O que é Lúpus?

Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória crônica e autoimune que pode acometer diversos órgãos e sistemas,  a pele e as articulações são os mais acometidos.

Possui etiologia complexa, multifatorial, envolvendo fatores ambientais, hormonais e infecciosos. A doença é mais frequente em mulheres entre 15 e 40 anos.

Os sintomas mais comuns são:

  • Febre, fadiga, dor e inchaço nas articulações
  • Lesões de pele que pioram ou surgem com a exposição solar e rash cutâneo (vermelhidão em face), lesões na boca e nariz
  • Dores de cabeça, alterações na urina entre outros sintomas

O diagnóstico consiste na análise de alterações clínicas e laboratoriais, juntamente com a presença de anticorpos detectados pelos exames de sangue.

O Lúpus tem tratamento, e hoje em dia com uso das medições, suporte clínico e seguimento regular com o médico reumatologista a possibilidade da doença entrar em remissão é muito grande.

Procure sempre um especialista para o acompanhamento.

 

Dra. Maria Ester Fonseca
Clínica Médica e Reumatologia
Clínica Move

“Crescimento sustentável” ou “desenvolvimento sustentável”

Essas são expressões cada vez mais em moda nos últimos anos tanto no mundo corporativo como na nossa rotina pessoal.

Significado: “O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais” – Relatório Brundtland.

Trazendo para a nossa realidade e para o contexto de praticantes de atividades físicas, vamos considerar nossos objetivos físicos como processos de “desenvolvimento sustentável”. É fato que a grande maioria de nós é movida a novos desafios, mas não custa nada lembrar que esses desafios são precedidos de muita dedicação, disciplina, conhecimento técnico e, porque não, humildade. Humildade sim, pois nem sempre reconhecemos nossos limites e traçamos objetivos que não são compatíveis com nossa capacidade atual.

“Desenvolvimento sustentável” em atividade física é, na minha opinião, proporcionar condições para que nosso organismo evolua e acompanhe nossos objetivos físicos. Nosso corpo é uma “empresa” que, para crescer, precisa de capital (alimentação, sono, hidratação), infraestrutura (músculos fortes, ossos saudáveis, metabolismo físico e psíquico equilibrado), mão de obra qualificada (equipe multidisciplinar de treinamento) e uma excelência em gerenciamento (VOCÊ). Para que você tenha essa “empresa” sempre competitiva no mercado e gerando lucros, há a necessidade de planejamento e preocupação contínua nos conceitos acima.

Posso fazer uma maratona ou um Ironman nesse ano? Minha rotina permite esse planejamento? Meu físico está pronto para receber essa carga de treinamento? Se não está, o que preciso fazer? Posso pular etapas? Tenho todos os fatores para obter esse “desenvolvimento sustentável”?

Esse texto inicial serve como um incentivo para que conversemos mais, para que troquemos mais idéias e experiências (boas e ruins) e para que valorizemos nossa comunidade de praticantes de atividades físicas, corredores, ciclistas, nadadores, treinadores e profissionais parceiros (médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, educadores físicos, massoterapeutas).

Um abraço a todos.

Alexandre Ferrari
Fisioterapeuta formado pela USP em 1996
Especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP em 2000
Ex-atleta de voleibol, corredor amador há 30 anos, triatleta amador há 9 anos, Ironman finisher.

Para entender sua dor é importância avaliar seu movimento

Para entender sua dor é de extrema importância avaliar seu movimento. Para explicar melhor o por quê disso, resolvi pedir a ajuda de alguns colegas e falei para eles pegarem uma garrafinha que estava no chão, não disse mais nada, apenas filmei!

 

 

O que podemos ver, a partir das imagens, é que um mesmo movimento (neste caso, o de agachar) pode ser executado de MUITAS formas diferentes. Quer mais uma prova?! Observe algumas pessoas andando ou correndo no parque, cada uma possui um padrão. Isto acontece, pois, para o cérebro, o que importa é se você CUMPRIU A FUNÇÃO (neste caso, pegar a garrafa) e não a FORMA COMO você executou o movimento. O grande problema é que para o corpo, ou seja, para o músculo, articulação, osso (…), importa SIM a forma como executamos o movimento, pois dependendo da forma com que executamos o movimento podemos gerar mais ou menos sobrecarga para determinadas regiões do corpo.

