Como emagrecer comendo chocolate?

Parece até um sonho né galera? Mas sim, é possível! E gostaríamos muito que você pensasse com carinho sobre isso! 🍫🍫🍫

𝐌𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦?
Para emagrecer, não tem mais segredos, falamos em todos os posts, você precisa comer menos calorias do que você gasta, ter uma alimentação natural, rica em antioxidantes e antiinflamatórios. Tá, mas o que o chocolate tem a ver com isso?

𝐓𝐮𝐝𝐨!
O chocolate rico em cacau (acima de 70%) é um alimento maravilhoso. Quando olhamos para o fruto cacau nos deparamos com riquíssimos compostos nutricionais, como a procianidina que ajuda no controle da glicemia, a theobromina que é um metabólito da cafeína, deixando você mais ativo para gastar mais energia, e as catequinas que agem diretamente na produção de calor do nosso corpo atráves de estímulos via PGC1alfa que resultam em biogênese mitocondrial, além é claro de ter um sabor delicioso. Nunca vimos uma pessoa sequer fazendo careta quando come chocolate 😊

Ah mas é muito calórico, 𝐯𝐨𝐮 𝐞𝐧𝐠𝐨𝐫𝐝𝐚𝐫!
Não estamos aqui falando para você comer uma barra de chocolate, e sim 2-4 quadradinhos de chocolate de qualidade, rico em cacau, acompanhado de um bom café, aproveitando o momento. Vinte gramas de chocolate 70% (4 quadradinhos, dependendo da marca) tem em média 120kcal, certamente encaixa em qualquer dieta de emagrecimento.

✅ Quer que o chocolate faça parte da sua dieta? 𝐌𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚 com um de nossos nutricionistas e conte que leu esse post, que aí não vai ter erro, terá chocolate na sua vida.

Rafael Klosterhoff e Tiemi Saito
Nutricionistas da Clínica Move

Suplementação de Ácido Linoleico Conjugado

Os chamados Ácidos Linoleicos Conjugados (CLAs) são gorduras polinsaturadas encontradas naturalmente em fontes alimentares derivadas dos animais ruminantes, tais como leite de vaca, queijos, carnes, etc. Como o nome já diz, os CLAs têm como característica apresentar em suas cadeias duas duplas ligações conjugadas, que podem estar em diferentes geometrias (cis ou trans) e posições. Existem 28 isômeros identificados até o momento e os dois mais comuns são o 9,11 CLA ou ácido rumênico e o 10,12 CLA.

Os CLAs também podem ser obtidos sinteticamente através da hidrogenação de óleos de cártamo, girassol, de milho e de soja, porém, a proporção entre eles costuma ser próxima de 1:1, enquanto a forma natural de CLA possui 85% de 9,11 CLA e 10% de 10,12 CLA.

Umas das principais ações dos CLAs é reduzir a lipogênese e aumentar a lipólise em modelos animais e em culturas de células e, por isso, ganharam popularidade na indústria de nutracêuticos, no combate à pandemia de obesidade. Contudo, ele apresenta também outras supostas propriedades e hoje focaremos na sua possível ação antitumoral.

Algumas evidências apontam que o consumo de CLA reduz a incidência e a progressão de alguns tipos de câncer em humanos como, por exemplo, um estudo finlandês que mostra associação negativa entre consumo de leite e risco de câncer de cólon e de mama em mulheres, bem como um aumento na concentração de CLA plasmático. Outro estudo mostrou que sujeitos que consumiram 4 ou mais porções de laticínios por dia obtiveram menor risco de desenvolver câncer colorretal. A suplementação de 7.5g de CLA 10 dias antes da cirurgia de remoção tumoral também reduziu a proliferação de células tumorais.

Embora alguns estudos mostrem efeitos positivos da suplementação de CLA em câncer colorretal e mamário, esses efeitos não foram vistos em estudos populacionais realizados na França e nos Estados Unidos, o que torna imprescindível aumentar o número e a qualidade dos estudos sobre esse tema.
Até a próxima.

