muito importante a orientação para esses pacientes com relação ao aumento da atividade física dentro de casa ou quando possível ao ar livre, e a quebra de tempo sedentário.

A quebra de tempo sedentário significa: não fique sentado mais de 1 hora seguida, levante, fique de pé ou ande por alguns minutos!

Entre em contato com o seu médico para uma melhor orientação de como iniciar, ou mesmo, manter os exercícios físicos durante a pandemia.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move

 

É importante fazer exercício físico depois da cirurgia bariátrica?

Já sabemos que o número de pessoas com obesidade vem aumentando nos últimos anos. O tecido adiposo produz células que induzem a inflamação, e com isso aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Além disso, esses pacientes apresentam uma dificuldade em colocar o açúcar dentro das células, levando ao diabetes.

Hoje em dia, a cirurgia bariátrica é considerada um importante tratamento para os pacientes que não conseguem uma perda significativa do peso corporal com o tratamento medicamentoso e mudança no estilo de vida.
Após 12 meses da cirurgia bariátrica, os pacientes podem ter seu peso corporal reduzido em até 40%. No entanto, a perda de peso não é apenas de tecido adiposo, ocorre também uma importante redução tanto da massa muscular, como da massa óssea. Depois de alguns anos é comum o reganho de peso, fazer com os pacientes não voltem a ganhar peso é um grande desafio para os profissionais da área da saúde. A perda de massa muscular talvez possa contribuir para o ganho de peso desses pacientes, uma vez que o músculo é responsável por uma parcela significativa de gasto energético em repouso.

Em vista disso, a nossa equipe de pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, estudou o efeito dos exercícios físicos em grupo de mulheres após três meses da cirurgia bariátrica. Um grupo não realizou exercícios físicos, e o outro grupo participou de um programa de exercícios de força muscular e aeróbios, três vezes por semana por seis meses.

Após três meses da cirurgia, todas as pacientes apresentaram grandes melhoras em fatores de risco como a função dos vasos, inflamação e resistência à insulina. Entretanto, após o período do programa de treinamento, o grupo que não realizou exercícios apresentou importante redução desses benefícios, mesmo mantendo a perda de peso. Algumas pacientes chegaram a apresentar valores de exames similares aos do período anterior à cirurgia, por outro lado, as pacientes que estavam fazendo exercícios físicos mantiveram os exames nos valores normais.
Dessa forma, esse estudo mostrou a importância do exercício físico – uma ferramenta não farmacológica – depois da cirurgia bariátrica, para prevenir a perda dos benefícios que se têm com a cirurgia.

Infelizmente alguns adolescentes -pelo elevado peso corporal- precisam ser submetidos à cirurgia bariátrica. Após os excelentes resultados conseguidos com a prescrição de exercícios físicos depois da cirurgia bariátrica em adultos, nós começaremos a estudar o efeito do exercício físico em adolescentes após a cirurgia bariátrica, e estamos certos de que teremos muito sucesso nos resultados.

Procure o seu médico para saber o momento exato para iniciar os exercícios físicos após a cirurgia bariátrica.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move

O que são Disruptores Endócrinos?

Os disruptores endócrinos (DEs) são substâncias químicas exógenas ou mistura de substâncias químicas, que interferem com qualquer aspecto da ação hormonal.
Pessoas e animais entram em contato com os DEs de várias formas:
• consumo de alimentos e água, através da pele;
• por inalação e pela transferência da mãe para o feto (através da placenta) ou da mãe para o bebê (através da lactação).

A exposição pode ocorrer em casa, no escritório, no campo, no ar que respiramos, nos alimentos que comemos e na água que bebemos.
Das centenas de milhares de substâncias químicas fabricadas, estima-se que cerca de 1000 podem ter propriedades de ação endócrina. Alguns exemplos comuns de DEs incluem:
• DDT e outros pesticidas;
• bisfenol A (BPA) e ftalatos, utilizados em produtos infantis, produtos de higiene pessoal e em recipientes para alimentos.

Além dos DEs conhecidos, suspeita-se da existência de inúmeros DEs ou de substâncias químicas que nunca foram testadas. O mais famoso dos DEs é o bisfenol A, presente em diversos plásticos e embalagens. Em 2011, a ANVISA proibiu a presença desta substância nas mamadeiras, pelo risco que representa para as crianças, mas ela continua presente em latas de refrigerantes e outras embalagens.

Evidências científicas apontam que a exposição aos DEs leva a desequilíbrios hormonais e está relacionada a diversas doenças endócrinas e não-endócrinas em crianças e adultos:
Reprodutivas/endócrinas: puberdade precoce, criptorquidia, hipospádia, câncer de mama, câncer de próstata, endometriose, infertilidade, diabetes, obesidade e distúrbios tireoidianos;
Imunes/autoimunes: suscetibilidade a infecções, doenças autoimunes;
Cardiopulmonares: asma, doenças cardíacas, hipertensão, infarto;
Cerebrais/nervosas: mal de Parkinson, mal de Alzheimer, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), dificuldades de aprendizado.

Ainda não se sabe qual a quantidade necessária de disruptores endócrinos para causar danos à saúde humana. Entretanto, estudos apontam que quantidades ínfimas já teriam a capacidade de causar danos. Os primeiros anos de vida, especialmente vida fetal e infância, são um período de muita vulnerabilidade, sendo consideradas as principais janelas temporais de suscetibilidade à influência dos DEs. Desse forma, é de fundamental importância tentar preservar gestantes, crianças e adolescentes da exposição exagerada a essas substâncias.

É praticamente impossível prevenir 100% da exposição, dada a onipresença dessas substâncias no nosso ecossistema, mas medidas práticas constituem:
• Consumir alimentos orgânicos sempre que possível;
• Preferir alimentos da época, que costumam ter menor exposição a agrotóxicos.
• Lavar bem e descascar frutas e vegetais;
• Retirar a gordura visível da carne e a pele do frango antes do preparo (pesticidas podem se acumular nessas estruturas);
• Substituir tábuas e recipientes de plásticos utilizados no preparo e armazenamento de alimentos por tábuas, recipientes e potes de vidro temperado;
• Evitar o uso de pesticidas no ambiente doméstico, escolar e em creches;
• Não aquecer alimentos em recipientes plásticos no micro-ondas. O calor potencializa a transferência de substâncias químicas para os alimentos;
• Evitar a exposição de crianças pequenas a brinquedos e mordedores de plástico.

Dra. Mirela Miranda
Endocrinologista da Clínica Move