Como o cérebro é quem manda, mesmo gerando sobrecarga, continuamos executando os movimentos da forma que estamos acostumados. Entender e identificar estas diferenças no movimento é bem fácil quando as alterações são grandes, por exemplo, é nítido identificar a diferença do agachamento entre as mulheres e o rapaz. É fácil de identificar e corrigir. Mas, o problema é quando essas diferenças e erros são sutis e imperceptíveis para olhos menos treinados (talvez nem todos enxerguem de primeira a diferença no agachamento entre estas mulheres). Um agachamento onde o paciente começa o movimento pela flexão de tronco, quadril ou joelho vai ditar se ele vai sentir mais dor na coluna, joelho ou se conseguirá realizar normalmente. Estes detalhes são extremamente importantes de serem corrigidos, mas poucos prestam atenção nisso ou tem a capacidade de identificar. Para de fato eliminarmos a sobrecarga e, por consequência, eliminar e/ou prevenir a dor é necessário ficar atento e entender o que está acontecendo, qual a forma com que o cérebro escolheu para se movimentar e quais músculos ele está recrutando, pois estes detalhes fazem toda a diferença.

Outubro Rosa na MOVE

No mês de outubro, convidamos a todos a refletirem sobre a prevenção do câncer de mama, um dos mais incidentes no Brasil e do mundo. Com medidas relativamente simples, podemos reduzir em 28% a ocorrência dessa patologia, que conta com fatores genéticos importantes, mas também com fatores ambientais para seu desenvolvimento. Só em 2016, as estatísticas projetaram a ocorrência de 57.900 casos novos de câncer de mama.

Com relação ao estilo de vida, órgãos internacionais e nacionais recomendam que, para prevenir o câncer, deve-se

  • Manter peso saudável, pois o excesso de gordura corporal altera a função de vários hormônios, sobretudo na pós-menopausa
  • Atividade Física regular, para evitar o ganho de peso e melhorar o funcionamento do sistema imunológico. As recomendações mínimas são de pelo menos 30 minutos de exercício moderado por dia, ou de 150 minutos de atividade moderada ou 75 min de atividade vigorosa por semana.
  • Evitar bebidas ricas em açúcar e alimentos ricos em gordura
  • Consumir diariamente frutas, legumes e verduras e grãos integrais, ricos em fibras e compostos bioativos com ação antioxidante
  • Limitar o consumo de carne vermelha a 500g por semana e evitar os embutidos e carnes processadas (salame, mortadela, salsicha, bacon, etc) pois estes últimos têm muitos conservantes e sódio, os quais aumentam o risco de câncer
  • Evitar bebida alcoólica, de todos os tipos e de sal, reduzindo de 9g (consumo médio do brasileiro) para 5g o consumo de sal por dia, ou 2g de sódio.
  • Aleitamento materno, protege as mães e evita o ganho de peso dos bebês na vida adulta
  • Manter alimentação saudável após o tratamento
  • Vitaminas e minerais devem vir preferencialmente de uma dieta equilibrada e variadas a fim de atingir as necessidades nutricionais. Excesso de vitaminas e minerais na forma de suplementos podem aumentar o risco de determinados tipos de câncer
  • Fazer o auto cuidado das mamas e manter visitas regulares ao seu médico

Nós, da Clínica MOVE, podemos ajudá-lo a ter um estilo de vida mais saudável e também a auxiliá-la na alimentação e na prática segura de exercícios físicos antes, durante e após o tratamento.

 

Patrícia L.Campos-Ferraz
Nutricionista Clínica e Esportiva

Broncoespasmo induzido pelo exercício. Saiba mais sobre esse limitador de perfomance.




Tosse, sensação de aperto no peito , falta de ar intensa no final de uma atividade física? Esses podem ser sintomas de broncoespasmo induzido pelo exercício.

Algumas pessoas apresentam esses sintomas respiratórios apenas após realização de atividade física, o chamado broncoespasmo induzida pelo exercício. Estudos mostram que 60% dos pacientes com esse diagnóstico não tem sintomas que sugerem asma e, em repouso, a função pulmonar está dentro da normalidade.

A atividade física provoca ressecamento das vias aéreas e diminuição da umidade do ar que é inalado, causando diminuição do calibre dos brônquios (broncoespasmo) responsável pelos sintomas como a tosse e falta de ar. Esportes praticados em ambientes de baixa temperatura a incidência do broncoespasmo é ainda maior.

O diagnóstico é feito pela avaliação da função pulmonar antes e após o esforço físico. A queda de mais de 20% da função pulmonar confirma o diagnóstico de broncoespasmo induzido pelo exercício.

O tratamento é feito através de medicações inalatórias que são responsáveis pela dilatação dos brônquios, prevenindo assim o broncoespasmo e sintomas como tosse, falta de ar e chiado no peito.

