Disfunção Cognitiva e da Memória pós-covid-19

De forma bastante simplificada, pode-se definir a disfunção cognitiva como uma anormalidade na forma com que os neurônios trocam informações. Com essa disfunção, o cérebro passa a funcionar de maneira inesperada.

O processo de aquisição de conhecimento envolve raciocínio, pensamento, percepção, e é chamado de cognição. Todo aprendizado dos seres humanos depende do desenvolvimento emocional e cognitivo. Os elementos abaixo
estão relacionados à cognição :
 Intelectual (desenvolvimento ou capacidade intelectual);
 Mental;
 Capacidade de compreensão;
 Habilidade para absorção de conhecimento;
 Aprendizado;
 Percepção ou entendimento.

Um estudo feito no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, revelou que a memória e a cognição são frequentemente afetadas nos pacientes pós-covid-19:
 83,3% dos pacientes desenvolveram dificuldades cognitivas;
 62,7% tiveram a memória a curto prazo afetada;
 26,8% sofrem de perda de memória de longo prazo.

A recuperação mental parece seguir um ritmo diferente da recuperação física em contaminados, mesmo nos pacientes assintomáticos ou com sintomas leves. Ou seja, os prejuízos neurológicos não são causados apenas pela falta ou deficiência de oxigenação cerebral. Há uma ação danosa do próprio vírus no tecido cerebral, algo que ainda precisa ser desvendado.

Áreas cerebrais importantes mostraram alterações nos testes de imagens, e pacientes que se recuperaram de quadros graves chegaram a apresentar lesões cerebrais parecidas com as causadas pela Doença de Alzheimer.

Áreas do cérebro afetadas pela Covid-19:
 Área de expressão da linguagem, contém os programas motores da fala;
 Área sensorial, responsável pelo entender da fala;
 Área processamento de estímulos e movimentos;
 Área mediadora, fundamental na tomada de decisões.

As disfunções cognitivas, como as eventuais perdas de memória, têm mostrado bons resultados quando avaliadas e acompanhadas pelo neurologista e psicólogo.

Dra. Luciana Bahia Neurologista da Clínica Move
Dra. Marina Cecchini Psicóloga da Clínica Move

@lucianambahia
@marina_cecchini_psicologa

#clinicamove #neurologista #psicologia #faltadememoria #cognicao

10 atitudes saudáveis para perda e manutenção de peso

1. Fazer exercícios físicos regularmente. O aumento do gasto energético não ocorre apenas durante o momento em que o exercício está sendo feito, mas permanece mais elevado pelos próximos dois dias. Estudos mostram que, para prevenir o ganho de peso e favorecer a manutenção de peso, a realização de 150-200 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada são suficientes. Para promover a perda de peso, seriam necessários de 225-420 min/semana de exercício de intensidade moderada.

2. Monitorar a alimentação. Faça um diário alimentar, leia os rótulos dos alimentos, observe ingredientes, a composição de macro e micronutrientes e a quantidade calórica da porção que vai consumir.

3. Monitorar o peso. Procure se pesar sempre nas mesmas condições (idealmente pela manhã, logo após acordar e esvaziar a bexiga).

4. Preparar refeições em casa. É importante tentar eliminar alimentos industrializados e fast food, usar menos gordura na preparação dos alimentos, aumentar a ingesta de legumes e verduras.

5. Beber água. Manter-se hidratado reduz a sensação de fome, aumenta a saciedade, e mantém o metabolismo em bom funcionamento.

6. Comer devagar e mastigar bem os alimentos. O ideal é mastigar o alimento de 20 a 30 vezes antes de degluti-lo. Isso melhora a saciedade, permitindo que o paciente se contente com menor quantidade de alimentos em cada refeição.

7. Tomar café da manhã diariamente. Estudos comprovaram que quem toma café da manhã diariamente tem maior chance de manter o peso perdido do que quem não toma.

8. Ter contato frequente e regular com seu médico e nutricionista, para rever os progressos, reavaliar condutas e corrigir erros.

9. Nunca se culpar por recaídas. Elas são normais e não significa falha do tratamento, mas sim um motivo a mais para voltar a se empenhar no tratamento.

10. Procure um médico endocrinologista para ajudá-lo nessas atitudes.

Dra. Mirela Miranda
Endocrinologista da Clínica Move

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O que aconteceria se eliminássemos a inatividade física do mundo?

Cerca de um terço da população mundial não faz atividade física regular. Como se sabe, a inatividade física é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças, incluindo doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes, demência e alguns tipos de câncer. Calcula-se que o custo anual da inatividade física para os sistemas de saúde gire em torno de 53,8 bilhões de dólares.