Dra. Patrícia Campos-Ferraz
Nutricionista da Clínica Move
@dra.patriciacamposferraz

Ref: Hartigh, Laura. Conjugated Linoleic Effects on Cancer, Obesity, and Atherosclerosis: A review of Pre-Clinic and Human Trials with Current Perspectives. Nutrients 2019, 11, 370; doi:10.3390/nu11020370 www.mdpi

Seis maneiras de prevenir a demência

A demência é um termo genérico que descreve os sintomas de um conjunto de doenças que causam diminuição progressiva da função mental, afetando a memória, a capacidade de raciocínio e o juízo de valores.
A demência ocorre normalmente em pessoas com mais de 65 anos, e estima-se que metade das pessoas com mais do que 85 anos tenham algum grau de demência. A Organiza Mundial da Saúde estima que existam no mundo cerca de 50 milhões de pessoas com diagnóstico de demência, e este número pode atingir 135 milhões em 2050.
Ainda não existe cura para a demência, mas a manutenção de bons hábitos de saúde pode reduzir os riscos do surgimento desta doença.

Aqui vão 6 dicas para prevenir a demência:

1) Faça atividade física: tente realizar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada a vigorosa.
2) Tenha uma boa noite de sono: tente dormir de 7 a 8 horas por noite, mantendo a regularidade nos horários de ir para a cama e levantar.
3) Não fume.
4) Mantenha os contatos sociais: interações sociais ajudam a estimular a cognição e a manter o cérebro ativo.
5) Reduza o consumo de álcool: evite bebidas alcoólicas e, quando for beber, não beba mais do que 2 drinks por dia.
6) Alimente-se bem: reduza o consumo de alimentos ultraprocessados e aumente o consumo de alimentos frescos.
A manutenção destes hábitos de saúde pode reduzir os riscos do surgimento de demência e também de outras doenças crônicas, tais como doenças cardiovasculares, diabetes e diversos tipos de cancer.

Atividade física também é para crianças!

Você sabia que a maioria das crianças e dos jovens DO MUNDO não chegam a 60 minutos diários de atividade física?
No Brasil são apenas 25%!!!
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O colégio Americano de Medicina Esportiva criou um conceito – a tríade da inatividade física:
– déficit de exercício
– redução de força por falta de uso
– analfabetismo físico
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Os benefícios da atividade física para crianças são inúmeros, como redução de obesidade, melhora da saúde óssea, da imunidade, da socialização, do trato intestinal, entre muitos outros.
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São estratégias para aumentar a prática entre os jovens:
– inovar;
– fazê-los descobrirem talentos;
– promover diversão e amizades;
– estabelecer sensação de pertencimento;
– ensinar movimentos, técnicas e habilidade;
– monitorar progresso.
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A geração atual está inserida num contexto de uso de telas, de tecnologias. Porém, fazê-los mais ativos hoje, trará benefícios para hoje mesmo, e ainda mais para o adulto que ele irá se tornar.

Fonte: Pediatric inactivity triad: A triple jeopardy for modern day youth. ACSM, 2020

Dra. Gisele Mendes Brito
Pediatra da Clínica Move

Tenho Lúpus, o que posso fazer?

6 dicas para quem tem Lúpus Eritematoso Sistêmico:

  1. Usar filtro solar;
  2. Nunca parar os medicamentos por conta própria;
  3. Manter a vacinação em dia, sob orientação médica;
  4. Se fizer uso de hidroxicloroquina, seguir adequadamente o acompanhamento com oftalmologista;
  5. Manter uma alimentação saudável;
  6. Praticar exercícios físicos, sob orientação do médico/educador físico/fisioterapeuta.

Dica extra: Procurar aprender sobre a doença é muito importante, pois é preciso saber quando é necessário buscar ajuda médica com rapidez. Alguns dos sinais de alarme no Lúpus são:

  • febre;
  • urina espumosa, alteração de exame de urina ou da função dos rins;
  • dores de cabeça que não respondem ao tratamento habitual ou crises convulsivas;
  • dores torácicas retroesternais que pioram com a inspiração ou tosse.

O autocuidado é um instrumento fundamental no tratamento das doenças autoimunes.