Procure um pneumologista e aumente sua performance no exercício físico.




Mulheres com câncer de mama se beneficiam do exercício durante e após o tratamento

Acaba de ser publicada importante revisão sistemática (meta-análise) que avalia a eficácia do exercício físico (EF) realizado por mulheres com câncer (CA) de mama durante ou após o tratamento em relação à fadiga e funcionalidade. Foram selecionados para esta análise 33 estudos, totalizado 3418 mulheres com CA de mama não metastático – submetidas a procedimentos cirúrgicos seguidos por radioterapia e/ou quimioterapia.
Os resultados apontam que nos grupos que treinaram durante ou após o tratamento as melhoras na fadiga e na funcionalidade foram significativas quando comparados aos grupos controles (sedentários). Sendo que, o grupo mais beneficiado foi o pós-tratamento. Segundo os autores, esta diferença de efeito do EF entre estes grupos se dá pela característica da terapêutica anticâncer que, na maioria das vezes, contribui para o aumento acentuado da fadiga e redução da funcionalidade do paciente. O EF nesta fase tem a função de manter estes desfechos nos níveis pré-tratamento e, uma vez encerrada a terapêutica, o EF é capaz de modifica-los. (ver gráficos com os valores do tamanho do efeito para cada situação avaliada em www.oncofitness.com)
Em outra análise realizada, não foram encontradas diferenças significativas que favoreçam determinado tipo de intervenção (modalidade) de EF (treinamento de força, aeróbico e combinado). Entretanto, os resultados indicam que a combinação de exercício aeróbico e treinamento de força parece ser a mais benéfica em pacientes com CA de mama, tanto durante quanto no pós-tratamento. Neste caso, há a necessidade de mais estudos.
Novas revisões científicas sobre este assunto são publicadas quase que diariamente, com números de estudos e pacientes avaliados cada vez maiores, potencializando ainda mais a extrapolação de seus resultados. Assim como o estudo apresentado, a conclusão é unanime: pacientes com CA de mama se beneficiam da realização do EF de forma regular e sistematizada durante e após o tratamento.

Até a próxima
Rodrigo Ferraz
Professor de Educação Física e Personal Trainer da Clínica MOVE

Dia Mundial Sem Tabaco: Por que parar de fumar?

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O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde como sendo a principal causa de morte evitável no mundo. Na fumaça do cigarro, encontram-se mais de 4700 substâncias tóxicas e estima-se que 47% dos homens e 12% das mulheres sejam fumantes mundialmente.
Nas primeiras horas sem fumar, já é possível observar redução da pressão arterial e frequência cardíaca e, com o tempo, os risco de doenças cardiovasculares e câncer causados pelo cigarro reduzem significativamente.
Há benefícios extraordinários: melhora da saúde, disposição, auto estima, vitalidade.
O auxílio médico é fundamental para que essa mudança seja efetiva e duradoura, aliado à prática de atividade física, aeróbia e de fortalecimento muscular.
Assim, deixar de fumar se torna mais fácil, e os benefícios na saúde e na qualidade de vida só aumentam.
Aproveite o Dia Mundial sem Tabaco e tome a iniciativa!
A Clínica Move pode ajudar você a parar de fumar!

Fonte: Dra. Daniele Bedin – Pneumologista da Clínica MOVE
e Portal Brasil

O controle da Asma

A asma é uma doença inflamatória das vias aéreas, caracterizada por uma obstrução à saída do ar devido ao estreitamento das vias aéreas (broncoespasmo).

Indivíduos com asma apresentam episódios recorrentes de chiado, falta de ar, opressão torácica e tosse, sobretudo à noite ou no início da manhã. Esses sintomas são reversíveis espontaneamente ou após tratamento com broncodilatadores ou outros medicamentos. Tais sintomas são geralmente desencadeados por irritantes (como fumaças, odores fortes e exercício), por aeroalérgenos (como ácaros e fungos) ou por infecções respiratórias (como gripe, resfriado ou sinusite).

A inflamação crônica da asma associada a crises frequentes, se não tratadas adequadamente, podem gerar um remodelamento das vias aéreas. Assim, a obstrução ao fluxo de ar, inicialmente reversível, pode evoluir para uma obstrução irreversível, com comprometimento da qualidade de vida.