Então o que aconteceria se todas as pessoas do mundo passassem a fazer atividade física? Esta foi a pergunta que um estudo recentemente conduzido por um grupo de epidemiologistas americanos e publicado na Revista Britânica de Medicina do Esporte tentou responder. Por meio de um modelo estatístico denominado de fração atribuível populacional (FAP), os pesquisadores mediram quantas doenças poderiam ser evitadas e quantas pessoas deixariam de morrer se conseguíssemos eliminar a inatividade física do mundo.

Após análise das revisões mais recentes sobre o assunto, foi verificado que a prática regular de atividade física poderia evitar cerca de 7% de todas as mortes, em todo o mundo. Em números absolutos, estima-se que a inatividade física esteja diretamente ligada a quase 4 milhões de morte todos os anos. Além disso, 8,1% dos casos de demência, 7,2% dos casos de depressão, 7% dos casos de câncer de rim e estômago, e 5% dos casos de doença coronariana e AVC seriam evitados se transformássemos todas as pessoas inativas do mundo em fisicamente ativas.

Os resultados deste estudo enfatizam o impacto da inatividade física sobre as estimativas anuais de mortalidade e de surgimento de doenças crônicas não-transmissíveis, e indicam a necessidade de ações públicas internacionais coordenadas para a promoção da atividade física para o enfrentamento do fardo global de morbimortalidade.

 

Tiago Peçanha – Profissional de Educação Física. Pesquisador e Pós-doutorando do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP. Pós-doutorando no Research Institute for Sport and Exercise Sciences da Liverpool John Moores University, UK.

Contato: pecanhatiago@gmail.com
Twitter: https://twitter.com/tiagopecanha

Como emagrecer comendo chocolate?

Parece até um sonho né galera? Mas sim, é possível! E gostaríamos muito que você pensasse com carinho sobre isso! 🍫🍫🍫

𝐌𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦?
Para emagrecer, não tem mais segredos, falamos em todos os posts, você precisa comer menos calorias do que você gasta, ter uma alimentação natural, rica em antioxidantes e antiinflamatórios. Tá, mas o que o chocolate tem a ver com isso?

𝐓𝐮𝐝𝐨!
O chocolate rico em cacau (acima de 70%) é um alimento maravilhoso. Quando olhamos para o fruto cacau nos deparamos com riquíssimos compostos nutricionais, como a procianidina que ajuda no controle da glicemia, a theobromina que é um metabólito da cafeína, deixando você mais ativo para gastar mais energia, e as catequinas que agem diretamente na produção de calor do nosso corpo atráves de estímulos via PGC1alfa que resultam em biogênese mitocondrial, além é claro de ter um sabor delicioso. Nunca vimos uma pessoa sequer fazendo careta quando come chocolate 😊

Ah mas é muito calórico, 𝐯𝐨𝐮 𝐞𝐧𝐠𝐨𝐫𝐝𝐚𝐫!
Não estamos aqui falando para você comer uma barra de chocolate, e sim 2-4 quadradinhos de chocolate de qualidade, rico em cacau, acompanhado de um bom café, aproveitando o momento. Vinte gramas de chocolate 70% (4 quadradinhos, dependendo da marca) tem em média 120kcal, certamente encaixa em qualquer dieta de emagrecimento.

✅ Quer que o chocolate faça parte da sua dieta? 𝐌𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚 com um de nossos nutricionistas e conte que leu esse post, que aí não vai ter erro, terá chocolate na sua vida.

Rafael Klosterhoff e Tiemi Saito
Nutricionistas da Clínica Move

Suplementação de Ácido Linoleico Conjugado

Os chamados Ácidos Linoleicos Conjugados (CLAs) são gorduras polinsaturadas encontradas naturalmente em fontes alimentares derivadas dos animais ruminantes, tais como leite de vaca, queijos, carnes, etc. Como o nome já diz, os CLAs têm como característica apresentar em suas cadeias duas duplas ligações conjugadas, que podem estar em diferentes geometrias (cis ou trans) e posições. Existem 28 isômeros identificados até o momento e os dois mais comuns são o 9,11 CLA ou ácido rumênico e o 10,12 CLA.

Os CLAs também podem ser obtidos sinteticamente através da hidrogenação de óleos de cártamo, girassol, de milho e de soja, porém, a proporção entre eles costuma ser próxima de 1:1, enquanto a forma natural de CLA possui 85% de 9,11 CLA e 10% de 10,12 CLA.