Cuidem-se e fiquem bem! =)

Dra. Carini Otsuzi
Reumatologista da Clínica Move

Guias para o retorno a prática de esportes olímpicos e paralímpicos

A Clinica Move parabeniza os Dra. Felipe Hardt e Marcelo Machado pela participação na elaboração dos guias para o retorno a prática de esportes olímpicos e paralímpicos. Confira os materiais abaixo:

  1. RETORNO ATIVIDADES CPB (Marcelo Machado): clique aqui
  2. GUIA PARA A PRÁTICA DE ESPORTES OLÍMPICOS NO CENÁRIO DA COVID-19 (Dr. Felipe Hardt): clique aqui

 

Bursite, ela é sempre a causa do problema?

Um diagnostico muito comum, mas muitas vezes é a consequência do problema!

A bursa é uma estrutura de membranas finas, normalmente com pequena ou nenhuma quantidade de líquido. Semelhante a uma bolsa, ela serve para proteger do atrito algumas partes do corpo, principalmente entre o osso e outra estrutura móvel, como tendão ou músculo. Elas de distribuem pelo corpo todo, principalmente no ombro e quadril, articulações bastante móveis. Mas será que a dor ou o problema vem somente da bursite?

Quando há um trauma em uma região com grande quantidade de bursa, como por exemplo uma queda batendo a lateral do quadril, a bursa aumenta de tamanho como um mecanismo de proteção, gerando uma inflamação com dor, calor, vermelhidão e aumento de volume. Nesse situação especifica  a dor e proveniente do aumento da bursa e a sua inflamação como a causa do problema e foco do tratamento. Além do trauma, algumas condições reumatológicas, infecciosas e metabólicas também podem causar inflamação aguda da bursa e ela ser também a causa do problema. O tratamento consiste em  anti-inflamatórios, analgésicos, fisioterapia cara diminuir a inflamação e eventualmente aspiração do conteúdo da Bursa  e infiltração de medicamentos.

No entanto, na maioria dos casos a bursa aumenta de tamanho por condições crônicas, não relacionadas a um trauma ou doença inflamatória. Isso quer dizer que o aumento da bursa pode ser consequência de um problema inicial!  Por exemplo, uma sobrecarga postural durante o trabalho ou mesmo um atleta fazendo um gesto esportivo inadequado pode levar a uma bursite. Quando a bursa aumenta de tamanho em condições crônicas, normalmente o tendão já está inflamado também. Nesse caso, medidas anti-inflamatórias ou aspirações/infiltrações podem ser necessárias para ajudar no processo de reabilitação, mas o foco do tratamento consiste em entender o mecanismo de movimento que causou a sobrecarga naquela estrutura e a potencial lesão que está por trás do aumento da bursa. Se for uma alteração na postura ou no gesto esportivo, esses movimentos precisam ser corrigidos.

 

Portanto, entender qual o mecanismo de lesão e os fatores de risco associados é a chave do tratamento! Assim, podemos tratar a causa e não somente a consequência, conseguindo melhores resultados e fazendo com que as infiltrações ou qualquer outro procedimento médico que seja proposto tenha melhores resultados.

 

Dr Marcelo Machado Arantes

Médico do Esporte. Tratamento de Dor

CRM SP 159433

 

Ultrassonografia reumatológica foi fundamental para o diagnóstico correto de Kim Kardashian

A mídia noticiou amplamente sobre o (possível) diagnóstico de Lupus e Artrite reumatoide recebido por Kim Kardashian, com base em exames laboratoriais. No meio reumatológico, esses diagnósticos foram questionados. Com base nas informações divulgadas, apenas os auto-anticorpos eram positivos, mas sabemos que esse achado não é suficiente para um diagnóstico definitivo dessas duas doenças.

Outro fator de confusão foi o histórico de psoríase que Kardashian havia divulgado previamente. A psoríase, doença autoimune inflamatória da pele, é um forte fator predisponente para a artrite psoriásica (outra condição reumatológica que pode cursar com dor e inchaço das articulações).

Felizmente, a reumatologia vem se apropriando de métodos diagnósticos cada vez mais precisos para diferenciar doenças autoimunes semelhantes. Entre esses métodos está a ultrassonografia. Particularmente quando operado por reumatologista treinado, esse exame consegue identificar elementos específicos de cada doença, facilitando um diagnóstico preciso. Desta forma, o tratamento correto pode ser instituído prontamente, prevenindo lesões irreversíveis.