AS CRISES

As crises da asma, chamadas exacerbações, são manifestações potencialmente graves da doença. O reconhecimento da crise pelo paciente, para que esta seja tratada precocemente, é fundamental. As causas mais comuns das exacerbações são: infecções virais e exposição a alérgenos ambientais. Poluição ambiental e exposição ocupacional também podem ser fatores precipitantes das crises. A manutenção do controle da asma reduz o risco de crises.

TRATAMENTO

Tratamento não medicamentoso

Para melhorar o controle da asma é importante evitar desencadeantes de crises. Estratégias que comprovadamente melhoram o controle da asma e reduzem a necessidade de medicação são: evitar a fumaça de cigarro; evitar medicações, alimentos e aditivos se forem sabidamente causadores de sintomas e evitar exposição a alérgenos no trabalho. Outras estratégias importantes são medidas de higiene domiciliar para evitar exposição a alérgenos e irritantes.

Tratamento medicamentoso

O tratamento deve ser ajustado de acordo com o estado de controle. A idéia é manter a quantidade mínima necessária de medicações que controlem a doença e evitem as exacerbações. Após o início dos medicamentos, a melhora dos sintomas costuma se dar em poucos dias, e é significativa; no entanto, os medicamentos não devem ser interrompidos uma vez que o controle foi alcançado, exceto se assim orientado pelo médico.

O controle da asma deve ser monitorado em intervalos regulares por um médico com base em informações clínicas e espirometrias.

Dra. Anna Miethke Morais

Pneumologista da Clínica Move

Fonte: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012

 

 

Exercício físico em pacientes com Doença Gordurosa do Fígado

Nos estamos vivendo uma epidemia de obesidade tanto nos adultos como na crianças e adolescentes. Vários são os fatores envolvidos tanto ambientais como genéticos, mas a inatividade física e o erro alimentar são dois pontos de extrema importância.

Os pacientes com obesidade além do maior risco de doenças cardiovasculares, dislipidemias, intolerância a glicose e diabetes, hipertensão arterial, dores osteomioarticulares e osteoartrite, eles apresentam um risco de desenvolver a Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é uma das formas mais comum de doença hepática, relacionada primordialmente ao aumento progressivo da obesidade no mundo.

A DHGNA abrange um espectro de alterações hepáticas que variam desde um simples depósito de gordura no interior do hepatócito, sem inflamação ou fibrose (esteatose simples), até casos de esteatohepatite não alcoólica (EHNA), cirrose e, carcinoma hepatocelular em pacientes sem história de ingestão de álcool. Sabe-se ainda que cerca de 30% da população dos EUA e do Japão possui esteatose.

A realização de um plano alimentar para a redução de peso, associado a exercícios físicos individualizados e supervisionados são considerados terapias de primeira escolha para o tratamento desses pacientes, e alguns estudos mostraram além da diminuição do peso, melhora da intolerância a glicose, dislipidemia e hipertensão arterial, uma melhora da esteatose hepática.

Dra Ana Lucia de Sá Pinto

Coordenadora do Ambulatório de Medicina do Esporte do Hospital Das Clinicas- FMUSP

Diretora da Clínica Move

 

Reeducação Postural Global (RPG)

A Técnica de Reeducação Postural Global (RPG) pode corrigir ou amenizar desvios posturais, sendo estes em alguns casos geradores de dores.

A coluna vertebral possui 4 regioes: cervical, composta de 7 vértebras; torácica, composta de 12 vértebras; lombar,  composta de 5 vértebras e sacro-coccígea composta de 4 vértebras.

A coluna vertebral apresenta curvaturas fisiológicas (curvaturas consideradas normais). Maus hábitos posturais podem gerar desvios dessas curvas que podem produzir dores nas costas.

Posturas incorretas no trabalho, nas atividades de vida diária, durante a prática de atividade fisica, podem afetar a coluna vertebral, gerando desvios anormais na coluna, sobrecarregando outras regiões do corpo como ombros, braços, quadris, joelhos e pés. Isso ocorre porque o corpo, diante de um desequilibrio postural, busca compensações para manter o individuo em equilibro, podendo causar encurtamento muscular.

Casos de lombalgia (dor na região lombar), cervicalgia (dor na região cervical), podem ser tratadas com a técnica de RPG obtendo bons resultados. Nesses casos, junto com a técnica, orientações quanto as atividades devem ser indicadas.

A RPG atua nesses desvios posturais utilizando posturas desenvolvidas pelo criador do método Phillipe Souchard. Através do método o indivíduo ganhará uma nova consciencia corporal, se posicionando corretamente em suas atividades sem sobrecarregar outras estruturas além de ganhar alongamento e tonicidade em seus musculos.