Umas das principais ações dos CLAs é reduzir a lipogênese e aumentar a lipólise em modelos animais e em culturas de células e, por isso, ganharam popularidade na indústria de nutracêuticos, no combate à pandemia de obesidade. Contudo, ele apresenta também outras supostas propriedades e hoje focaremos na sua possível ação antitumoral.

Algumas evidências apontam que o consumo de CLA reduz a incidência e a progressão de alguns tipos de câncer em humanos como, por exemplo, um estudo finlandês que mostra associação negativa entre consumo de leite e risco de câncer de cólon e de mama em mulheres, bem como um aumento na concentração de CLA plasmático. Outro estudo mostrou que sujeitos que consumiram 4 ou mais porções de laticínios por dia obtiveram menor risco de desenvolver câncer colorretal. A suplementação de 7.5g de CLA 10 dias antes da cirurgia de remoção tumoral também reduziu a proliferação de células tumorais.

Embora alguns estudos mostrem efeitos positivos da suplementação de CLA em câncer colorretal e mamário, esses efeitos não foram vistos em estudos populacionais realizados na França e nos Estados Unidos, o que torna imprescindível aumentar o número e a qualidade dos estudos sobre esse tema.
Até a próxima.

Dra. Patrícia Campos-Ferraz
Nutricionista da Clínica Move
@dra.patriciacamposferraz

Ref: Hartigh, Laura. Conjugated Linoleic Effects on Cancer, Obesity, and Atherosclerosis: A review of Pre-Clinic and Human Trials with Current Perspectives. Nutrients 2019, 11, 370; doi:10.3390/nu11020370 www.mdpi

Seis maneiras de prevenir a demência

A demência é um termo genérico que descreve os sintomas de um conjunto de doenças que causam diminuição progressiva da função mental, afetando a memória, a capacidade de raciocínio e o juízo de valores.
A demência ocorre normalmente em pessoas com mais de 65 anos, e estima-se que metade das pessoas com mais do que 85 anos tenham algum grau de demência. A Organiza Mundial da Saúde estima que existam no mundo cerca de 50 milhões de pessoas com diagnóstico de demência, e este número pode atingir 135 milhões em 2050.
Ainda não existe cura para a demência, mas a manutenção de bons hábitos de saúde pode reduzir os riscos do surgimento desta doença.

Aqui vão 6 dicas para prevenir a demência:

1) Faça atividade física: tente realizar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada a vigorosa.
2) Tenha uma boa noite de sono: tente dormir de 7 a 8 horas por noite, mantendo a regularidade nos horários de ir para a cama e levantar.
3) Não fume.
4) Mantenha os contatos sociais: interações sociais ajudam a estimular a cognição e a manter o cérebro ativo.
5) Reduza o consumo de álcool: evite bebidas alcoólicas e, quando for beber, não beba mais do que 2 drinks por dia.
6) Alimente-se bem: reduza o consumo de alimentos ultraprocessados e aumente o consumo de alimentos frescos.
A manutenção destes hábitos de saúde pode reduzir os riscos do surgimento de demência e também de outras doenças crônicas, tais como doenças cardiovasculares, diabetes e diversos tipos de cancer.

Atividade física também é para crianças!

Você sabia que a maioria das crianças e dos jovens DO MUNDO não chegam a 60 minutos diários de atividade física?
No Brasil são apenas 25%!!!
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O colégio Americano de Medicina Esportiva criou um conceito – a tríade da inatividade física:
– déficit de exercício
– redução de força por falta de uso
– analfabetismo físico
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Os benefícios da atividade física para crianças são inúmeros, como redução de obesidade, melhora da saúde óssea, da imunidade, da socialização, do trato intestinal, entre muitos outros.
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São estratégias para aumentar a prática entre os jovens:
– inovar;
– fazê-los descobrirem talentos;
– promover diversão e amizades;
– estabelecer sensação de pertencimento;
– ensinar movimentos, técnicas e habilidade;
– monitorar progresso.
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A geração atual está inserida num contexto de uso de telas, de tecnologias. Porém, fazê-los mais ativos hoje, trará benefícios para hoje mesmo, e ainda mais para o adulto que ele irá se tornar.

Fonte: Pediatric inactivity triad: A triple jeopardy for modern day youth. ACSM, 2020

Dra. Gisele Mendes Brito
Pediatra da Clínica Move

Fique em casa, mas não fique parado!

A doença do coronavírus 2019 (COVID-19) é uma doença infecciosa e com proporções pandêmicas, já tendo acometido mais de 100 milhões de pessoas no mundo. A realização de confinamento em casa é uma das medidas mais utilizadas para redução da transmissão do vírus e para manejo e controle da pandemia.