No caso de Kim Kardashian o exame foi realizado pelo Dr Ben Artzi, reumatologista americano que utiliza a ultrassonografia em sua prática clínica. Dr Artzi acalmou a paciente, demonstrando não haver evidências de Artrite reumatoide ou Lupus. Reforçou que provavelmente o quadro está mais relacionado a uma possível artrite psoriásica.

A literatura científica vem apresentando um crescimento exponencial de estudos conduzidos por reumatologistas especializados, demonstrando a aplicabilidade clínica dessa ferramenta em diversas condições reumatológicas. A alta sensibilidade da ultrassografia para detectar alterações articulares contribui para um diagnóstico precoce de todas as artropatias autoimunes (entre elas artrite reumatoide, artrite psoriasica, lupus, espondilite) e também de outras etiologias (como gota e “artrose”).

Fontes:
https://www.eonline.com/br/news/1073458/kim-kardashian-descobre-se-tem-lupus#photo-1007746

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/09/10/kim-kardashian-tem-exame-positivo-pra-anticorpo-da-lupus-ela-tem-a-doenca.htm

O exercício pode melhorar a função cerebral?

O Comprometimento Cognitivo Leve é uma síndrome caracterizada por alteração cognitiva, mas com as funções do dia-a-dia relativamente preservadas. Pode ser considerado, em alguns casos, uma transição entre a normalidade e demência, ou um estágio com poucos sintomas de doenças degenerativas, como a doença de Alzheimer.  Pode ocorrer comprometimento isolado da memória ou de várias funções cognitivas.

Estilo de vida saudável com atividades físicas, de leitura, palavras cruzadas, entre outras e de lazer regulares; bom engajamento social; aumento no consumo de peixes, redução no consumo de gorduras e açúcares; e controle dos fatores de risco vasculares, podem ter vantagens potenciais em retardar a demência.

Atividade física é amplamente indicada em idosos como estratégia para promoção de saúde, manutenção de capacidade funcional e como prevenção de várias doenças como hipertensão arterial, diabetes, osteoporose, osteoartrose, obesidade e depressão. O exercício físico aeróbio e de força muscular exercem efeitos positivos no desempenho cognitivo tanto em idosos, quanto em indivíduos com comprometimento cognitivo leve.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
Pediatra e Médica do Exercício e Esporte
Clínica Move

Já ouviu falar em Espondilite Anquilosante?

A Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que faz parte do grupo das espondiloartrites, ou seja, doenças em que há inflamação das articulações da coluna, mas que também pode afetar articulações fora da coluna, locais como o de ligação dos tendões nos ossos (“êntese”) e órgãos, como os olhos.

É uma doença de causa desconhecida, mas sabemos do papel fundamental da genética para o seu desenvolvimento. Por isso a importância do famoso HLA-B27. Ele não é obrigatório para fazermos o diagnóstico, mas está presente na maioria dos pacientes com EA.

Sinais de alerta para pensarmos em EA são:

  • Idade até 45 anos
  • Dor na parte baixa da coluna e/ou nas nádegas que melhora com exercício e piora com repouso (por exemplo, dor pior à noite por ficarmos muito tempo parados) com rigidez para movimentar a coluna pela manhã
  • Dor e inchaço na região do calcanhar (entesite do calcâneo)
  • Episódios de olho vermelho e dolorido (uveíte)
  • Dor e inchaço em articulações fora da coluna, como mãos, joelhos e tornozelos (artrite)
  • Dedo “em salsicha” na mão ou no pé (dactilite)
  • Familiares de primeiro grau com EA

Tão importante quanto o tratamento medicamentoso com anti-inflamatórios e imunobiológicos são as medidas comportamentais, como parar de fumar e praticar exercícios físicos com regularidade.

A principal causa de sequelas associadas à EA é o atraso no diagnóstico. Se você apresenta os sintomas acima, principalmente se tiver casos na família, procure um Reumatologista. Pacientes com EA podem levar uma vida funcional, sem dor e limitação.

Se você apresenta esses sinais e sintomas ou tem dúvida quanto ao seu diagnóstico, procure e converse com o Reumatologista.

Dra Taysa Moreira

Reumatologista da Clínica Move