Embora seja desejável do pondo de vista do controle da pandemia, o confinamento em casa tende a causar redução nos níveis de atividade física. Frente a este cenário, alguns pesquisadores tem estimulado a prática domiciliar de exercícios físicos como uma estratégia momentânea para a manutenção dos níveis de atividade física da população.
Estudos tem demonstrado que o exercício físico domiciliar é tão eficaz quanto o exercício físico realizado em ambientes formais, tais como academias e clubes. O mais interessante é que não são necessários equipamentos sofisticados para manter o condicionamento físico. Atividades com o peso do próprio corpo ajudam a melhorar a aptidão cardiorrespiratória e força muscular. Além disso, exercicios de alongamento e equilíbrio podem ser feitos sem equipamentos ou com simples implementos, como um colchonete e um lençol.

No entanto, nem todo mundo é naturalmente motivado para fazer exercício em casa, e algumas pessoas podem precisar de ajuda profissional. A boa notícia é que com as novas tecnologias, é possível engajar em programas supervisionados de atividade física, de maneira remota, no conforto e segurança da própria casa. Aplicativos de vídeo tem sido utilizados para conectar profissionais de Educação Física com seus alunos, e os “reloginhos inteligentes” permitem um monitoramento contínuo e preciso das respostas fisiológicas durante o exercício. Em alguns lugares, turmas de ginástica trocaram as academias pelo “Zoom”, mantendo a integração e comunicação entre os alunos, mesmo que em distanciamento físico. A lista de iniciativas e possibilidades é grande, basta buscar!

Tiago Peçanha (@pecanhatiago)
Consultor da Clínica Move

Tenho Lúpus, o que posso fazer?

6 dicas para quem tem Lúpus Eritematoso Sistêmico:

  1. Usar filtro solar;
  2. Nunca parar os medicamentos por conta própria;
  3. Manter a vacinação em dia, sob orientação médica;
  4. Se fizer uso de hidroxicloroquina, seguir adequadamente o acompanhamento com oftalmologista;
  5. Manter uma alimentação saudável;
  6. Praticar exercícios físicos, sob orientação do médico/educador físico/fisioterapeuta.

Dica extra: Procurar aprender sobre a doença é muito importante, pois é preciso saber quando é necessário buscar ajuda médica com rapidez. Alguns dos sinais de alarme no Lúpus são:

  • febre;
  • urina espumosa, alteração de exame de urina ou da função dos rins;
  • dores de cabeça que não respondem ao tratamento habitual ou crises convulsivas;
  • dores torácicas retroesternais que pioram com a inspiração ou tosse.

O autocuidado é um instrumento fundamental no tratamento das doenças autoimunes.

Cuidem-se e fiquem bem! =)

Dra. Carini Otsuzi
Reumatologista da Clínica Move

Saiba mais sobre a doença que acometeu Justin Bieber

O cantor e ídolo teen Justin Bieber anunciou que foi diagnosticado com doença de Lyme.

Aqui no Brasil, essa doença  é chamada de Doença de Lyme símile brasileira (DLSB) ou síndrome de Baggio-Yoshinari (SBY), que foram os pesquisadores da doença aqui.

A doença é transmitida pela picada do carrapato, e aqui, pode ser por carrapatos que infestam animais silvestres ou domésticos, por exemplo boi, cavalo e cachorro.

A bactéria que causa os sintomas é a Borrelia burgdorferi. O sintoma inicial mais característico é o eritema migratório (EM), que acontece no local da picada. A pele fica com uma lesão avermelhada em volta da picada que surge de 4 a 30 dias após a picada e pode durar até 3 meses.

Tempos depois pode vir manifestações articulares, neurológicas, cardíacas e oculares. Há uma reação imunológica a infecção prévia pela bactéria que pode causar síndrome da fadiga crônica. O diagnóstico  na ausência do EM é bastante difícil e o teste para o diagnóstico pode ser falso positivo em várias situações, quando há outra doença autoimune, infecções e outras doenças crônicas.

O sintomas podem recorrer mesmo após o tratamento com antibiótico contra a bactéria, que é feito por 30 dias na fase aguda (aquela da lesão da pele) e por pelo 3 meses quando na fase crônica (quadro articular, neurológico, oftalmológico e cardíaco).

A fadiga é o sintoma mais comum  e que pode aparecer em qualquer  fase da doença.

Se estiver com algum desses sintomas procure um reumatologista para definir o seu diagnóstico e tratamento.

Dra. Lorenza Silvério

Médica Clínica Geral e Reumatologista da Clínica Move